Talisca neles!

Em mais um caso de polêmica, onde a propagação nas redes têm feito a diferença, a diretoria do Esporte Clube Bahia parece se antecipar, já calejada pelas pancadas sofridas diante de negociações anteriores, quando deixou escapar jogadores por diferentes motivos, entre eles a pressão do empresariado do futebol e a lentidão dos dirigentes tricolores quando o assunto é "investir e valorizar atletas da base".

Dessa vez, com postura diferenciada, eles tentam esclarecer e contornar a situação segurando o Talisca nos domínios tricolores. Será? O histórico do clube não agrada os torcedores mais atentos, porém, ao menos, assim anunciam os dirigentes, diante de nota oficial do clube:

"Caro Torcedor Tricolor,

O Esporte Clube Bahia vem a publico esclarecer sobre a renovação de contrato do atleta Anderson Talisca.

O Bahia e a empresa Bahia Soccer, representada pelos procuradores Reginaldo e Rivelino reuniram-se para tratar da renovação do jogador Anderson Talisca. Depois de alguns ajustes na proposta, a negociação ficou praticamente concluída.
Para surpresa do Bahia, em uma nova reunião, o jogador informou que a Bahiasoccer não mais o representava e quem passaria a cuidar da sua carreira seria sua mãe.
O Bahia convocou a mãe e o advogado do jogador para retomar a negociação, em uma reunião que seus novos representantes disseram que tinham uma outra proposta.
O Tricolor apresentou uma contra proposta, que atendia 95% do que havia sido pedido pelo atleta e pode ser considerada “histórica”, para qualquer atleta formado na base de qualquer clube do Brasil.
Por respeito ao jogador e visando preservar a segurança do mesmo e da sua família, o clube não revelará os valores, por enquanto.
Até o momento, a diretoria do Esporte Clube Bahia está aguardando a resposta do jogador e de seus procuradores, sempre confiando na intenção do jovem atleta de permanecer no clube que o formou, vontade que vinha sendo manifestada pelo mesmo no Fazendão e até em entrevista.
O Bahia foi pego de surpresa com possíveis declarações atribuídas a Anderson Talisca em redes sociais, afirmando que não mais pretende jogar no Tricolor, o que seria uma prova de inconstância e influência externa que parece estar sofrendo.
Além do mais, o Bahia lamenta profundamente pelos termos jocosos utilizados pelo jogador em relação ao clube que tanto investiu em todos os sentidos na carreira deste atleta desde 2009.
Torcemos muito para que o desfecho desse caso seja positivo,diferentemente do que aconteceu com o atleta Mansur e até aqui, também com o jogador Vander, curiosamente representados pelos mesmos novos procuradores de Talisca, que são os Srs. Sandro, Bobô e Gessé.".

Conforme exibido na página oficial - http://www.amordeaco.com.br/2012/10/caso-talisca-bahia-esclarece-situacao.html

Jones, o superador de obstáculos / Torcedor, aprendiz de humildade / Salve Jorge!

Por: C. da Silva LopesEm 25/09/2012

Com estiramento, grau 1, o atleta Jones, que até poucas semanas ainda era rechaçado quase por unanimidade pelos torcedores e pelos profissionais da imprensa, vive momento bem diferente, com lamentações e receios pela sua ausência nos próximos 2 jogos, no mínimo.

Nada como um dia após o outro, é o que se vê no caso desse jogador de futebol. Tolerância é pouco para descrever o que ele precisou superar. Com mais de um ano no clube, o brasileiríssimo Jones da Silva Lopes contou com o apoio de todos os técnicos que passaram pelo esquadrão de aço, que insistiam em contrariar ruídos, vaias e todo tipo de desqualificações atribuídas ao Jones, em nível absurdo, pode-se dizer, para quem acredita que, dentro de campo, a confiança e o apoio fazem a diferença absoluta nos resultados.

Já é prática, todos sabem, que a aparente unanimidade da platéia tira conclusões muito rápidas sobre o talento ou ruindade de um jogador. O quanto essa conclusão rápida atrapalha, sabemos, não é pouco e o torcedor paga o preço pelo próprio imbróglio que cria na cabeça do atleta. Se pensar bem, ainda que existam casos de teimosia de um ou outro técnico, verá facilmente que a tal unanimidade "nelsonrodriguiana" tem marca registrada nas últimas duas décadas entre a Velha Fonte e o Moderninho Pituaço. Comparações extremas nos levariam a mostrar que nos achamos no direito até de depredar estádio quando o clube sobe da série-c para a série-b. Onde um fato, assim, é admissível, qualquer outro, também, será. Essa comparação, evidentemente, não é lá muito justa (apenas uma minoria fez besteira naquele último jogo da velha Fonte), mas vale para lembrar que: o mesmo torcedor que depreda estádio pode ser aquele que vaia atletas de 18, 19 ou 20 anos por errar um passe na sua estréia.

Enfim, ficaremos por aqui, já que o principal objetivo desse artigo já se cumpriu: o de questionar a nossa própria humildade, como torcedores, com o nosso papel de criticar e de apoiar. A crítica, no entanto, precisa atingir principalmente aqueles que dirigem. Esses, sim, precisam fazer as estrelas do futebol brilharem, como foi antigamente, dentro de campo. Aproveitando para fechar com uma tacada mais inteligente, que saiam de cena os dirigentes, para que brilhem os talentos dos atletas. 

Mas, ao mesmo tempo, vale aqui também um retoque de contradição final: Salve Jorge!

SHOWza, acima de qualquer vexame

Dar voz à qualquer suspeita de má conduta do artilheiro é uma coisa que deve passar longe dos dedicados compatriotas tricolores, sejam eles comandantes, funcionários de apoio ou da área técnica, ou, simplesmente, torcedores que fazem parte da grande nação, na Bahia, no Brasil e, porque não dizer, mundo afora.

Afora, mesmo, interesses e notícias que fazem os negócios aumentarem para os veículos de comunicação, pesa sobre o atleta e sobre o clube o efeito negativo que, no momento, ajuda apenas os adversários. Diante de tudo isso, nos resta a consciência de que Souza já teve no Bahia os seus momentos de maiores dificuldades, felizmente superadas e, temos a lembrança clara, naquela fase ele esteve centrado num único objetivo: dar a volta por cima e mostrar bons resultados dentro de campo.

Dito isso, vale ser objetivo e direto, transmitindo ao querido atleta Souza, artilheiro e ídolo do Bahia, toda a força e confiança que a grande torcida tricolor pode dar. E para enaltecê-lo e levar paz e força nesse momento, vamos ao principal: Souza é exemplo e tem no seu currículo, nesse segundo ano defendendo o Esquadrão de Aço, uma história repleta de glórias pelos bons momentos de artilharia, comprometimento e solidariedade para com os colegas de trabalho, realçados por uma postura irretocável de humildade e de respeito ao torcedor. Não é à toa que é chamado de Showza e, assim, podemos continuar a chamá-lo, sem medo de transbordar para o ego o que, na maioria das vezes, infla o suficiente para deslocar o atleta da realidade.

Souza: sua história é muito maior do que qualquer suspeita de vexame e, não temos dúvida, daqui para a frente as dificuldades do momento serão apenas uma lembrança de um fato que passou, sem deixar sequelas para a sua carreira de glórias.

Saudações #Trishowzcolores

O jogador, a gestão e a moeda

Publicado em 04/09/2012

Gabriel é Nosso!

Foto: Divulgação/Ecbahia

Só mesmo a cara-de-pau de gestores com estilo de "políticos negociadores", e longe do que seria futebol-com-gestão-de-campeão, para justificar o discurso que mais uma vez já indica o interesse na venda de um importante atleta revelado pelo Esporte Clube Bahia, dessa vez, o Gabriel. Evidentemente que qualquer atleta é passível de negociação, mas, o que incomoda o torcedor e que o faz desrespeitado é o não reconhecimento da sua opinião.

Carência é a cara do torcedor do Bahia, que tem que lutar para ser ouvido naquilo que é trivial: o torcedor quer ver a base do clube permanecer e fazer história. A diretoria, encabeçada pelo presidente, no entanto, insiste num discurso que diminui o Esporte Clube Bahia. O mesmo clube que traz jogadores mais velhos e caros, sem planejamento prévio, não investe na base de modo consistente. Jogadores se destacam e não são valorizados de imediato, aqui mesmo. Pelo contrário, na visão nada profissional dos dirigentes, os jovens somente podem ser valorizados por empresários que ofereçam as revelações para outros clubes, em negócios seguramente "calcificados" e que determinam o engessamento de qualquer projeto sério nos bastidores do "Esquadrão de aço". O aço, aqui, vai intencionalmente em minúsculo, para enfatizar a consequência de uma gestão que tanto se empolga por ter cumprido a dolorosa missão do retorno do Bahia para a série-A, a duras penas depois de mais de 7 anos, e de choramingar um título estadual mais uma vez raspado no fundo do tacho, quase na rebarba.

É fato. E é bom recordar que após o título baiano o discurso anunciava acomodação, ou melhor, não anunciava reforços, pois falava-se em realidade econômica que justificaria encarar o Campeonato Brasileiro desse ano apenas com os reforços que haviam sido feitos em 2011 e no primeiro semestre de 2012. A surpresa, para aqueles que se negam a planejar, logo veio: o Brasileirão teve início com o tricolor sem chão, estabanado logo nas primeiras rodadas, sem lideranças dentro do campo. Sobrou, claro, para o técnico Falcão. Faz parte, ou, assim fazem, os dirigentes. Mas, os torcedores já sabiam e já bradavam juntamente com a Imprensa Esportiva - eram necessários reforços, muitos reforços, diante da falta de planejamento e estratégias em torno da base -. Foi assim, nesse contexto, que o dinheiro apareceu, novamente sem explicação (o clube ainda não prestou conta relativa a receitas X despesas de 2011) e viabilizou, mais uma vez no desespero, a vinda de jogadores que tendem a sobrar no mercado, vítimas da quilometragem rodada, da queda de rendimento por conta da idade, ou recuperados de lesões e ainda os que retornam ao Brasil porque já não interessam ao mercado internacional do futebol. Mas, será que significariam, de fato, reforços?

E os torcedores, ainda que não precisem ser especialistas, brigam novamente para dizer o obvio para a diretoria. Assim como na virada 2011-2012, quando a determinação do clube era entregar Ávine. Esse, por conta das lesões, não rendeu em 2012 dentro da expectativa da nação. Obras do acaso. Sobre a diretoria ficaria no ar a dúvida, o esclarecimento, inclusive ético, dos motivos de tentar jogá-lo no mercado por valores questionáveis. Teriam os dirigentes a certeza de que Ávine não estaria recuperado para ajudar o Bahia em 2012? Qualquer que seja a resposta, de fato, o questionamento é oportuno e deixa a diretoria vulnerável.

Agora, a vez do Gabriel. Esse, também vítima do discurso que parece interessado em transformar o seu talento em "cifras precipitadas" para os modestos anseios dos dirigentes tricolores, com entendimentos equivocados. Será que ainda é cedo para afirmar que temos um jovem craque no elenco? A resposta, para nós, é objetiva: mais do que craque, temos um jovem que mostra maturidade e compromisso, inclusive ético, maiores do que tudo que o clube se propõe a lhe oferecer. Será que precisaremos disparar nova campanha, ou até já passou da hora, de dizermos em alto e bom som que Gabriel faz parte do que temos de melhor e que, do Bahia, se ele houver de sair, será após colecionar títulos e glórias? Enfim, que se diga: acorda, diretoria tricolor!

A Pressão Funciona? Então, avante torcedor! Pressão neles!

Publicado em 30/08/2012

Será que as coisas podem de fato mudar e vir uma sequências de jogos para encher Pituaço? Cedo, ainda para saber, mas, na dúvida, que venha o São Paulo e que o Jorginho, com jeito de quem é capaz até de carregar água no cesto, deixe a sua estrela continuar brilhando. Começou bem, o cabra. 

Independente de qualquer expectativa e no meio de tanta ansiedade os jogadores demonstraram, na Vila Belmiro, que já sentiram a rebordosa da nação tricolor. Paciência esgotada e pressão neles e, principalmente, pressão nos dirigentes. Aguenta diretoria! Aguenta Guimarães! E receba o recado @marceloguima: que seus twites só voltem após uma convincente sequência de vitórias. Comecem fazendo o dever de casa, a exemplo e, de preferência, melhor do que fez nesse segundo tempo em cima do Peixe. Chega de problema! É devolver bolas na rede, no próximo jogo contra o tricolor paulista e, no jogo seguinte, mostrar que tirar dois pontos do Atlético mineiro, lá, foi apenas uma mostra do que o Bahia pode fazer agora em cima do líder, na arena azul, vermelho e branco. Afinal, quem neutralizou o talentoso santista Neymar pode perfeitamente adaptar as estratégias sobre Ronaldinho.

É hora de devolver o meu Bahia, hegemônico dentro dos seus domínios, missão obrigatória e dívida do presidente. Dívida que é muito maior do que a sua capacidade de "marqueteiro de esquina". E vamos, relembrando: foi-se embora, ainda em 2010, Renato Gaúcho, o receptor de ovada na Fonte Nova, que voltou à Bahia para turbinar o seu passe de técnico sem deixar história. Depois dele, outros tremores na gestão do Bahia e, por fim, mais um equívoco "santânico-sardinhento" (um Joel Sardinha que também andava atrás de promoção e de embolsar umas 300 pilas por mês dos cofres tricolores). Um técnico que virou as costas ao Bahia e seguiu para os ares midiáticos flamenguistas com os dias contados. 

A felicidade é que, mesmo com setores da Imprensa e torcedores falando no retorno do sardinha, surge o Jorginho e, a seu lado, o aplicado funcionário Eduardo Barroca. Esse, então, segue em alta, com bela taxa de aproveitamento, já vezeiro em arrancar 3 a 1 fora de casa nos momentos em que um novo técnico chega para segurar o seu bastão. Ops! bastão simbólico, claro. Ra-ra-ra, paródias a parte, fica aí, ilustre Barroca, a atuar nos bastidores com o seu talento e trabalho de formiguinha. E deixamos aqui a nossa homenagem a esse funcionário que se mostra modelo de compromisso com o esquadrão, ainda que precisemos torcer para que o Barroca não precise voltar a tapar buracos, já que almejamos todo o sucesso ao Jorginho.

Olhando a sequência da tabela, por que não acreditar? Havíamos desafiado o presidente a ganhar moral com uma série de 5 jogos e 15 pontos seguidos. Seria agora? Vejamos:

- Santos, 3 pontos na bagagem de volta da Vila;

- São Paulo, mais 3 em cima do freguês nos domínios do esquadrão;

- Atlético-MG, temos dito, hora de anular o adversário e fazermos mais do que fezemos em Minas;

- Depois dessas, com duas obrigações cumpridas e finalmente 6 pontos em casa, restará a coragem de consolidar a decadência que o Vasco vem sofrendo nas últimas rodadas. É vencê-lo no Rio e voar para Recife;

- Sport, diante desse, é encarar em cima da rivalidade regional como já é prática, pra vencer.

Bom desafio para dirigentes e elenco, não é? Reviravoltas acontecem assim, histórico de muitos campeonatos brasileiros. A pressão funciona, então, avante torcedor, pressão neles!

RT @aoTriBahia #PressãoNeles



Bahia, Clube de Massa, não de mídia

Subtítulo: Um Bom Marketing, Patrocínios e Resultados, nada disso existe sem o TORCEDOR e o Histórico de Grande Clube


Publicado em 17/08/2012
Esse texto, que ficou no molho, teve início ainda no momento em que ainda tínhamos Falcão, já próximo do momento da sua saída. Mas o texto ficou guardado e somente agora foi resgatado e concluído. Naquele momento, entre os torcedores, uma unanimidade que ainda permanecia: não daria para perder mais. Dito isso, o que poderia ser feito? A resposta, para nós, há poucas semanas, passaria longe de demitir Falcão. Ainda assim, reconhecemos, Caio Júnior chegou para ajudar. Para sair da berlinda, mesmo sabendo que os dirigentes colocam sempre alguém na reta onde o trem vai passar e, quase sempre, esse alguém é o técnico. Dizíamos, na ocasião: hoje, amanhã, ou esperava-se no máximo o jogo contra o Fluminense, caso perdesse (e perdeu mesmo), não havia mais dúvida quanto a demissão de Falcão.


Teimosias, a parte, já que Falcão enfrentou o Flamengo e mais uma vez escalou Jones, ainda assim, eu escolheria na ocasião um técnico como ele, inteligente e conhecedor teórico e prático dos mistérios do futebol, capaz de conduzir e unir um grupo, sempre pronto para agir de modo bem diferente daqueles que costumam culpar os seus soldados quando não vencem. Que o diga Renato Gaúcho, um dos queridinhos do Marcelinho, técnico que a meu ver nunca passou de um "profissional pouco responsável" e com prática de desunir o grupo de jogadores do Bahia, na ocasião em que, assim como o Sardinha, veio passar uma chuvinha e depois escapuliu logo que o céu clareou em Porto Alegre, atitude igual ao Joel, quando o céu clareou no Rio.

Jones, agora prestes a navegar pela série-b, não é nenhum craque, já sabemos, mas talvez, inclusive por ser jovem, não seja o tão horrível jogador, que mereça ser tão martelado pela torcida e pela crítica. Mas, independente de qualquer opinião, é passado no histórico do elenco. No nosso entendimento, assim como tantos outros, ficou evidente o quanto é impossível jogar bem quando quebra-se a relação de confiança entre o jogador e torcedor, ainda mais em tempos de tanta expressão midiática e presença direta do torcedor através da rede. E nós, aqui, ainda falando do Jones e torrando a sua paciência. A quem isso interessa? Certamente interessa ao presidentes, ficamos a falar dos problemas pequenos e desviamos dos problemas grandes, a exemplo da prestação de contas e do tão esperado planejamento que nunca acontece antes de cada campeonato.


Assim como aconteceu em 2011, o Bahia iniciou o Brasileiro atendendo ao prognóstico de parte da Imprensa Esportiva, navegando entre os 4 últimos colocados. Será que isso reflete a segurança dos supostos especialistas, que sinalizam a degola antes mesmo do início do campeonato? Difícil, não é? Esses prognósticos estão, sim, cheios de falhas, pois alguns questionamentos simples logo derrubam toda essa teoria simplória que aponta os vencedores e os derrotados antes mesmo do início da festa começar. De imediato, podemos observar, que o campeão do primeiro turno desse campeonato está praticamente definido - o Atlético Mineiro -, o mesmo que disputava  o cai-não-cai com o nosso tricolor até o final do campeonato do ano passado e que, na conclusão, ficou pertinho da degola e abaixo do Bahia.

Apesar de tudo, vivemos a sonhar, e torcemos a favor, que agora, então, o Bahia ganhe 5 seguidas e faça as pazes com os torcedores, volte a encher Pituaço e, até, admita-se ouvir novamente as resenhas do presidente, com seus tuítes nem sempre equilibrados a animar os mais exaltados. Tudo é válido, inclusive comemorar sempre, até mesmo nas pequenas conquistas, inclusive porque as grandes conquistas são feitas passo-a-passo. Importante, sempre, alertar com certas reflexões: o resultado de uma longa caminhada pode nos oferecer a satisfação de contemplar uma paisagem magnífica na chegada, mas, vale também observar, o melhor mesmo é poder lembrar dos detalhes maravilhosos por onde passamos ao longo da caminhada, muitas vezes árdua, mas que ao mesmo tempo podem estar repletas de alegrias, tão grandes  ou gloriosas quanto o objetivo alcançado no final. Pois é, infelizmente as caminhas têm sido apenas árduas, e o que vamos contemplar ao final, também não será nada bom. Ou será que está novamente tudo sob controle, presidente?

Gestão, será essa a palavra que faz a diferença? A reposta passa por aí, com certeza. O Bahia tem um presidente midiático, além de profissional da política e empresário. Independente de analisar competência, quem analisa o seu histórico logo percebe que o Bahia não foi para ele uma conquista, senão, apenas, um presente. Uma herança que veio pronta e parou no seu colo, trazida pelo mesmo grupo que vem há muito tempo conduzindo o tricolor, passando inclusive pelos 20 anos de dificuldades que culminaram com a última década, a mais problemática da história tricolor, e de lembranças tristes para a nação azul-vermelha-e-branca. No histórico do seu primeiro ano tem a contratação do técnico RG, na pratica um desequilibrado na condução dos fundamentos de qualquer grupo, que, como dissemos acima, tinha como principal atitude, ao final dos jogos, o despejo da culpa sobre os seus soldados. Como todo "bom político", ou representante de cargo público, RG teve, mesmo após abandonar o barco por interesses pessoais, os elogios pela sua passagem, onde o presidente sempre ressaltou a grandeza por elevar o Bahia no cenário nacional justamente pela ação midiática

O Bahia não vive de mídia, pelo contrário, é um clube de massa. As respostas da mídia são consequência dessa adesão das massas. O setor de marketing do Bahia tem os seus méritos, claro, jamais desvalorizar os que trabalhos nesse setor tão importante, mas a motivação dos patrocinadores e de outros interesses está no histórico e na representação e dedicação dos seus torcedores. Fosse possível fazer um clube crescer sem a sua massa, qualquer um criaria hoje um clube como quem abre uma nova fábrica. Até poderia dar certo, não se pode negar, mas a garantia mesmo de resultados, para atrair parceiros e patrocinadores, é a existência de torcedores dedicados e que se espalham sem fronteiras pelo Brasil e pelo mundo. Quem achar que esse é um pensamento pretensioso e fora da realidade, que dê uma volta pelo cenário do futebol na Europa. E essa credibilidade tricolor existe, mesmo diante das ingerências dos últimos anos. Imaginar um Bahia feito pelas mãos de salvadores da pátria é o mesmo que tentar sucumbir a sua tradição e a sua história. Toda conquista deve ser valorizada tecnicamente, sem dúvida. Seja presidente, profissional de marketing, técnicos ou jogadores. Jamais, no entanto, a pretensão de ser visto como o salvador da pátria, em circunstâncias onde até mesmo a presença diária, o tempo dedicado de mangas arregaçadas, não fica evidente. Imaginem, por exemplo, quando um presidente de um clube é também eleito parlamentar, a viver em Brasília. Isso não está acontecendo nessa gestão, afinal, o Bahia teve na última década a marca de maior escassez de títulos na sua história e, como consequência, os votos não pingaram para o presidente.

É relevante considerar também que os ganhos pelos cargos diretivos são muito significativos no mundo do futebol, provavelmente compatível com a suposta carga que traz na missão. Ainda assim, não se cobra horário, dedicação e compromisso diário. Sobre os cargos técnicos recai a pressão maior e o risco da troca é eminente. Nenhum técnico sobrevive a campanhas medíocres, caem no meio do percurso e jamais sobrevivem a um final na zona da degola, já os gestores, diretoria e presidente tricolor chegam a debochar seus oponentes diante da sobrevivência ao fechar o campeonato superando a degola, mesmo que a duras penas.

Polêmicas a parte, 2012 começou com grandes abalos sobre a validade da permanência e legitimidade da eleição do presidente. Os descumprimentos de acordos, ou a inexistência de bases democráticas no Bahia deixou o clube vulnerável a questionamentos jurídicos. Restou a rede social e as resenhas midiáticas para segurar o cargo e a imagem de benfeitor, calçado no contraditório e no imbróglio que envolvia o risco de um Ba-Vi acéfalo e sem computador para catalogar os seus sócios. Naquele momento a divisão entre os torcedores pesou para o lado do apoio e exaltação ao suposto "devolvedor do meu Bahia", que jamais poderia cair.

E o ano de 2012 seguiu assim, mais uma vez o Baianão quase escapa e os prognósticos dos quase especializados em tiro no escuro até parecem acertar sobre o grande clube que vai fechando o primeiro turno na rabada tabela. Ainda bem que temos fôlego e, apesar dos pesares, temos Souza e Gabriel e o início da lucidez em dar confiança a jovens da base, ao menos em momentos críticos, onde titulares experientes, nem tão titulares assim, saem por imprevistos e abrem as oportunidades para jovens talentos.

MGF e suas dúvidas, que passeiam pelo mundo do homem de negócios, do político e do interesse em ser presidente de um clube que tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil. Contra ele, pessoalmente, provavelmente não temos absolutamente nada. Gostaríamos apenas que, entre os torcedores, prevalecesse a consciência de que todos aqueles que assumem cargos em grandes clubes, devem ser passageiros e lutar para que a instituição cresca, se fortaleça e permaneça cada vez mais independente das intemperes e de interesses que não sejam claramente mostrados ao torcedor. Nesse contexto será sempre muito bom que o torcedor observe e exija coerência, planejamento e clareza nos objetivos. Quando a necessidade for, por exemplo, contratação e reforço, que seja apresentado o planejamento nesse sentido, antes do início do campeonato. Se as tentativas de solução acontecem aos trancos e barrancos, ao longo da competição, se contratações caras aparecem de surpresa para salvar catástrofes, ao mesmo tempo em que os orçamentos não são apresentados, ficará sempre uma dúvida sobre como as mesmas contas seriam apresentadas caso o clube sobrevivesse bem no campeonato, mantendo o elenco inicial. Resumindo: fecharíamos o ano com muito dinheiro sobrando nos cofres do clube?

-- Torcedor, esse espaço é seu, é nosso! Divulgue, Siga @aoTriBahia, Comente!!!

Vai com tudo, ... Fahel !


Com retrospecto quase equilibrado, onde o Botafogo somou discreta vantagem ao longo dos confrontos, há motivos para o grupo viajar com vontade para o Rio e fazer prevalecer, com parafraseado estelar, as duas estrelas do escudo tricolor sobre a estrela solitária botafoguense. E mandamos o recado: "Vai com tudo, ...  Fahel". Mas nem precisa exagerar, para não deixar os adversários agitados como no ano de 1997. Confira no vídeo. 


Ah! Vale lembrar também do ano passado: 2 empates, 1 a 1 em Salvador, porém, lá, Souza abriu placar, Bahia saiu na frente e sofreu virada. Ao final, de pênalti, sofrido por Fahel, Souza cravou o empate .

1997 - Botafogo 1 X 3 Bahia
 

2011 - Botafogo 2 x 2 Bahia

Um Bahia, cada vez mais, profissionalizado

Ainda que tenhamos lançado desafios maiores do que cumprir obrigação de voltar a vencer o campeonato baianos, não podemos deixar de valorizar com enorme alegria a conquista recente. Claro! E sem queixa relacionada aos percalços, considerando que o Bahia quase não passa na semifinal e, da mesma forma que o seu maior rival fez nos anos anteriores, levou o campeonato com base no critério de vantagens, condição que permitiu abraçar merecidamente o troféu.


No meio de toda essa avalanche e de tremores ao longo de uma década sem título e de novo cenário que permite uma participação mais direta do torcedor, a Internet é uma espécie de prorrogação onde, após cada jogo, descascamos os abacaxis e, afiamos a peixeiras, facões e foices para tentar desbravar, na mão grande, as trilhas certas a serem percorridas pelo Esporte Clube Bahia. Nada sem muito esforço, não é mesmo? A resposta, infelizmente, é negativa. Na verdade um esforço enorme, que toma horas e horas de cada tuitador, blogueiro, embaixador, ou mero apaixonado a se pendurar nas redes sociais.


Muitos de nós, que postamos, opinamos, esbravejamos, temos os pés no chão e a consciência de que lutamos por um Bahia que é possível, vencedor em nível regional e nacional e, além disso, com apoio popular que contagia sem fronteiras, o que permite ir muito, muito mais longe.


Essa viagem, no entanto, para outras dimensões e conquistas, que possa consolidar a realidade de uma torcida que a mídia nacional chega a caracterizar como sonhadora e que "não para de acreditar", colocado entre aspas para enfatizar a crítica implícita do Sudeste e do Sul, quando provavelmente observam a contradição entre a força da nação e a organização efetiva do clube. 


Preconceitos existem e não devemos jamais abrir mão de combatê-los, claro, mas ao mesmo tempo devemos ter consciência. Assim, aprenderemos a controlar também os nossos impulsos nos momentos de glória, onde enaltecemos as lideranças como se nos fizessem o favor de cumprir parte das suas obrigações, sejam diretores bem remunerados, comissão técnica ou presidente com seus 60 mil de proventos, vale cobrar, sim, por maior serenidade, coerência e, principalmente, humildade.


Humildade. Aí está uma condição que poucos dirigentes assumem na vida, pois diante das pequenas conquistas costuma-se cercar de uma auto-confiança maior do que o mundo, seguida de uma soberba que ofusca as próximas ações e decisões. Em parte, a rede social, via Internet, faz o papel consciente, enaltece sem deixar de apontar erros e cobrar continuidade. Uma outra parte, porém, se joga no fã clube dos intocáveis dirigentes, como se a vida desses começassem e terminassem no próprio clube que lhes serve de passarela para outros grandes interesses, seja na esfera política ou empresarial.


Por tudo isso, caros amigos tricolores, vale convocar a todos para viver as alegrias que o futebol pode nos proporcionar, porém críticos o suficiente para construir com consciência e criatividade. Ser Bahia com alegria e, ao mesmo tempo, respeitando todas as diferenças, ainda que alguns queiram ver todos como  pitorescos torcedores do Bahia Minha Vida, como se fosse esse um padrão único a ser seguido por quem é torcedor.


Mesmo com os pés no chão, acreditamos num Bahia que pode continuar a marcar sua história de campeão em todos os níveis, independente de quem assuma cargos e ganhe pelo valor do desafio. E para alcançar esses objetivos, muito mais do que enaltecer dirigentes, queremos um Bahia, cada vez mais, democratizado e profissionalizado.

O que uma barreira jamais deve fazer: abrir buracos...


Jogo: Bahia 1 X 2 Grêmio 


Mesmo jogando mal no primeiro tempo, o Bahia abriu o placar, porém não soube administrar a vantagem e cedeu, ampliando a vantagem do Grêmio, que decidirá em casa e já entra em campo com placar que lhe dá a classificação para a próxima fase, podendo perder até mesmo por 1 a zero. Nas imagens abaixo, a sequência e a desordem na barreira tricolor, pra gente não esquecer, e torcer para que erro assim jamais se repita. Inadmissível que jogadores experientes entrem na onda do adversário e atrapalhem desse jeito o Marcelo Lomba.


...ô meu "craque", não tá vendo que tá deixando um buraco no meio da barreira?

... o gremista nem chutou a bola e você já abriu mais ainda, Junior?

... e lá foi ele, caindo e se agarrando com os dois gremistas ...

... e o nosso camisa 10, junto com Donato, terminaram de abrir os buracos na barreira 

... a festa tava pronta para entortar o Lomba

... e não deu outra ...

... ai, meu pai !

.... já foi ...

... resta, agora, a revanche lá em Porto Alegre. E como futebol são 90 minutos dentro de campo, tudo é possível. Vamos aguardar e torcer por um Bahia motivado e inspirado. E, em caso de falta contrária, que jamais esqueçam desse fundamento: barreira tem que ser compacta e, de forma alguma, deve-se entrar no clima de provocação e desequilíbrio forçados pelo adversário.


Um grito de dor, ou um grito de ALEGRIA?


Por Carlos Lopes, colaborador
Em 12/05/2012




Alegria, alegria! Por que não? Por que não?!!!

Afinal, futebol existe para nos proporcionar alegria, muita, muita alegria! E por conta disso, então, cantemos: "pra que chorar, pra que se aborrecer". Fácil, na teoria, né? Porque, na prática, nesse domingo, seja em Pituaçu ou em qualquer canto da cidade de Salvador, a terra vai tremer. Mas, que sejam tremores de alegria, assim como aconteceu em 2010 no dia da ascensão do Esporte Clube Bahia, quando em 13 de novembro aplicou um convincente 3 a zero sobre a Portuguesa e carimbou a passagem para a série-A. Que as coincidências somem a favor, mais uma vez, como na última quinta-feira, o Bahia fez valer o seu mando de campo diante da mesma Portuguesa e passou para as quartas de final da Copa do Brasil. Nesse domingo, também dia 13 e exatamente um ano meio depois da ascensão para a série-A, tudo conspira para configurar mais uma irradiante alegria tricolor.

Quer um conselho, compatriota da Nação Tricolor? Deixe o coração mandar novamente, abandone as dúvidas e despeje confiança na nossa equipe. Confiança, que no dicionário aparece como "sentimento de segurança, de certeza, tranquilidade, sossego..." e que, por isso, fará a diferença na cabeça de cada atleta durante a partida. Do outro lado, o maior rival (regional). Mas, por que pensar no rival, se temos o foco na ALEGRIA DE SER BAHÊA? O argumento pode parecer bobagem, mas, observe: o detalhe, que faz a diferença entre uma grande jogada ou um passe mal feito, pode estar na arquibancada, vindo daquela crença e da energia que a massa transmite ao elenco.

Se parássemos a nossa reflexão por aí, já seria motivo bom para concentrar muita energia na ALEGRIA, com a certeza de que a confiança dos torcedores fará a diferença, como há um ano e meio, no dia 13 em que a Salvador amanheceu nas cores azul-vermelho-e-branco. Naquele dia, as cores e a corrente de alegria contagiaram até torcedores do maior rival, ao menos os mais sensatos, claro. Digo isso porque vi, e ouvi, depoimento de rubro-negros que admitiram que naquela manhã de sábado a torcida do Bahia, de fato, já dava um brilho especial na cidade, havia algo diferente de qualquer dia normal.

E o resultado naquele dia do acesso da série-A, todos já sabemos, foi uma noite reluzente no estridente Estádio Roberto Santos: o PituAço se fez maior que o Maracanã, ao menos em alegria. Enquanto escrevo, de repente, me vem à lembrança um filme de animação, visto por muitos, que tive a oportunidade de compartilhar a estréia junto com o meu filho tricolor, na época com 5 anos, "Monstros SA", uma maravilhosa fantasia onde os extra-terrestres (monstros inteligentes, criativos e competitivos) trabalham numa empresa que gera energia elétrica capturada a partir dos gritos das crianças que eles conseguem assustar. Os gritos aterrorizados das criancinhas abordadas no meio da noite garantem o sucesso da empresa.

Nessa nossa “viagem fantástica” que passa até pela criatividade do cinema, o choro terá que ficar do lado de lá, com os rubro-negros. É hora do domínio da alegria popular e contagiante dos tricolores, que dominará o estádio de Pituaçu. A energia vai ser multiplicada, não pelos gritos de terror, pelo contrário, serão gritos risonhos de torcedores de todas as idades, de 8 a 80 serão mega-quilowatts de potência nos domínios do esquadrão. Absolutamente campeão, com um passo a mais no resgate da sua história e da sua tradição.

Com muita PAZ e ALEGRIA: Feliz Campeão Tricolor Baiano 2012 !

sorria! você está com o BAianãoNAmão!

Publicado em 17/04/2012
Por: Carlos Lopes - COLABORADOR


A vantagem de jogar apenas por uma sequência de 4 empates dá mesmo para seguir com mais tranquilidade da semi até a final. Melhor ainda é perceber que o time tem no comando o Falcão, compromissado e responsável, com o mesmo perfil que tinha em campo quando atleta brasileiro e internacional. Com isso, a certeza: a vantagem dos empates não mudará a postura aguerrida dos atletas.

Entre superstições e precedentes, que toquem fogo no vestiário, queimem as roupas velhas, os mais velhos vícios e  todos os maus hábitos que enterram qualquer  "instituição pública". 

Instituição pública? Sim, claro, sem dúvida! O que seria o BaHêa sem o grande público, com forte concentração em Salvador e com torcedores espalhados por todo o estado e, cada vez mais, com força nas formações de embaixadas que unem os torcedores de todo o Brasil e em muitos outros países. A tendência de expandir essa confiança e interesse popular é ainda mais natural para os clubes que se organizam profissionalmente. Podemos estar longe do ideal e não é nosso interesse enaltecer esse ou aquele responsável por mudanças. Ao contrário, ao torcedor, que não vive do futebol mas que dedica muito da sua emoção em horas e horas a cada semana, cabe, COBRAR. 

Cobrar e ser chato. Saber formar opinião com a consciência de quem ama o seu clube, mas pensa e, ao fazer isso, separa o joio do trigo.

Foco é a palavra de ordem na reta final do Campeonato Baiano. Para todos nós, torcedores, mais uma vez, vale agir com consciência nas arquibancadas. Falcão vem destacando que o ambiente está adequado, com gestão profissional. Vamos acreditar e somar. Entre intolerâncias nas redes sociais, alguns mais lúcidos seguem dando dicas e pistas, coisa boa, muito melhor do que a queimação ruidosa das vaias, que quase mandou embora talentosos como Souza e que poderia não ter permitido o crescimento do Ávine naquele tempo de estilo estabanado. No meio do ruído que ainda vivemos, alguns jogadores ainda viram a bola da vez, com vaias e pressão da torcida, apesar de terem a confiança do Falcão e até demonstrarem potencial para "virar o jogo". E por falar no Ávine, que pena, depois de tanto esperarmos, será campeão baiano fora das 4 linhas.

Depois de tudo isso, com #BAianãoNAmão e quarta-feira com cheiro de goleada em cima do Remo pela Copa do Brasil, também o Brasileirão com portas abertas para a Libertadores, tudo engatilhado para se libertar de vez, "para a nossa alegria", dos 10 anos de tristezas acumuladas até aquele 13 de novembro de 2010, dia de extravasão na cidade, em que vimos até torcedores do Vitória admitirem que Salvador, naquela manhã, um ano e 3 meses atrás, amanheceu com especial alegria.


Agora é com fé e BAinãoNAmão!

Siga-nos @aoTriBahia pense, acrescente, comente!

Futebol: paixão, rivalidade, ou, simplesmente, emoção?


Por Carlos Lopes
Colaborador, Em 25/03/2012

Diante dessa guerra entre torcedores em São Paulo, perguntamos: e nós, tricolores baianos e também rubro-negros, para onde caminhamos? Onde será que vai dar a onda coletiva de "brincadeiras" que nos fazem ver o outro sempre como desqualificado? Se é apenas brincadeira, e for entendido assim, nada mal. Infelizmente, não é tão simples quanto parece. Imaginemos as crianças de hoje vendo seus pais, tios, os mais velhos, amigos e vizinhos que se referem com intolerância aos outros que torcem para o clube rival. Lá na frente, se os jovens se transformarem em "bando de loucos", alguém será responsável?

No meio disso, outros agravantes: os menos esclarecidos, ao menos em potencial, a exemplo daqueles que tiveram menores oportunidades de acesso a educação formal, encontram-se no estádio com técnicos, mestres ou especialistas de diversas profissões, cidadãos que, no contexto econômico brasileiro pertencem a uma classe média relativamente alta. Esses, gritam palavras de ordem para colocar os torcedores rivais no seu devido lugar, supostamente o lugar dos burros, ignorantes, mal sucedidos, sem usar aqui os reais adjetivos que "nós torcedores" nos identificamos de corpo e alma.

Nada de mais, não é mesmo? Como diria um dos artistas mais populares em uma de suas músicas românticas: tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, crescendo.

Antes fosse mera brincadeira, peninha, mas não é, porque na prática a taboa empena e a ponte desmorona. Alguém duvida que, hoje, nas redes sociais, virtuais ou ombro-a-ombro, olhos nos olhos, já não estamos selecionando os nossos amigos em função do clube que eles colocam no coração? Por aqui, entre poucos amigos e colaboradores, felizmente observamos muitos tricolores com bons amigos que são torcedores do Vitória. E se, entre aqueles que vivem do futebol, amenizar é preciso, imagine entre os torcedores, que teoricamente apreciam seus clubes apenas para serem mais felizes! Haveria outro motivo? A resposta pode ser polêmica, não é mesmo? Polêmica, com certeza, já que é possível observar muitos torcedores atirados num discurso fervoroso, que passa pela exaltação ao clube e, até mesmo, pela exaltação aos cartolas que por algum momento produzem melhorias dentro do clube, sejam eles políticos, empresários ou carreirista de ocasião, com seus projetos e metas pessoais. 

Mas o foco nesse texto é o torcedor e a sua postura pacífica na vida. Ser pacífico, na vida, caro torcedor, é cuidar também do destino do bom futebol. Hoje o problema se mostra maior em São Paulo, onde a rivalidade que deveria estar somente entre atletas no show do futebol, leva a arena para além da arquibancada. E o nosso caminho, na Bahia, será diferente? Ou o drama é apenas proporcional ao tamanho da nossa capital? Mais detalhes podem ser observados e deve ser fácil concluir: em São Paulo, há algumas décadas, com ou sem redes sociais virtuais, os pais dos torcedores guerreiros de hoje, provavelmente atuavam como nós atuamos hoje na Bahia: rivalizando, selecionando, ridicularizando, sempre, o outro. Vale ter cuidado e pensar para onde queremos levar a paixão pelo nosso clube.

Ao trabalho macacada !

Editorial, ou quase
Em 20/03/2012


Pois é, 3 a 2 no diante do rival é #fato. Agora é bola pra frente, depois desse treino no barradão, e corrigir as falhas. À Diretoria, mais uma vez, a missão de exigir mais qualidade na arbitragem. Aliás, coisa que já deveria ter exigido muito antes desse BaVi. Muito antes, até mesmo, da própria instabilidade diante do afastamento da diretoria. 

E, já que amigos nos questionam, com base em alguns comentários nossos, e perguntam de que lado estamos, não podemos dar outra resposta senão a mais simples: do lado do BAHÊA. Desejamos que os dirigentes do clube sejam verdadeiros líderes, jamais precisando de auto-promoção para que sejam reconhecidos pelo trabalho realizado. Entendemos que o bom trabalho é obrigação para quem assume e é bem remunerado e, principalmente, quando se fala em elaborar e conduzir um bom projeto para o clube é preciso que aconteçam muito mais acertos do que erros.

E aos que criticam todas as supostas oposições, diríamos que seria bom se no nosso dia-a-dia, extra futebol, tivéssemos uma oposição igual a essa que existe em torno do Esporte Clube Bahia. Trata-se de uma oposição feita por todos nós, torcedores, que estamos sempre de olho e prontos para reagir contra qualquer escorrego, seja na gestão ou na simples comunicação do clube com os seus fiéis seguidores. No ano passado, por exemplo, torcedores jogaram pesado quando o presidente dizia "calma, está tudo sob controle", ao tempo em que o clube tremia na vertigem de um possível novo rebaixamento. Na época muitos atiraram contra o presidente, com toda razão, inclusive porque o bastão havia sido passado para as mãos do fisgador, que terminou sendo fisgado como sardinha no anzol do Flamengo. Aquele "tudo sob controle" soava como uma bomba nos ouvidos da grande maioria, que questionou bastante no twitter e nos blogs. Na semana passada, ao contrário, depois da sentença que afastou diretoria e presidente, nada estava sob controle, nem  a "oposição 1", nem "oposição 2". Opa! Oposição 1 e 2? Brincadeiras à parte, se quem assume o poder vira situação, então, por 3 dias o grupo do MGF virou oposição. Mas,olha lá, não vale se zangar, presida! Sem ofensa, já que brincar e especular faz parte até no meio político, não é mesmo? E, afinal, democracia é coisa que parlamentar já está acostumado e, mesmo dentro do ringue, as excelências são sempre camaradas e não seria um computador a mais, ou a menos, que faria o Bahia ter mais, ou menos, sócios, não é verdade?

Aldeante! E, aqui seguimos, sem conhecer ou reconhecer "situação" ou "oposição", pois, assim como na vida real, no extra-futebol de cidadania e cidadão, vale mais o aprendizado diário no meio das ações e contradições. Na política de qualquer país, sabemos, e os presidentes também, que aqueles que estão no poder devem encontrar o melhor caminho para uma melhor qualidade para o população, além de ajudar o povo a ter cada vez mais discernimento e condição de exigir melhores resultados para a própria sociedade. Na prática sabemos que, infelizmente, tudo acontece muito diferente disso e até mesmo alguns presidentes terminam provando do seu próprio veneno, onde as posturas e decisões equivocadas e nada democráticas terminam por contaminar a todos e, em consequência, o lixo nada extraordinário termina retornando, em algum momento, para o próprio quintal de quem o gerou. E, para fechar, entre xingamentos de internautas machucadinhos diante dos questionamentos de alguns outros tricolores, nada como o saber popular: seja na política global ou "futebolal", vale tudo, pelo social, mas, o povo, como sempre, pelo elevador de serviço. 





Eles passarão... Eu passarinho!

publicado, em 14/03/2012


"Quem não deve, não teme". Aí está o velho ditado, que deveria dominar o dia no meio dos torcedores Bahia no dia de hoje. Sobre qualquer tema de interesse comum a todos, ou ao menos de interesse de muitas pessoas, quem tiver informações deve compartilhá-las com objetivo de ajudar na compreensão de qualquer fato. De modo contrário, quem não tiver muita informação para esclarecer, mas deseja compreender um fato, deveria ouvir aqueles que já conhecem melhor o assunto para, então, formar a sua própria opinião na medida em que passar a compreender melhor todos os detalhes que envolvem a situação. 

A torcida do Bahia acordou sobressaltada. Mais ainda estava o Marcelo Guimarães Filho. As razões, entre erros e acertos que são cometidos, para tanta exaltação, a maioria de nós certamente desconhece. De escuta, no twitter, foi fácil observar que uma massa de torcedores bradou com força durante toda manhã. Elogios a MGF e críticas destrutivas a tudo que possa ser, ou pareça ser oposição à gestão que vinha conduzindo o Esporte Clube Bahia até o dia de ontem. Memórias fortes ou memórias fracas, pensamentos aprofundados ou superficiais, e até mesmo falta de qualquer pensamento, vale tudo, desde que que "não mexam no que está dando certo".

A rigor, caros amigos torcedores, nós que vivemos apenas o lado da emoção, que não fazemos nada além de dedicar nossa vida a vibrar jogo-a-jogo, somos sempre massa-de-manobra. Alguns de nós sabemos disso e, mesmo conscientes, continuaremos a praticar a paixão pelo clube, vibrar, gastar o nosso din-din nos estádios, nos pacotes de TV, nas camisas de marca oficial, etc. Mesmo conscientes, nos entregaremos à causa, porém, com certo limite e resguardo, cuidaremos para que a nossa paixão não nos tire o senso crítico. Como foi dito aqui, em artigo publicado ontem, há um tipo de oposição diária que todos praticam, mesmo quando não levam o nome de oponentes: a ira do torcedor quando o clube perde, ou quando comete a bobagem de não saber valorizar seu próprio elenco, a sua base de jogadores e a sua própria história. Nessa hora bradamos, xingamos e desqualificamos qualquer "presida".

Hoje, no festival de cacetadas sobre Carlos Ratis e sobre a decisão da Justiça que destituiu, ao menos temporariamente, Marcelo Guimarães Filho, poucos se dispuseram a atuar de modo esclarecedor na rede-social. Nesse estilo aparece o jornalista @ederferrari82. Com ele o torcedor teve a chance, mesmo que dificilmente bem aproveitada, de ponderar melhor os fatos. Na prática, porém, após motivar reflexões e considerar que existem aspectos positivos em torno dos fatos, a maioria dos torcedores, provavelmente, voltou a panfletar a discórdia sobre a decisão da Justiça e enaltecer a figura do @marceloguima.

Obrigações à parte, parece que fazer coisas boas à frente de algum cargo importante torna as pessoas diferenciadas, quando na verdade o estranho seria não fazer as coisas acontecerem quando se assume cargo para atuar sobre coisas de interesse coletivo. Particularmente, prefiro não ter nada contra MGF e, por conveniência, não ter também muito a seu favor. Afinal, quem assume cargo em grandes clubes, a rigor, sim, é que deve reverências, no caso, aos seus ilustres e fiéis torcedores. E se esses são políticos, então, devem reverências a toda a sociedade.

E, para melhor compor a nossa reflexão e tanto desgaste, entre vaidades e estresses na nossa rede, um pouco de Mário Quintana não nos fará mal algum: 

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"
 
(Prosa e Verso, 1978)

Liberdade e Libertadores andam juntos. E, quem são eles? Somos todos nós

por Carlos Lopes - Colaborador em 13/03/2012

Como pode ser observado por todos e, de modo especial, por aqueles que analisam e levam notícias para os 4 cantos, o Bahia vive um início de temporada diferenciado em relação ao histórico dos últimos 10 anos. Deixando para trás os tradicionais tropeços e dúvidas, cercado por gestões que viviam mais de promessas do que atitudes consistentes, o tricolor parece começar a colher alguns aprendizados a partir dos sofrimentos passados e, mais especificamente, do ano de 2011. Com manutenção de alguns jogadores importantes no último Brasileirão, destacando Marcelo Lomba, Titi e Souza, o Bahia tem ainda de positivo jogadores aplicados e comprometidos com o projeto, como Fahel. E para os torcedores, que se organizam e usam dos meios eletrônicos para ficar cada vez mais perto das decisões, maior agrado em contemplar o crescimento e a permanência de jogadores da base, onde Gabriel é o símbolo do momento. Ávine, o xodó que está de molho e quase pronto para retornar a campo, teve forte articulação dos dirigentes para a sua saída, dada como certa pela cartolagem, anunciada e tentada pelos gestores no final de 2011. Uma parte dos que acompanharam  o que seria o despacho do ídolo não têm dúvida do quanto valeu a pressão popular.

Aliado a um esse momento de recomeço muito mais convincente e permanência dos nomes citados, a força do torcedor e toda a sua organização e representação nas redes sociais, blogs e websites com saudável papel de oposição, destaques ao Semprebahia e Ecbahia, a fiscalização, independente e extra-oficial, demonstram forte influência na correção e prevenção de decisões que fugiriam ao interesse principal do clube. Melhor até mesmo para eles, dirigentes, que, sem a pressão externa, estariam certamente mais sujeitos aos efeitos negativos das tradicionais decisões estabanadas, onde se montava e desmontava sem formar unidade técnica e espirito de equipe.


No meio do desespero, até mesmo a chegada de técnicos caros, 'marqueteiros'  e descompromissados fizeram o teste de paciência sobre o torcedor. Para caracterizar a polêmica passagem do Renato Gaucho é suficiente relembrar apenas alguns trechos de depoimento do ilustre Ronaldo Passos, ex atleta de renome, campeão brasileiro pelo Bahia e apaixonado pelo clube, e que dizia, no Semprebahia em setembro de 2010:  ' ...A direção do Bahia custou a trazer um profissional de gabarito para gerir o futebol e, principalmente, com autonomia para tomar as decisões sem pressão e sem nenhum “CORNETEIRO” que vive de cornetear os outros e fomentar crise no clube". Qualquer torcedor de razoável memória sabe que Ronaldo se referia ao ciclo que havia se encerrado com a saída de Renato Gaucho. E Ronaldo prossegue no mesmo artigo: "Caros amigos, a grande tacada foi a pedida de demissão do ex-treinador que só desagregava o grupo, humilhando os mais jovens que hoje estão dando a resposta como VANDER, ANANIAS, MARCONE e ÁVINE (um dos bons laterais do Brasil)". Tudo muito simples, claro e evidente notar os erros cruciais que na ocasião estariam levando o Bahia a permanecer onde estava, sem subir para a elite. No milagre da multiplicação dos pães, diga-se, da multiplicação dos talentos e espírito de equipe, um comprometido Márcio Araújo valeria muito mais do que corneteiros ou marqueteiros (que confundem o significado do valor correto do marketing bem aplicado). Releia, completo, o depoimento de Ronaldo Passos no SempreBahia, em 2010, reta final para a festa de retorno.

Nossa esperança, independente de quem assuma poderes no Bahia, é que a humildade faça sempre um pacto com a vontade de trabalhar bem pelo clube. Entre erros e acertos, muitos altos e baixos, sobressaltos típicos de tomadas de decisões que levam a riscos desnecessários. Nós torcedores até teríamos o direito de cair na ilusão com a contratação de um equivocado Joel, sem compromisso, decadente e com ética profissional muito aquém do que esperávamos. Ver, no entanto, a direção passar o bastão para quem puxava o clube para um novo abismo era inadmissível. E, para surpresa, na saída festejada desse engodo, quem apareceu como um dos primeiros da lista foi justamente o RG. 


Feliz surpresa viria, graças ao bom deus-dos-tricolores, a boa ética se avizinhava novamente e, mesmo com discursos tresloucados que ainda valorizavam um possível retorno de petisco de sardinha em algum futuro, surge o Paulo Roberto Falcão. Portas abertas para um novo momento, ainda que unanimidade seja utópica, muito bom constatar a guinada tricolor no campeonato, recheada por um aproveitamento de 85% nos últimos 7 jogos. Poderia ter sido 100%, mas, talvez melhor assim, para manter os pés no chão e seguir líder, porém ciente de que do outro lado serão sempre 11 jogadores a serem superados, jogo-a-jogo, inclusive na fase do mata-mata.


Por tudo isso a Nação Tricolor foi e está sendo convocada a dizer sim ao Falcão, que veio inclusive com discurso para longo prazo de boa relação profissional, consciente de que no caminho há também pedras e tropeços, valorizando o grupo e os testes nos momentos certos. Quanto aos jogadores em campo, vaias, JAMAIS, ao operário atleta que luta com empenho e comprometimento para acertar. Assim como o Souza e alguns atletas superaram dificuldades em 2011, outros, principalmente mais jovens, podem crescer e serem importantes para o Bahia. A caminhada se afunila mais uma vez e, além do recheio de começar bem a Copa do Brasil, o Bahia segue na frente e tem tudo para erguer a tão esperada taça do Baianão 2012. Depois disso, prezados companheiros, portas abertas para almejar a terceira estrela. Liberdade e Libertadores andam juntos. E, quem são eles? A resposta, como certamente seria a simples e inteligente avaliação do Ronaldo Passos: somos todos nós.

Torcedor do Bahea deixa TVBAHIA muda

Por: Analista do aotribahia

Canais pagos, tv fechada, tv aberta, Internet, telefonias sofisticadas e mais um monte de opções num mundo 100% satelitizado. Tudo pra nós, que maravilha! Tá achando pouco? Você tá achando que era melhor no tempo do futebol ouvido no rádio? Sem polemizar mais, ufa!, que estresse, mais uma vez aqui escrevendo e, de repente, travou a janela de edição. Ops, inda bem que não demorou muito e já abri novamente, depois de passar por outros 10 aplicativos que estavam na frente, 3 deles travando e mais um pedindo atualização. Já voltei ao texto mas infelizmente perdi todo um parágrafo. Uhmmm, tem nada não, refazer o pensamento já é rotina nesse mundo high-tech.

Nessa quarta-feira, pra compensar, vou relaxar: chegar em casa e jogar o estresse "pras cucuia mano". Depois das 8 ninguém me tira sarro, porque vou ficar na concentração em frente da TV, no canal da "G"-lobo, pra assistir umas notícias maneiras no JN (tá duvidando, é? Tenho filtro [tapa-rolha anti-spam] que não me deixa ouvir notícia pesada antes do jogo do meu BaHea). E, assim que terminar novela, aí vou tá largado na estréia do Bahea no automobilismo, hehe, Auto Esporte X Bahia, 21h50, vi na grade da TV e separei também uma grade de cervejota pra meia-dúzia de brode que já chamei. Vou até ligar pro Bolota e confirmar pra chegar é cedo que não quero azarar o clássico que só vai ter jogo é de ida.

- E aí, fala Bolota, blz? Tudo combinado, lhe esperando logo depois das 8 e já deixei as loura na conserva... Como é, véi?!!!, cancelaram a p.. da transmissão do jogo do meu Bahêa!?$%#@! Cê tá brincando comigo ou a TV Bahia tá sem moral pra barrar o pacotão dos flamidianos e seus seguidores? Pior é que é verdade, né? Uma meia dúzia de patrocinadores do mercadão empurrando uma só idéia de Sul a Norte. E eu que tava falando na festa da tecnologia, to vendo que os caras querem juntar mais dinheirama por lá e sempre tentam tirar o meu Bahea do caminho. Não, Bolota, to nervoso não, to só é apoquentado com mais esse miserê de interesse esquisito que eles tentam jogar pra nós. Apoquentei, mas vai passar porque sei que vou assistir o jogo com a turma de qualquer modo. E se não sai na TV, a gente liga o rádio, reunido que nem a turma de antigamente. 


Ai, Bolota, tá valendo, espero todo mundo na hora do jogo. E nada de ligar TV. Nós vamo é no rádio! Pessoal do aotribahia também vai chegar junto. Vou mandar logo é um tuite e você retuita aí pra zoar a galera. Nessa quarta-feira a Tvbahia vai ficar é muda.

#DeixaOsMeninosJogarem e #FalcãoNoComando


Publicado em
26/02/2012

Ajudando o torcedor a ter paciência. #DeixaOsMeninosJogarem ... sem vaias em Pituaçu

E, sem defender esse-ou-aquele-jogador, vale acreditar no elenco, principalmente naqueles que se dedicam de corpo e alma.

  Leia também: Clique

Jones da Silva Lopes - A bola da vez

publicado em 
24/02/2012

Douglas, Bobô, Charles, Ronaldo Passos, entre tantos outros ex atletas tricolores em diferentes tempos, o que eles têm em comum? Antes da resposta,  bom também dar uma passadinha pelos tempos atuais e ver a história de Ávine, Dodô, Maranhão e Gabriel, sem esquecer de outros não citados. No meio de nomes talentosos, sabemos, também muita controvérsia, já que no mundo do futebol a paixão fala muito mais forte do que a razão, onde as arquibancadas estão repletas de "técnicos" dedicados e exigentes. 

Em torno do atleta de hoje existem cada vez mais empresários, patrocinadores, publicidade e mídias, onde, como diria uma personagem de novela da tv, cada gol, ou cada não gol (que o diga o Deivid do Flamengo), é um flash.

Citados Ávine e Dodô, ambos na lateral esquerda do Bahia, dois exemplos de origens diferentes, o primeiro, da base e mesmo com apenas 24 anos já tem cerca de 10 anos no clube. Ao contrário, Dodô veio emprestado em 2011 e foi afastado por contusão grave, mas não sem antes ganhar a confiança e unanimidade dentro do estádio de Pituaçu. Esses dois laterais, no entanto, passaram antes pela ira e pelas vaias do torcedor mais impaciente e intolerante a erros ou, simplesmente, intolerantes ao tempo de maturação de cada jogador. Ávine teve sofrimento mais longo, aguerrido em momentos históricos de tristeza tricolor na terceira e na segunda divisão, quando ele estava presente e, ao contrário de muitos torcedores, Ávine foi tolerante às vaias e cobranças duras, seguro da necessidade da sua entrega total no objetivo de jogar o seu melhor futebol. O jovem Ávine cresceu no Bahia e é um atleta seguramente consagrado pelos torcedores há pelo menos 2 anos. As suas contusões ao longo de 2011 deram espaço para o jovem Dodô passar pelo mesmo drama das cobranças no caldeirão azul vermelho e branco. O resultado, esperado ou surpreendente, foi a consagração de mais um lateral esquerdo que virou xodó no final do último Campeonato Brasileiro. As diferentes histórias de Ávine e Dodô desafiam o torcedor sobre a necessidade de tolerância e paciência com os seus jovens atletas.

Em paralelo a essa condição estão aqueles que comentam sobre o desempenho dos atletas e, se ao final de cada jogo de futebol tivéssemos que escolher os piores comentários das rádios e tvs, para não dizer "escolher os piores comentaristas", ou, amenizando mais "escolher os comentaristas que foram menos felizes no uso das suas respectivas palavras", provavelmente não teríamos uma lista pequena de candidatos. Aos formadores de opinião, sabemos, cabe informar para formar, ou seria melhor dizer "formar para informar"? Nessa última fica implícita a necessidade de formar (analisar) o seu próprio juízo de valor antes de levar a sua voz e crítica ao microfone e a todos os meios de publicação em massa. Mas tudo é dinâmico e rápido o suficiente para favorecer os atropelos. Assim como no parágrafo anterior, muitos talentosos serão queimados vivos e outros já estão sendo constantemente sufocados e sem chance de melhorar o seu percurso dentro do clube em que atuam. Claro, afinal, atletas vivem de emoção, que é um sentimento fundamental para o equilíbrio e a confiança naquilo que fazem. A razão nos leva a pensar, raciocinar demais, isso é bom, claro, mas é algo para ser feito fora do campo. Dentro das 4 linhas, como dizem os maiores craques e entre eles o rei de todos os tempos: se pensar, não faz. Emoção, explosão e confiança, tudo integrado. De onde vem então essa energia, essa confiança? Se estiver jogando em casa, não temos dúvida, a maior confiança vem da massa que apoia, que vibra, que acredita no seu atleta. Ao jogar no território adversário a crença segue em cada jogador, na trilogia que soma emoção, explosão e confiança com resultados maiores do que qualquer raciocínio previamente elaborado. O atleta leva a força da sua nação para outras terras. Em sua bagagem leva uma montanha de emoções.

Dodô Pires se emocionou ao final da temporada 2011, infelizmente interrompida antes do que se esperava. Ao levar a solapada que o tirou dos gramados por nada menos que 6 meses, Dodô viveu como nunca o reconhecimento da nação tricolor, mas levou também a lembrança de dias tristes em que tinha como maior adversário o próprio torcedor do Bahia. Foram 3 a 4 meses de instabilidade e sem nenhum reconhecimento até que ele pudesse superar a onda de absoluta desconfiança. A nação é também cruel e, na maioria das vezes, tira dos jovens a condição emocional para mostrar o seu talento. Em 2011 até mesmo o experiente Souza passou por maus bocados, a ponto dos dirigentes precisarem sair em sua defesa e alertar os torcedores sobre o histórico do jogador, com resultados relevantes em grandes clubes.

Diretorias, gestores de futebol e técnicos erram, sabemos disso. Insistir no erro e encarar a ira do torcedor quando acreditam em jovens talentos é, no entanto, uma causa nobre. Torcedores e profissionais da imprensa precisam ser responsáveis, mesmo sem deixar de fazer as críticas. Voltando ao ponto inicial dessa prosa: sejam os históricos craques Douglas, Bobô, Charles e Ronaldo Passos ou o brasileiríssimo Jones da Silva Lopes, o que afinal eles têm em comum? A resposta é simples: a dificuldade em superar a desconfiança do torcedor a qualquer sinal de erro ou de jogada improdutiva. 


Passada a turbulência do ano de 2011, quando a era Jobson levou a torcida do extase, da reverência ao craque ao aplauso à diretoria pela sua dispensa, vivenciamos também as sapecadas em Souza, Robert (esse, então, só tropeços), além de outros. Mas restou ao Jones o maior teste de tolerância, no centro do alvo para ser apedrejado mesmo diante da sua aprovação por todos os técnicos que passam pelo Bahia. Se falta uma explicação da diretoria do clube para a sua permanência, falta também ao torcedor e à imprensa a percepção de que ninguém consegue nadar bem contra a correnteza. O Bahia goleou o Fluminense de Feira nessa quinta-feira em Pituaçu e, mesmo assim, entenderam como necessário apontar o pior jogador do Bahia em campo. Na ausência de um atleta que tenha desequilibrado o grupo, os donos da voz na rádio soltaram o bordão no Jones. Na visão do Falcão o Jones cumpriu bem o desafio. Nos 30 minutos finais em que atuou, ainda que não tenha participado em muitas jogadas, com ele em campo o grupo fez mais 3 gols.

Comparações à parte, Jones pode estar longe de ser o craque sonhado pelo torcedor, assim como não era também o Ávine de 4 ou 5 anos atrás. O próprio Dodô seria, 3 meses antes do seu auge tricolor, detonado num suposto paredão ao estilo bigbrother caso fosse dado aos torcedores o direito de eliminação do craque.


Em comum, então, entre atletas jovens, medianos ou com mais de 30, craques ou não, é a constatação de que a linha divisória entre o erro e o acerto, entre cair na graça ou na desconfiança do torcedor, é muito tênue. Charles, antes de ser campeão pelo Bahia em 88, caminhava para desistir da carreira, desanimado com o seu desempenho e reconhecimento. Superou, venceu e passou com méritos pela Seleção Brasileira. Se os exemplos parecem esquecidos vale alertar que desconfiar dos talentos dos atletas e fazer a crítica construtiva é uma atitude profissional. Respeitar os jovens, seus potenciais e direitos de errar e acertar, é obrigação de todos.



Comente, torcedor!