Pé no chão e fé na coerência

Palavras do René:

 “Vivemos os problemas, nos sentimos incomodados, mas o pensamento é muito forte de que vai dar tudo certo e eles vão fazer como fizeram com Cielo (Cesar, nadador). Uma coisa é você usar um doping pra tirar vantagem, outra é usar e tirar desvantagem. Jobson só teve prejuízo. Então, é hora de dar a mão para ele. Esperamos que a CAS (Corte Arbitral do Esporte) decida isso... Ajudá-lo e dar a recuperação para ele. Então, estamos extremamente positivos”


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Técnico, mero escudo protetor?


Por Carlos Lopes, colaborador, em 29/07/2011, 12h30


Difícil pedir paciência quando se perdem muitos pontos que não se justificam. No Bahia, no entanto, que tem hoje um bom elenco, houve condição para estar entre os primeiros colocados, isso é fato, mas, como se diz: escorregou. A rigor podemos buscar muitas justificativas e a mais direta é apontar para o técnico. Mas não se pode esquecer que há sempre muitos que se escondem atrás desse escudo (o técnico) e, quando a coisa aperta, simplesmente trocam o "escudo".


Há muitos erros a serem questionados, e os torcedores têm feito isso. Questionam a insistência em se manter certos jogadores e de preterir outros, inclusive da base. Há até mesmo jogadores que foram contratados como craques e que logo foram esquecidos, senão vejamos: por que se manteria o Tressor Moreno no elenco se ele não fosse importante e talentoso? E ele é. E não foi o René quem o condenou. A malhação começou com o técnico anterior, que terminou desmotivando o Tressor logo após momentos de destaque, o qualificando como "jogador lento". E as oportunidades do Tressor pararam lá atrás. Na ocasião a rádio Transamérica questionou: "quem tem que correr é a bola !". Lamentável condenar um jogador com plena capacidade de adaptação, inteligente, criativo e profissional. A propósito, por falar em jogador lento, alguém já viu o jovem Ganso usar mais a velocidade do que o talento quando joga no Santos?

Uma outra pergunta é: quem insiste em manter Souza como titular? Certamente não é o René Simões, inclusive porque essa insistência vem desde o início do ano, quando René passava longe do Bahia. Uma outra pergunta seria: por que Helder e por que Camacho? Esses também parecem protegidos desde muito tempo. No caso do Souza e Camacho, existem proteções por força dos contratos de empréstimo? Já o protegido Helder é responsável por muitos erros em momentos decisivos, com expulsões estranhas e qualidade duvidosa no meio-campo.

Como escudo protetor (dos "dirigentes") a ser trocado, a bola da vez é o René Simões, que apesar de ser um técnico importante para a união do grupo e para o apoio emocional que hoje é decisivo para qualquer clube, não terá como se sustentar se não pontuar melhor. O momento é decisivo para René. Uma pena, no entanto, é saber que um próximo técnico precisará de tempo para ajustar novamente o grupo, já que a troca do tal "escudo", além de criar a ilusão de que a direção do clube não é responsável pelos erros, retira dos jogadores a confiança no trabalho que já avançou até o momento. Ainda assim, para os torcedores, qualquer que seja a decisão, resta esperar que qualquer mudança seja para ajudar o Bahia a pontuar mais e mais. Bora Baêeeeaaaaa! Jobson, no domingo, com pontaria afiada!

Com Milton Neves, para levantar moral do grupo


Em 27/07/2011


Aproveitando o incentivo do Milton Tricolor Neves, o nosso colaborador Carlos Lopes ajuda a levantar o moral do grupo, mas também questiona, e adverte. 


Avante Esquadrão!


Após o entusiasmo das primeiras partidas, oscilações nos resultados, apesar do histórico de bons jogos e os estranhos empates em Pituaçu. Fatos positivos vêem dos reforços, o Bahia não parou. E tem tudo para uma retomada, que é coisa normal considerando o elenco que o Bahia tem hoje. Mesmo sem o Jobson em campo o Bahia pode superar o Vasco, basta que alguns jogadores voltem a brilhar: Lomba, plena confiança; a defesa, respeito ao Titi, Paulo Miranda e Thiego; talentos de Ávine e Carlos Alberto, basta jogar o que sabem; Fabinho e Marcone, nova dupla, força e equilíbrio na marcação e apoio; os meias e o revezamento de talentos e, entre Reinaldo, Souza, Gabriel, Jones ou Júnior, quem estiver no banco vibrará por todo o elenco. 
Mesmo buscando ser otimista, no entanto, torcedores questionam sabiamente os erros e, principalmente, insistências nos mesmos erros. Novamente Helder relacionado? E o Tressor Moreno, se foi mantido no clube é porque tem qualidade, mas é visivelmente preterido de oportunidades. Há também jogadores, sabemos, cujo contrato de empréstimo tem como condição fazê-lo titular, mas até onde isso é possível? Mesmo diante de decisões difíceis de justificar, a torcida quer acreditar. Pontinhos vindos do Rio na quinta-feira e, no domingo, o artilheiro Jobson voltando a marcar. Ao final, com 6 pontos a mais, esperança no dia 4 de agosto, com todos comemorando a decisão final do Tribunal Arbitral do Esporte. Aí sim, com chance real de somar mais pontos em cima do São Paulo. Nas contradições dos apaixonados pelo futebol, se não for para sonhar e ser feliz, o que mais será?

Jobson, um dos ídolo do Bahia, lidera homenagem aos torcedores

Sinal de Alerta! Que o bom senso prevaleça no Tribunal Arbitral do Esporte


O drama vivido pelo Jobson gerou notícia no mundo desde 2009.  E será notícia no próximo dia 4 de agosto, data em que será divulgado o resultado final do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
No continente africano www.supersport.com
http://www.espoirsdufootball.com/9573-un-espoir-bresilien-positif-a-la-cocaine.html;
https://pitacodogringo.wordpress.com/2009/12/28/cocaine-nights/;
e outros
https://pitacodogringo.wordpress.com/2009/12/28/cocaine-nights/

além de destaques no Brasil
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/933024-apos-8-horas-julgamento-de-jobson-termina-sem-decisao-da-cas.shtml

O perfil no twitter, @brasilcomjobson,  nasceu despretensiosamente ao meio-dia do dia 20 de junho, véspera da audiência de Jobson na Suiça, e rapidamente se uniu com toda a paixão da torcida do Bahia, aliada ainda ao movimento nacional que se refletiu na rede, nos RTs e mensagens diversas que divulgavam o cadastro de apoio desse blog. A imagem abaixo (um registro de um momento de destaque da campanha no twitter) reflete a manifestação espontânea de tricolores, além de outros que apoiaram o movimento em Salvador.


Mesmo sem a pretensão de ser um gerador de notícias, já que seria apenas um canal para a manifestação popular em defesa do jogador Jobson, a ideia da campanha veio da preocupação de alguns profissionais da área de saúde, entre eles, médicos, cientistas e pesquisadores que acompanham o mundo do esporte e, particularmente, do Esporte Clube Bahia. Na opinião desses profissionais, há algo que precisaria ser destacado pela grande mídia: o drama do Jobson jamais deveria ser tratado como uma indiciplina esportiva, pelo contrário, deve ser encarado como um caso médico que merece todo o incentivo para a sua plena regeneração. Qualquer ação punitiva nesse momento deve ser reconhecida como uma atitude altamente desumana e de interrupção da oportunidade que o Jobson agarrou nesse momento. A sua evolução acontece graças ao futebol, paixão do Jobson, e ao casamento perfeito com o Exporte Clube Bahia. Os pesquisadores avaliam que a droga leva a estados de alegria que são momentâneos. Já no esporte, Jobson alcança alegrias que são duradouras e que marcarão positivamente a sua história por toda a sua vida. Aqueles que, por ventura, pensassem em retirar o Jobson desse momento de grande oportunidade, deveriam ser alertados da grande responsabilidade que têm nas mãos.

Uma das avaliações obvias deve ser: Jobson jamais obteve benefícios no futebol por ter cometido o erro de usar cocaína ou crack. Pelo contrário, o prejuízo foi para si próprio, consequentemente já muito bem pago por ele mesmo, pelos desgastes e depressões consequentes dos seus atos e, também, pelos longos 6 meses de afastamento que lhe foram impostos.

Comentaristas ESBRAVEJAM !

Por Carlos Lopes, colaborador:


Os comentaristas esbravejam, faz parte do ofício. "Aumentam o volume" ruidosamente e até buscam muitas vezes nos convencer de fatos que ainda nem acontecerram nos bastidores do futebol. Faz parte do show. Afinal eles são também grandes motivadores do público, em todas as nações do futebol. Existem também aqueles (raros) que são frios nos seus comentários, outros mais contundentes, alguns lobistas, bem como também alguns que fazem qualquer coisa pelo din-din que cai no bolso todo mês, seja do rádio, tv, jornal impresso ou ganhos indiretos que conquistam pelo seu sucesso na carreira de cronista de futebol. Para muitos deles, ficar em cima do muro ou no tal comportamento neutro, a tal da imparcialidade, parece ser uma boa estratégia para ir formando o seu público, agregando ouvintes, expectadores ou leitores de muitas cidades, estados, do país inteiro e, naturalmente, de todas as torcidas de clubes brasileiros.

Na essência muitos se parecem, tentam demonstrar que conhecem bem os bastidores desse universo que absorve o dia de muitos e muitos brasileiros e torcedores, mundo afora. E, como forma de garantir o seu domínio, esbravejam, em alto e bom som: ESBRAVEJAM.

Para focar em um que admiro, vou citar o Milton Neves e perguntar: por que caminho ele navega? A reposta seria talvez afirmar que segue pelos caminhos menos previsíveis, consequentemente surpreendentes. Numa rápida análise sobre as tendências do povo do futebol na observação desse "Cidadão do Futebol Brasilerio", grande motivador, polêmico, que atrai apaixonados e críticos severos, vale uma olhada no twitter para ver o quanto ele é forte nas tendências - o @miltonneves é citado o tempo todo -, em críticas, apoios, retwitters, ou simples comentários de qualquer natureza sobre futebol, enviados por tuiteiros que aproveitam para referenciar @miltonneves ou @MNTerceirotempo no seu recado. Vale como marketing e, quem sabe, vale para atrair o olhar de outros tuiteiros apaixonados pelo futebol. E essa imparcialidade, exigida pelos que gostam do futebol-razão mais do que futebol-emoção, é algo que passa longe do Milton Neves. Ele, de fato, sempre surpreendeu, especialmente os colegas do Sudeste, do eixo que ainda se ilude com a idéia de que o futebol no Brasil resume-se a essa região, esquecendo de que eles dependem das divisões de base de todo o país. 
Se os especialistas, os intelectuais do futebol estão a solta, esbravejantes e retumbantes, a discutir a qualidade do jornalismo esportivo, que o façam preservando o direito a emoção colocada bem acima da razão. Milton Neves está às soltas, graças a deus, diria hoje o Nelson Rodrigues.






Imagem publicada pelo SempreBahia















Jobson tem atenção especial do clube mineiro

Como está no portal5estrelas, Naldo, jogador do Cruzeiro, liga o sinal de alerta sobre Jobson e o risco das jogadas aéreas do Bahia.

Alegria Jobsoniana !




Motivação total do Jobson para enfrentar o Cruzeiro. Sem magoas, apenas a natural alegria em mostrar o seu futebol para todos. É motivante para Jobson o desafio de fazer gol quando tem como adversário o técnico Joel Santana, que conhece bem o seu futebol, já que o treinou no Botafogo. A oportunidade coloca ainda na sua frente o Cruzeiro, time bem estruturado e que deu para trás na hora de assinar o seu contrato no momento mais difícil da sua carreira, quando veio a público o episódio do seu envolvimento com as drogas.

Desafios que parecem naturais para Jobson, que com seu jeito brincalhão e confiante gosta mesmo é de jogar bola. E de tanto gostar de jogar, as suas palavras jamais interferem negativamente no seu desempenho. Diferente de outros casos em que alguns jogadores, com jeito arrogante, tentam impressionar os oponentes e terminam queimando a própria língua. Com Jobson, que não parece desagradar nem mesmo os adversários, prevalece a arte e o futebol.

"Agora, o Papai Joel vai ter que me segurar", afirmou Jobson, aos risos, para o Globo Esporte.

Que venha o Cruzeiro e que a alegria Jobsoniana encante os gramados de Minas Gerais.

Jobson, da arquibancada, assiste o clássico


De um lado o Bahia, clube atual do Jobson, e nada menos que o primeiro campeão brasileiro. De outro, o Botafogo e sua história no futebol carioca e brasileiro. 2 clubes e tradições dentro e fora do campo.


1 MILHÃO ???

1 MILHÃO por um jogo do JOBSON contra o BOTAFOGO?  


Clique ecbahia.com

Torcedores estão ligados

Olha aí como anda o acesso a esse site. Criado a menos de 20 dias para estimular a manifestação tricolor em apoio ao guerreiro JobGol, torcedores não apenas do Bahia, mas de todo o Brasil e do mundo se manifestaram cadastrando o seu apoio. Além disso um outro número expressivo disparou email para a Corte Arbitral do Esporte, na Suiça.


E vamos lá, ao som do Carlinhos Brown, com axé-baba-baHiaaaaa !
Funcionários Públicos, estudantes, professores, médicos, advogados, dentistas, filósofos, jornalistas, e quem mais possamos imaginar, trabalhadores das feiras, dos mercados. Em grupo, em listas de discussão, no twitter, nos blogs, em todos os cantos a solidariedade ao cidadão que lutou, que se abriu, e com a sua sinceridade chegou a Salvador para conquistar a simpatia dos baianos. Jobson é o seu nome. Com simplicidade, Carlinhos Brown, que fala com a propriedade de quem também conhece os caminhos difíceis impostos aos que nasceram em comunidades, dá o recado. Recado esse que deve ser, também, afinado com o sentimento de muitos outros grandes artistas da Bahia.

Ao lado de Jobson, Ricardinho, Carlos Alberto, revelações da base e, agora, Fabinho

O Bahia foi ágil na negociação de Fabinho, revelado pelo São Caetano em 2000, passou com destaque pelo Corinthians e Cruzeiro e teve a confiança de técnicos como Luxemburgo e Parreira. Além do sucesso no Brasil Fabinho se destacou no exterior, em 2005 foi para o Cerezo Osaka. Após retorno ao Brasil, e destaque no Santos em 2006, seguiu para o Toulouse (França). Atualmente estava no Yokohama(Japão).

Eficiência do gestor Paulo Angionni, do Bahia, que praticamente foi o único a negociar com Fabinho, que chega a Salvador falando em título. Contrariando previsões feitas por comentaristas de destaque nacional, o Bahia, clube que tem o Jobson como principal ídolo do momento, é de fato um dos candidados às primeiras colocações no Campeonato Brasileiro.