Por Carlos Lopes, colaborador
Em 12/05/2012
Em 12/05/2012
Alegria,
alegria! Por que não? Por que não?!!!
Afinal, futebol
existe para nos proporcionar alegria, muita, muita alegria! E por conta disso,
então, cantemos: "pra que chorar, pra que se aborrecer". Fácil, na teoria, né? Porque, na prática, nesse domingo, seja em Pituaçu ou em
qualquer canto da cidade de Salvador, a terra vai tremer. Mas, que sejam tremores de
alegria, assim como aconteceu em 2010 no dia da ascensão do Esporte Clube
Bahia, quando em 13 de novembro aplicou um convincente 3 a zero sobre a
Portuguesa e carimbou a passagem para a série-A. Que as coincidências somem a
favor, mais uma vez, como na última quinta-feira, o Bahia fez valer o
seu mando de campo diante da mesma Portuguesa e passou para as quartas de final
da Copa do Brasil. Nesse domingo, também dia 13 e exatamente um ano meio depois
da ascensão para a série-A, tudo conspira para configurar mais uma irradiante
alegria tricolor.
Quer um conselho,
compatriota da Nação Tricolor? Deixe o coração mandar novamente, abandone as
dúvidas e despeje confiança na nossa equipe. Confiança, que no dicionário
aparece como "sentimento de segurança, de certeza, tranquilidade,
sossego..." e que, por isso, fará a diferença na cabeça de cada atleta
durante a partida. Do outro lado, o maior rival (regional). Mas, por que pensar
no rival, se temos o foco na ALEGRIA DE SER BAHÊA? O argumento pode parecer
bobagem, mas, observe: o detalhe, que faz a diferença entre uma grande jogada ou
um passe mal feito, pode estar na arquibancada, vindo daquela crença e da energia
que a massa transmite ao elenco.
Se parássemos a
nossa reflexão por aí, já seria motivo bom para concentrar muita energia na
ALEGRIA, com a certeza de que a confiança dos torcedores fará a diferença, como
há um ano e meio, no dia 13 em que a Salvador amanheceu nas cores
azul-vermelho-e-branco. Naquele dia, as cores e a corrente de alegria
contagiaram até torcedores do maior rival, ao menos os mais sensatos, claro.
Digo isso porque vi, e ouvi, depoimento de rubro-negros que admitiram que
naquela manhã de sábado a torcida do Bahia, de fato, já dava um brilho especial
na cidade, havia algo diferente de qualquer dia normal.
E o resultado
naquele dia do acesso da série-A, todos já sabemos, foi uma noite reluzente no
estridente Estádio Roberto Santos: o PituAço se fez maior que o Maracanã, ao
menos em alegria. Enquanto escrevo, de repente, me vem à lembrança um filme de
animação, visto por muitos, que tive a oportunidade de compartilhar a estréia junto com o meu
filho tricolor, na época com 5 anos, "Monstros SA", uma maravilhosa
fantasia onde os extra-terrestres (monstros inteligentes, criativos e
competitivos) trabalham numa empresa que gera energia elétrica capturada a
partir dos gritos das crianças que eles conseguem assustar. Os gritos
aterrorizados das criancinhas abordadas no meio da noite garantem o
sucesso da empresa.
Nessa nossa “viagem
fantástica” que passa até pela criatividade do cinema, o choro terá que ficar do lado
de lá, com os rubro-negros. É hora do domínio da alegria popular e contagiante dos
tricolores, que dominará o estádio de Pituaçu. A energia vai ser multiplicada,
não pelos gritos de terror, pelo contrário, serão gritos risonhos de torcedores
de todas as idades, de 8 a 80 serão mega-quilowatts de potência nos
domínios do esquadrão. Absolutamente campeão, com um passo a mais no resgate da
sua história e da sua tradição.
Com muita PAZ e ALEGRIA: Feliz
Campeão Tricolor Baiano 2012 !

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