Publicado em 04/09/2012
Gabriel é Nosso!
Só mesmo a cara-de-pau de gestores com estilo de "políticos negociadores", e longe do que seria futebol-com-gestão-de-campeão, para justificar o discurso que mais uma vez já indica o interesse na venda de um importante atleta revelado pelo Esporte Clube Bahia, dessa vez, o Gabriel. Evidentemente que qualquer atleta é passível de negociação, mas, o que incomoda o torcedor e que o faz desrespeitado é o não reconhecimento da sua opinião.
Carência é a cara do torcedor do Bahia, que tem que lutar para ser ouvido naquilo que é trivial: o torcedor quer ver a base do clube permanecer e fazer história. A diretoria, encabeçada pelo presidente, no entanto, insiste num discurso que diminui o Esporte Clube Bahia. O mesmo clube que traz jogadores mais velhos e caros, sem planejamento prévio, não investe na base de modo consistente. Jogadores se destacam e não são valorizados de imediato, aqui mesmo. Pelo contrário, na visão nada profissional dos dirigentes, os jovens somente podem ser valorizados por empresários que ofereçam as revelações para outros clubes, em negócios seguramente "calcificados" e que determinam o engessamento de qualquer projeto sério nos bastidores do "Esquadrão de aço". O aço, aqui, vai intencionalmente em minúsculo, para enfatizar a consequência de uma gestão que tanto se empolga por ter cumprido a dolorosa missão do retorno do Bahia para a série-A, a duras penas depois de mais de 7 anos, e de choramingar um título estadual mais uma vez raspado no fundo do tacho, quase na rebarba.
É fato. E é bom recordar que após o título baiano o discurso anunciava acomodação, ou melhor, não anunciava reforços, pois falava-se em realidade econômica que justificaria encarar o Campeonato Brasileiro desse ano apenas com os reforços que haviam sido feitos em 2011 e no primeiro semestre de 2012. A surpresa, para aqueles que se negam a planejar, logo veio: o Brasileirão teve início com o tricolor sem chão, estabanado logo nas primeiras rodadas, sem lideranças dentro do campo. Sobrou, claro, para o técnico Falcão. Faz parte, ou, assim fazem, os dirigentes. Mas, os torcedores já sabiam e já bradavam juntamente com a Imprensa Esportiva - eram necessários reforços, muitos reforços, diante da falta de planejamento e estratégias em torno da base -. Foi assim, nesse contexto, que o dinheiro apareceu, novamente sem explicação (o clube ainda não prestou conta relativa a receitas X despesas de 2011) e viabilizou, mais uma vez no desespero, a vinda de jogadores que tendem a sobrar no mercado, vítimas da quilometragem rodada, da queda de rendimento por conta da idade, ou recuperados de lesões e ainda os que retornam ao Brasil porque já não interessam ao mercado internacional do futebol. Mas, será que significariam, de fato, reforços?
E os torcedores, ainda que não precisem ser especialistas, brigam novamente para dizer o obvio para a diretoria. Assim como na virada 2011-2012, quando a determinação do clube era entregar Ávine. Esse, por conta das lesões, não rendeu em 2012 dentro da expectativa da nação. Obras do acaso. Sobre a diretoria ficaria no ar a dúvida, o esclarecimento, inclusive ético, dos motivos de tentar jogá-lo no mercado por valores questionáveis. Teriam os dirigentes a certeza de que Ávine não estaria recuperado para ajudar o Bahia em 2012? Qualquer que seja a resposta, de fato, o questionamento é oportuno e deixa a diretoria vulnerável.
Agora, a vez do Gabriel. Esse, também vítima do discurso que parece interessado em transformar o seu talento em "cifras precipitadas" para os modestos anseios dos dirigentes tricolores, com entendimentos equivocados. Será que ainda é cedo para afirmar que temos um jovem craque no elenco? A resposta, para nós, é objetiva: mais do que craque, temos um jovem que mostra maturidade e compromisso, inclusive ético, maiores do que tudo que o clube se propõe a lhe oferecer. Será que precisaremos disparar nova campanha, ou até já passou da hora, de dizermos em alto e bom som que Gabriel faz parte do que temos de melhor e que, do Bahia, se ele houver de sair, será após colecionar títulos e glórias? Enfim, que se diga: acorda, diretoria tricolor!
Gabriel é Nosso!
Só mesmo a cara-de-pau de gestores com estilo de "políticos negociadores", e longe do que seria futebol-com-gestão-de-campeão, para justificar o discurso que mais uma vez já indica o interesse na venda de um importante atleta revelado pelo Esporte Clube Bahia, dessa vez, o Gabriel. Evidentemente que qualquer atleta é passível de negociação, mas, o que incomoda o torcedor e que o faz desrespeitado é o não reconhecimento da sua opinião.
Carência é a cara do torcedor do Bahia, que tem que lutar para ser ouvido naquilo que é trivial: o torcedor quer ver a base do clube permanecer e fazer história. A diretoria, encabeçada pelo presidente, no entanto, insiste num discurso que diminui o Esporte Clube Bahia. O mesmo clube que traz jogadores mais velhos e caros, sem planejamento prévio, não investe na base de modo consistente. Jogadores se destacam e não são valorizados de imediato, aqui mesmo. Pelo contrário, na visão nada profissional dos dirigentes, os jovens somente podem ser valorizados por empresários que ofereçam as revelações para outros clubes, em negócios seguramente "calcificados" e que determinam o engessamento de qualquer projeto sério nos bastidores do "Esquadrão de aço". O aço, aqui, vai intencionalmente em minúsculo, para enfatizar a consequência de uma gestão que tanto se empolga por ter cumprido a dolorosa missão do retorno do Bahia para a série-A, a duras penas depois de mais de 7 anos, e de choramingar um título estadual mais uma vez raspado no fundo do tacho, quase na rebarba.
É fato. E é bom recordar que após o título baiano o discurso anunciava acomodação, ou melhor, não anunciava reforços, pois falava-se em realidade econômica que justificaria encarar o Campeonato Brasileiro desse ano apenas com os reforços que haviam sido feitos em 2011 e no primeiro semestre de 2012. A surpresa, para aqueles que se negam a planejar, logo veio: o Brasileirão teve início com o tricolor sem chão, estabanado logo nas primeiras rodadas, sem lideranças dentro do campo. Sobrou, claro, para o técnico Falcão. Faz parte, ou, assim fazem, os dirigentes. Mas, os torcedores já sabiam e já bradavam juntamente com a Imprensa Esportiva - eram necessários reforços, muitos reforços, diante da falta de planejamento e estratégias em torno da base -. Foi assim, nesse contexto, que o dinheiro apareceu, novamente sem explicação (o clube ainda não prestou conta relativa a receitas X despesas de 2011) e viabilizou, mais uma vez no desespero, a vinda de jogadores que tendem a sobrar no mercado, vítimas da quilometragem rodada, da queda de rendimento por conta da idade, ou recuperados de lesões e ainda os que retornam ao Brasil porque já não interessam ao mercado internacional do futebol. Mas, será que significariam, de fato, reforços?
E os torcedores, ainda que não precisem ser especialistas, brigam novamente para dizer o obvio para a diretoria. Assim como na virada 2011-2012, quando a determinação do clube era entregar Ávine. Esse, por conta das lesões, não rendeu em 2012 dentro da expectativa da nação. Obras do acaso. Sobre a diretoria ficaria no ar a dúvida, o esclarecimento, inclusive ético, dos motivos de tentar jogá-lo no mercado por valores questionáveis. Teriam os dirigentes a certeza de que Ávine não estaria recuperado para ajudar o Bahia em 2012? Qualquer que seja a resposta, de fato, o questionamento é oportuno e deixa a diretoria vulnerável.
Agora, a vez do Gabriel. Esse, também vítima do discurso que parece interessado em transformar o seu talento em "cifras precipitadas" para os modestos anseios dos dirigentes tricolores, com entendimentos equivocados. Será que ainda é cedo para afirmar que temos um jovem craque no elenco? A resposta, para nós, é objetiva: mais do que craque, temos um jovem que mostra maturidade e compromisso, inclusive ético, maiores do que tudo que o clube se propõe a lhe oferecer. Será que precisaremos disparar nova campanha, ou até já passou da hora, de dizermos em alto e bom som que Gabriel faz parte do que temos de melhor e que, do Bahia, se ele houver de sair, será após colecionar títulos e glórias? Enfim, que se diga: acorda, diretoria tricolor!
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