publicado, em 14/03/2012
"Quem não deve, não teme". Aí está o velho ditado, que deveria dominar o dia no meio dos torcedores Bahia no dia de hoje. Sobre qualquer tema de interesse comum a todos, ou ao menos de interesse de muitas pessoas, quem tiver informações deve compartilhá-las com objetivo de ajudar na compreensão de qualquer fato. De modo contrário, quem não tiver muita informação para esclarecer, mas deseja compreender um fato, deveria ouvir aqueles que já conhecem melhor o assunto para, então, formar a sua própria opinião na medida em que passar a compreender melhor todos os detalhes que envolvem a situação.
"Quem não deve, não teme". Aí está o velho ditado, que deveria dominar o dia no meio dos torcedores Bahia no dia de hoje. Sobre qualquer tema de interesse comum a todos, ou ao menos de interesse de muitas pessoas, quem tiver informações deve compartilhá-las com objetivo de ajudar na compreensão de qualquer fato. De modo contrário, quem não tiver muita informação para esclarecer, mas deseja compreender um fato, deveria ouvir aqueles que já conhecem melhor o assunto para, então, formar a sua própria opinião na medida em que passar a compreender melhor todos os detalhes que envolvem a situação.
A torcida do Bahia acordou sobressaltada. Mais ainda estava o Marcelo Guimarães Filho. As razões, entre erros e acertos que são cometidos, para tanta exaltação, a maioria de nós certamente desconhece. De escuta, no twitter, foi fácil observar que uma massa de torcedores bradou com força durante toda manhã. Elogios a MGF e críticas destrutivas a tudo que possa ser, ou pareça ser oposição à gestão que vinha conduzindo o Esporte Clube Bahia até o dia de ontem. Memórias fortes ou memórias fracas, pensamentos aprofundados ou superficiais, e até mesmo falta de qualquer pensamento, vale tudo, desde que que "não mexam no que está dando certo".
A rigor, caros amigos torcedores, nós que vivemos apenas o lado da emoção, que não fazemos nada além de dedicar nossa vida a vibrar jogo-a-jogo, somos sempre massa-de-manobra. Alguns de nós sabemos disso e, mesmo conscientes, continuaremos a praticar a paixão pelo clube, vibrar, gastar o nosso din-din nos estádios, nos pacotes de TV, nas camisas de marca oficial, etc. Mesmo conscientes, nos entregaremos à causa, porém, com certo limite e resguardo, cuidaremos para que a nossa paixão não nos tire o senso crítico. Como foi dito aqui, em artigo publicado ontem, há um tipo de oposição diária que todos praticam, mesmo quando não levam o nome de oponentes: a ira do torcedor quando o clube perde, ou quando comete a bobagem de não saber valorizar seu próprio elenco, a sua base de jogadores e a sua própria história. Nessa hora bradamos, xingamos e desqualificamos qualquer "presida".
Hoje, no festival de cacetadas sobre Carlos Ratis e sobre a decisão da Justiça que destituiu, ao menos temporariamente, Marcelo Guimarães Filho, poucos se dispuseram a atuar de modo esclarecedor na rede-social. Nesse estilo aparece o jornalista @ederferrari82. Com ele o torcedor teve a chance, mesmo que dificilmente bem aproveitada, de ponderar melhor os fatos. Na prática, porém, após motivar reflexões e considerar que existem aspectos positivos em torno dos fatos, a maioria dos torcedores, provavelmente, voltou a panfletar a discórdia sobre a decisão da Justiça e enaltecer a figura do @marceloguima.
Obrigações à parte, parece que fazer coisas boas à frente de algum cargo importante torna as pessoas diferenciadas, quando na verdade o estranho seria não fazer as coisas acontecerem quando se assume cargo para atuar sobre coisas de interesse coletivo. Particularmente, prefiro não ter nada contra MGF e, por conveniência, não ter também muito a seu favor. Afinal, quem assume cargo em grandes clubes, a rigor, sim, é que deve reverências, no caso, aos seus ilustres e fiéis torcedores. E se esses são políticos, então, devem reverências a toda a sociedade.
E, para melhor compor a nossa reflexão e tanto desgaste, entre vaidades e estresses na nossa rede, um pouco de Mário Quintana não nos fará mal algum:
"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!" (Prosa e Verso, 1978)
Eles passarão...
Eu passarinho!" (Prosa e Verso, 1978)
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