Um Bahia, cada vez mais, profissionalizado

Ainda que tenhamos lançado desafios maiores do que cumprir obrigação de voltar a vencer o campeonato baianos, não podemos deixar de valorizar com enorme alegria a conquista recente. Claro! E sem queixa relacionada aos percalços, considerando que o Bahia quase não passa na semifinal e, da mesma forma que o seu maior rival fez nos anos anteriores, levou o campeonato com base no critério de vantagens, condição que permitiu abraçar merecidamente o troféu.


No meio de toda essa avalanche e de tremores ao longo de uma década sem título e de novo cenário que permite uma participação mais direta do torcedor, a Internet é uma espécie de prorrogação onde, após cada jogo, descascamos os abacaxis e, afiamos a peixeiras, facões e foices para tentar desbravar, na mão grande, as trilhas certas a serem percorridas pelo Esporte Clube Bahia. Nada sem muito esforço, não é mesmo? A resposta, infelizmente, é negativa. Na verdade um esforço enorme, que toma horas e horas de cada tuitador, blogueiro, embaixador, ou mero apaixonado a se pendurar nas redes sociais.


Muitos de nós, que postamos, opinamos, esbravejamos, temos os pés no chão e a consciência de que lutamos por um Bahia que é possível, vencedor em nível regional e nacional e, além disso, com apoio popular que contagia sem fronteiras, o que permite ir muito, muito mais longe.


Essa viagem, no entanto, para outras dimensões e conquistas, que possa consolidar a realidade de uma torcida que a mídia nacional chega a caracterizar como sonhadora e que "não para de acreditar", colocado entre aspas para enfatizar a crítica implícita do Sudeste e do Sul, quando provavelmente observam a contradição entre a força da nação e a organização efetiva do clube. 


Preconceitos existem e não devemos jamais abrir mão de combatê-los, claro, mas ao mesmo tempo devemos ter consciência. Assim, aprenderemos a controlar também os nossos impulsos nos momentos de glória, onde enaltecemos as lideranças como se nos fizessem o favor de cumprir parte das suas obrigações, sejam diretores bem remunerados, comissão técnica ou presidente com seus 60 mil de proventos, vale cobrar, sim, por maior serenidade, coerência e, principalmente, humildade.


Humildade. Aí está uma condição que poucos dirigentes assumem na vida, pois diante das pequenas conquistas costuma-se cercar de uma auto-confiança maior do que o mundo, seguida de uma soberba que ofusca as próximas ações e decisões. Em parte, a rede social, via Internet, faz o papel consciente, enaltece sem deixar de apontar erros e cobrar continuidade. Uma outra parte, porém, se joga no fã clube dos intocáveis dirigentes, como se a vida desses começassem e terminassem no próprio clube que lhes serve de passarela para outros grandes interesses, seja na esfera política ou empresarial.


Por tudo isso, caros amigos tricolores, vale convocar a todos para viver as alegrias que o futebol pode nos proporcionar, porém críticos o suficiente para construir com consciência e criatividade. Ser Bahia com alegria e, ao mesmo tempo, respeitando todas as diferenças, ainda que alguns queiram ver todos como  pitorescos torcedores do Bahia Minha Vida, como se fosse esse um padrão único a ser seguido por quem é torcedor.


Mesmo com os pés no chão, acreditamos num Bahia que pode continuar a marcar sua história de campeão em todos os níveis, independente de quem assuma cargos e ganhe pelo valor do desafio. E para alcançar esses objetivos, muito mais do que enaltecer dirigentes, queremos um Bahia, cada vez mais, democratizado e profissionalizado.

O que uma barreira jamais deve fazer: abrir buracos...


Jogo: Bahia 1 X 2 Grêmio 


Mesmo jogando mal no primeiro tempo, o Bahia abriu o placar, porém não soube administrar a vantagem e cedeu, ampliando a vantagem do Grêmio, que decidirá em casa e já entra em campo com placar que lhe dá a classificação para a próxima fase, podendo perder até mesmo por 1 a zero. Nas imagens abaixo, a sequência e a desordem na barreira tricolor, pra gente não esquecer, e torcer para que erro assim jamais se repita. Inadmissível que jogadores experientes entrem na onda do adversário e atrapalhem desse jeito o Marcelo Lomba.


...ô meu "craque", não tá vendo que tá deixando um buraco no meio da barreira?

... o gremista nem chutou a bola e você já abriu mais ainda, Junior?

... e lá foi ele, caindo e se agarrando com os dois gremistas ...

... e o nosso camisa 10, junto com Donato, terminaram de abrir os buracos na barreira 

... a festa tava pronta para entortar o Lomba

... e não deu outra ...

... ai, meu pai !

.... já foi ...

... resta, agora, a revanche lá em Porto Alegre. E como futebol são 90 minutos dentro de campo, tudo é possível. Vamos aguardar e torcer por um Bahia motivado e inspirado. E, em caso de falta contrária, que jamais esqueçam desse fundamento: barreira tem que ser compacta e, de forma alguma, deve-se entrar no clima de provocação e desequilíbrio forçados pelo adversário.


Um grito de dor, ou um grito de ALEGRIA?


Por Carlos Lopes, colaborador
Em 12/05/2012




Alegria, alegria! Por que não? Por que não?!!!

Afinal, futebol existe para nos proporcionar alegria, muita, muita alegria! E por conta disso, então, cantemos: "pra que chorar, pra que se aborrecer". Fácil, na teoria, né? Porque, na prática, nesse domingo, seja em Pituaçu ou em qualquer canto da cidade de Salvador, a terra vai tremer. Mas, que sejam tremores de alegria, assim como aconteceu em 2010 no dia da ascensão do Esporte Clube Bahia, quando em 13 de novembro aplicou um convincente 3 a zero sobre a Portuguesa e carimbou a passagem para a série-A. Que as coincidências somem a favor, mais uma vez, como na última quinta-feira, o Bahia fez valer o seu mando de campo diante da mesma Portuguesa e passou para as quartas de final da Copa do Brasil. Nesse domingo, também dia 13 e exatamente um ano meio depois da ascensão para a série-A, tudo conspira para configurar mais uma irradiante alegria tricolor.

Quer um conselho, compatriota da Nação Tricolor? Deixe o coração mandar novamente, abandone as dúvidas e despeje confiança na nossa equipe. Confiança, que no dicionário aparece como "sentimento de segurança, de certeza, tranquilidade, sossego..." e que, por isso, fará a diferença na cabeça de cada atleta durante a partida. Do outro lado, o maior rival (regional). Mas, por que pensar no rival, se temos o foco na ALEGRIA DE SER BAHÊA? O argumento pode parecer bobagem, mas, observe: o detalhe, que faz a diferença entre uma grande jogada ou um passe mal feito, pode estar na arquibancada, vindo daquela crença e da energia que a massa transmite ao elenco.

Se parássemos a nossa reflexão por aí, já seria motivo bom para concentrar muita energia na ALEGRIA, com a certeza de que a confiança dos torcedores fará a diferença, como há um ano e meio, no dia 13 em que a Salvador amanheceu nas cores azul-vermelho-e-branco. Naquele dia, as cores e a corrente de alegria contagiaram até torcedores do maior rival, ao menos os mais sensatos, claro. Digo isso porque vi, e ouvi, depoimento de rubro-negros que admitiram que naquela manhã de sábado a torcida do Bahia, de fato, já dava um brilho especial na cidade, havia algo diferente de qualquer dia normal.

E o resultado naquele dia do acesso da série-A, todos já sabemos, foi uma noite reluzente no estridente Estádio Roberto Santos: o PituAço se fez maior que o Maracanã, ao menos em alegria. Enquanto escrevo, de repente, me vem à lembrança um filme de animação, visto por muitos, que tive a oportunidade de compartilhar a estréia junto com o meu filho tricolor, na época com 5 anos, "Monstros SA", uma maravilhosa fantasia onde os extra-terrestres (monstros inteligentes, criativos e competitivos) trabalham numa empresa que gera energia elétrica capturada a partir dos gritos das crianças que eles conseguem assustar. Os gritos aterrorizados das criancinhas abordadas no meio da noite garantem o sucesso da empresa.

Nessa nossa “viagem fantástica” que passa até pela criatividade do cinema, o choro terá que ficar do lado de lá, com os rubro-negros. É hora do domínio da alegria popular e contagiante dos tricolores, que dominará o estádio de Pituaçu. A energia vai ser multiplicada, não pelos gritos de terror, pelo contrário, serão gritos risonhos de torcedores de todas as idades, de 8 a 80 serão mega-quilowatts de potência nos domínios do esquadrão. Absolutamente campeão, com um passo a mais no resgate da sua história e da sua tradição.

Com muita PAZ e ALEGRIA: Feliz Campeão Tricolor Baiano 2012 !

sorria! você está com o BAianãoNAmão!

Publicado em 17/04/2012
Por: Carlos Lopes - COLABORADOR


A vantagem de jogar apenas por uma sequência de 4 empates dá mesmo para seguir com mais tranquilidade da semi até a final. Melhor ainda é perceber que o time tem no comando o Falcão, compromissado e responsável, com o mesmo perfil que tinha em campo quando atleta brasileiro e internacional. Com isso, a certeza: a vantagem dos empates não mudará a postura aguerrida dos atletas.

Entre superstições e precedentes, que toquem fogo no vestiário, queimem as roupas velhas, os mais velhos vícios e  todos os maus hábitos que enterram qualquer  "instituição pública". 

Instituição pública? Sim, claro, sem dúvida! O que seria o BaHêa sem o grande público, com forte concentração em Salvador e com torcedores espalhados por todo o estado e, cada vez mais, com força nas formações de embaixadas que unem os torcedores de todo o Brasil e em muitos outros países. A tendência de expandir essa confiança e interesse popular é ainda mais natural para os clubes que se organizam profissionalmente. Podemos estar longe do ideal e não é nosso interesse enaltecer esse ou aquele responsável por mudanças. Ao contrário, ao torcedor, que não vive do futebol mas que dedica muito da sua emoção em horas e horas a cada semana, cabe, COBRAR. 

Cobrar e ser chato. Saber formar opinião com a consciência de quem ama o seu clube, mas pensa e, ao fazer isso, separa o joio do trigo.

Foco é a palavra de ordem na reta final do Campeonato Baiano. Para todos nós, torcedores, mais uma vez, vale agir com consciência nas arquibancadas. Falcão vem destacando que o ambiente está adequado, com gestão profissional. Vamos acreditar e somar. Entre intolerâncias nas redes sociais, alguns mais lúcidos seguem dando dicas e pistas, coisa boa, muito melhor do que a queimação ruidosa das vaias, que quase mandou embora talentosos como Souza e que poderia não ter permitido o crescimento do Ávine naquele tempo de estilo estabanado. No meio do ruído que ainda vivemos, alguns jogadores ainda viram a bola da vez, com vaias e pressão da torcida, apesar de terem a confiança do Falcão e até demonstrarem potencial para "virar o jogo". E por falar no Ávine, que pena, depois de tanto esperarmos, será campeão baiano fora das 4 linhas.

Depois de tudo isso, com #BAianãoNAmão e quarta-feira com cheiro de goleada em cima do Remo pela Copa do Brasil, também o Brasileirão com portas abertas para a Libertadores, tudo engatilhado para se libertar de vez, "para a nossa alegria", dos 10 anos de tristezas acumuladas até aquele 13 de novembro de 2010, dia de extravasão na cidade, em que vimos até torcedores do Vitória admitirem que Salvador, naquela manhã, um ano e 3 meses atrás, amanheceu com especial alegria.


Agora é com fé e BAinãoNAmão!

Siga-nos @aoTriBahia pense, acrescente, comente!

Futebol: paixão, rivalidade, ou, simplesmente, emoção?


Por Carlos Lopes
Colaborador, Em 25/03/2012

Diante dessa guerra entre torcedores em São Paulo, perguntamos: e nós, tricolores baianos e também rubro-negros, para onde caminhamos? Onde será que vai dar a onda coletiva de "brincadeiras" que nos fazem ver o outro sempre como desqualificado? Se é apenas brincadeira, e for entendido assim, nada mal. Infelizmente, não é tão simples quanto parece. Imaginemos as crianças de hoje vendo seus pais, tios, os mais velhos, amigos e vizinhos que se referem com intolerância aos outros que torcem para o clube rival. Lá na frente, se os jovens se transformarem em "bando de loucos", alguém será responsável?

No meio disso, outros agravantes: os menos esclarecidos, ao menos em potencial, a exemplo daqueles que tiveram menores oportunidades de acesso a educação formal, encontram-se no estádio com técnicos, mestres ou especialistas de diversas profissões, cidadãos que, no contexto econômico brasileiro pertencem a uma classe média relativamente alta. Esses, gritam palavras de ordem para colocar os torcedores rivais no seu devido lugar, supostamente o lugar dos burros, ignorantes, mal sucedidos, sem usar aqui os reais adjetivos que "nós torcedores" nos identificamos de corpo e alma.

Nada de mais, não é mesmo? Como diria um dos artistas mais populares em uma de suas músicas românticas: tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, crescendo.

Antes fosse mera brincadeira, peninha, mas não é, porque na prática a taboa empena e a ponte desmorona. Alguém duvida que, hoje, nas redes sociais, virtuais ou ombro-a-ombro, olhos nos olhos, já não estamos selecionando os nossos amigos em função do clube que eles colocam no coração? Por aqui, entre poucos amigos e colaboradores, felizmente observamos muitos tricolores com bons amigos que são torcedores do Vitória. E se, entre aqueles que vivem do futebol, amenizar é preciso, imagine entre os torcedores, que teoricamente apreciam seus clubes apenas para serem mais felizes! Haveria outro motivo? A resposta pode ser polêmica, não é mesmo? Polêmica, com certeza, já que é possível observar muitos torcedores atirados num discurso fervoroso, que passa pela exaltação ao clube e, até mesmo, pela exaltação aos cartolas que por algum momento produzem melhorias dentro do clube, sejam eles políticos, empresários ou carreirista de ocasião, com seus projetos e metas pessoais. 

Mas o foco nesse texto é o torcedor e a sua postura pacífica na vida. Ser pacífico, na vida, caro torcedor, é cuidar também do destino do bom futebol. Hoje o problema se mostra maior em São Paulo, onde a rivalidade que deveria estar somente entre atletas no show do futebol, leva a arena para além da arquibancada. E o nosso caminho, na Bahia, será diferente? Ou o drama é apenas proporcional ao tamanho da nossa capital? Mais detalhes podem ser observados e deve ser fácil concluir: em São Paulo, há algumas décadas, com ou sem redes sociais virtuais, os pais dos torcedores guerreiros de hoje, provavelmente atuavam como nós atuamos hoje na Bahia: rivalizando, selecionando, ridicularizando, sempre, o outro. Vale ter cuidado e pensar para onde queremos levar a paixão pelo nosso clube.

Ao trabalho macacada !

Editorial, ou quase
Em 20/03/2012


Pois é, 3 a 2 no diante do rival é #fato. Agora é bola pra frente, depois desse treino no barradão, e corrigir as falhas. À Diretoria, mais uma vez, a missão de exigir mais qualidade na arbitragem. Aliás, coisa que já deveria ter exigido muito antes desse BaVi. Muito antes, até mesmo, da própria instabilidade diante do afastamento da diretoria. 

E, já que amigos nos questionam, com base em alguns comentários nossos, e perguntam de que lado estamos, não podemos dar outra resposta senão a mais simples: do lado do BAHÊA. Desejamos que os dirigentes do clube sejam verdadeiros líderes, jamais precisando de auto-promoção para que sejam reconhecidos pelo trabalho realizado. Entendemos que o bom trabalho é obrigação para quem assume e é bem remunerado e, principalmente, quando se fala em elaborar e conduzir um bom projeto para o clube é preciso que aconteçam muito mais acertos do que erros.

E aos que criticam todas as supostas oposições, diríamos que seria bom se no nosso dia-a-dia, extra futebol, tivéssemos uma oposição igual a essa que existe em torno do Esporte Clube Bahia. Trata-se de uma oposição feita por todos nós, torcedores, que estamos sempre de olho e prontos para reagir contra qualquer escorrego, seja na gestão ou na simples comunicação do clube com os seus fiéis seguidores. No ano passado, por exemplo, torcedores jogaram pesado quando o presidente dizia "calma, está tudo sob controle", ao tempo em que o clube tremia na vertigem de um possível novo rebaixamento. Na época muitos atiraram contra o presidente, com toda razão, inclusive porque o bastão havia sido passado para as mãos do fisgador, que terminou sendo fisgado como sardinha no anzol do Flamengo. Aquele "tudo sob controle" soava como uma bomba nos ouvidos da grande maioria, que questionou bastante no twitter e nos blogs. Na semana passada, ao contrário, depois da sentença que afastou diretoria e presidente, nada estava sob controle, nem  a "oposição 1", nem "oposição 2". Opa! Oposição 1 e 2? Brincadeiras à parte, se quem assume o poder vira situação, então, por 3 dias o grupo do MGF virou oposição. Mas,olha lá, não vale se zangar, presida! Sem ofensa, já que brincar e especular faz parte até no meio político, não é mesmo? E, afinal, democracia é coisa que parlamentar já está acostumado e, mesmo dentro do ringue, as excelências são sempre camaradas e não seria um computador a mais, ou a menos, que faria o Bahia ter mais, ou menos, sócios, não é verdade?

Aldeante! E, aqui seguimos, sem conhecer ou reconhecer "situação" ou "oposição", pois, assim como na vida real, no extra-futebol de cidadania e cidadão, vale mais o aprendizado diário no meio das ações e contradições. Na política de qualquer país, sabemos, e os presidentes também, que aqueles que estão no poder devem encontrar o melhor caminho para uma melhor qualidade para o população, além de ajudar o povo a ter cada vez mais discernimento e condição de exigir melhores resultados para a própria sociedade. Na prática sabemos que, infelizmente, tudo acontece muito diferente disso e até mesmo alguns presidentes terminam provando do seu próprio veneno, onde as posturas e decisões equivocadas e nada democráticas terminam por contaminar a todos e, em consequência, o lixo nada extraordinário termina retornando, em algum momento, para o próprio quintal de quem o gerou. E, para fechar, entre xingamentos de internautas machucadinhos diante dos questionamentos de alguns outros tricolores, nada como o saber popular: seja na política global ou "futebolal", vale tudo, pelo social, mas, o povo, como sempre, pelo elevador de serviço. 





Eles passarão... Eu passarinho!

publicado, em 14/03/2012


"Quem não deve, não teme". Aí está o velho ditado, que deveria dominar o dia no meio dos torcedores Bahia no dia de hoje. Sobre qualquer tema de interesse comum a todos, ou ao menos de interesse de muitas pessoas, quem tiver informações deve compartilhá-las com objetivo de ajudar na compreensão de qualquer fato. De modo contrário, quem não tiver muita informação para esclarecer, mas deseja compreender um fato, deveria ouvir aqueles que já conhecem melhor o assunto para, então, formar a sua própria opinião na medida em que passar a compreender melhor todos os detalhes que envolvem a situação. 

A torcida do Bahia acordou sobressaltada. Mais ainda estava o Marcelo Guimarães Filho. As razões, entre erros e acertos que são cometidos, para tanta exaltação, a maioria de nós certamente desconhece. De escuta, no twitter, foi fácil observar que uma massa de torcedores bradou com força durante toda manhã. Elogios a MGF e críticas destrutivas a tudo que possa ser, ou pareça ser oposição à gestão que vinha conduzindo o Esporte Clube Bahia até o dia de ontem. Memórias fortes ou memórias fracas, pensamentos aprofundados ou superficiais, e até mesmo falta de qualquer pensamento, vale tudo, desde que que "não mexam no que está dando certo".

A rigor, caros amigos torcedores, nós que vivemos apenas o lado da emoção, que não fazemos nada além de dedicar nossa vida a vibrar jogo-a-jogo, somos sempre massa-de-manobra. Alguns de nós sabemos disso e, mesmo conscientes, continuaremos a praticar a paixão pelo clube, vibrar, gastar o nosso din-din nos estádios, nos pacotes de TV, nas camisas de marca oficial, etc. Mesmo conscientes, nos entregaremos à causa, porém, com certo limite e resguardo, cuidaremos para que a nossa paixão não nos tire o senso crítico. Como foi dito aqui, em artigo publicado ontem, há um tipo de oposição diária que todos praticam, mesmo quando não levam o nome de oponentes: a ira do torcedor quando o clube perde, ou quando comete a bobagem de não saber valorizar seu próprio elenco, a sua base de jogadores e a sua própria história. Nessa hora bradamos, xingamos e desqualificamos qualquer "presida".

Hoje, no festival de cacetadas sobre Carlos Ratis e sobre a decisão da Justiça que destituiu, ao menos temporariamente, Marcelo Guimarães Filho, poucos se dispuseram a atuar de modo esclarecedor na rede-social. Nesse estilo aparece o jornalista @ederferrari82. Com ele o torcedor teve a chance, mesmo que dificilmente bem aproveitada, de ponderar melhor os fatos. Na prática, porém, após motivar reflexões e considerar que existem aspectos positivos em torno dos fatos, a maioria dos torcedores, provavelmente, voltou a panfletar a discórdia sobre a decisão da Justiça e enaltecer a figura do @marceloguima.

Obrigações à parte, parece que fazer coisas boas à frente de algum cargo importante torna as pessoas diferenciadas, quando na verdade o estranho seria não fazer as coisas acontecerem quando se assume cargo para atuar sobre coisas de interesse coletivo. Particularmente, prefiro não ter nada contra MGF e, por conveniência, não ter também muito a seu favor. Afinal, quem assume cargo em grandes clubes, a rigor, sim, é que deve reverências, no caso, aos seus ilustres e fiéis torcedores. E se esses são políticos, então, devem reverências a toda a sociedade.

E, para melhor compor a nossa reflexão e tanto desgaste, entre vaidades e estresses na nossa rede, um pouco de Mário Quintana não nos fará mal algum: 

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"
 
(Prosa e Verso, 1978)

Liberdade e Libertadores andam juntos. E, quem são eles? Somos todos nós

por Carlos Lopes - Colaborador em 13/03/2012

Como pode ser observado por todos e, de modo especial, por aqueles que analisam e levam notícias para os 4 cantos, o Bahia vive um início de temporada diferenciado em relação ao histórico dos últimos 10 anos. Deixando para trás os tradicionais tropeços e dúvidas, cercado por gestões que viviam mais de promessas do que atitudes consistentes, o tricolor parece começar a colher alguns aprendizados a partir dos sofrimentos passados e, mais especificamente, do ano de 2011. Com manutenção de alguns jogadores importantes no último Brasileirão, destacando Marcelo Lomba, Titi e Souza, o Bahia tem ainda de positivo jogadores aplicados e comprometidos com o projeto, como Fahel. E para os torcedores, que se organizam e usam dos meios eletrônicos para ficar cada vez mais perto das decisões, maior agrado em contemplar o crescimento e a permanência de jogadores da base, onde Gabriel é o símbolo do momento. Ávine, o xodó que está de molho e quase pronto para retornar a campo, teve forte articulação dos dirigentes para a sua saída, dada como certa pela cartolagem, anunciada e tentada pelos gestores no final de 2011. Uma parte dos que acompanharam  o que seria o despacho do ídolo não têm dúvida do quanto valeu a pressão popular.

Aliado a um esse momento de recomeço muito mais convincente e permanência dos nomes citados, a força do torcedor e toda a sua organização e representação nas redes sociais, blogs e websites com saudável papel de oposição, destaques ao Semprebahia e Ecbahia, a fiscalização, independente e extra-oficial, demonstram forte influência na correção e prevenção de decisões que fugiriam ao interesse principal do clube. Melhor até mesmo para eles, dirigentes, que, sem a pressão externa, estariam certamente mais sujeitos aos efeitos negativos das tradicionais decisões estabanadas, onde se montava e desmontava sem formar unidade técnica e espirito de equipe.


No meio do desespero, até mesmo a chegada de técnicos caros, 'marqueteiros'  e descompromissados fizeram o teste de paciência sobre o torcedor. Para caracterizar a polêmica passagem do Renato Gaucho é suficiente relembrar apenas alguns trechos de depoimento do ilustre Ronaldo Passos, ex atleta de renome, campeão brasileiro pelo Bahia e apaixonado pelo clube, e que dizia, no Semprebahia em setembro de 2010:  ' ...A direção do Bahia custou a trazer um profissional de gabarito para gerir o futebol e, principalmente, com autonomia para tomar as decisões sem pressão e sem nenhum “CORNETEIRO” que vive de cornetear os outros e fomentar crise no clube". Qualquer torcedor de razoável memória sabe que Ronaldo se referia ao ciclo que havia se encerrado com a saída de Renato Gaucho. E Ronaldo prossegue no mesmo artigo: "Caros amigos, a grande tacada foi a pedida de demissão do ex-treinador que só desagregava o grupo, humilhando os mais jovens que hoje estão dando a resposta como VANDER, ANANIAS, MARCONE e ÁVINE (um dos bons laterais do Brasil)". Tudo muito simples, claro e evidente notar os erros cruciais que na ocasião estariam levando o Bahia a permanecer onde estava, sem subir para a elite. No milagre da multiplicação dos pães, diga-se, da multiplicação dos talentos e espírito de equipe, um comprometido Márcio Araújo valeria muito mais do que corneteiros ou marqueteiros (que confundem o significado do valor correto do marketing bem aplicado). Releia, completo, o depoimento de Ronaldo Passos no SempreBahia, em 2010, reta final para a festa de retorno.

Nossa esperança, independente de quem assuma poderes no Bahia, é que a humildade faça sempre um pacto com a vontade de trabalhar bem pelo clube. Entre erros e acertos, muitos altos e baixos, sobressaltos típicos de tomadas de decisões que levam a riscos desnecessários. Nós torcedores até teríamos o direito de cair na ilusão com a contratação de um equivocado Joel, sem compromisso, decadente e com ética profissional muito aquém do que esperávamos. Ver, no entanto, a direção passar o bastão para quem puxava o clube para um novo abismo era inadmissível. E, para surpresa, na saída festejada desse engodo, quem apareceu como um dos primeiros da lista foi justamente o RG. 


Feliz surpresa viria, graças ao bom deus-dos-tricolores, a boa ética se avizinhava novamente e, mesmo com discursos tresloucados que ainda valorizavam um possível retorno de petisco de sardinha em algum futuro, surge o Paulo Roberto Falcão. Portas abertas para um novo momento, ainda que unanimidade seja utópica, muito bom constatar a guinada tricolor no campeonato, recheada por um aproveitamento de 85% nos últimos 7 jogos. Poderia ter sido 100%, mas, talvez melhor assim, para manter os pés no chão e seguir líder, porém ciente de que do outro lado serão sempre 11 jogadores a serem superados, jogo-a-jogo, inclusive na fase do mata-mata.


Por tudo isso a Nação Tricolor foi e está sendo convocada a dizer sim ao Falcão, que veio inclusive com discurso para longo prazo de boa relação profissional, consciente de que no caminho há também pedras e tropeços, valorizando o grupo e os testes nos momentos certos. Quanto aos jogadores em campo, vaias, JAMAIS, ao operário atleta que luta com empenho e comprometimento para acertar. Assim como o Souza e alguns atletas superaram dificuldades em 2011, outros, principalmente mais jovens, podem crescer e serem importantes para o Bahia. A caminhada se afunila mais uma vez e, além do recheio de começar bem a Copa do Brasil, o Bahia segue na frente e tem tudo para erguer a tão esperada taça do Baianão 2012. Depois disso, prezados companheiros, portas abertas para almejar a terceira estrela. Liberdade e Libertadores andam juntos. E, quem são eles? A resposta, como certamente seria a simples e inteligente avaliação do Ronaldo Passos: somos todos nós.

Torcedor do Bahea deixa TVBAHIA muda

Por: Analista do aotribahia

Canais pagos, tv fechada, tv aberta, Internet, telefonias sofisticadas e mais um monte de opções num mundo 100% satelitizado. Tudo pra nós, que maravilha! Tá achando pouco? Você tá achando que era melhor no tempo do futebol ouvido no rádio? Sem polemizar mais, ufa!, que estresse, mais uma vez aqui escrevendo e, de repente, travou a janela de edição. Ops, inda bem que não demorou muito e já abri novamente, depois de passar por outros 10 aplicativos que estavam na frente, 3 deles travando e mais um pedindo atualização. Já voltei ao texto mas infelizmente perdi todo um parágrafo. Uhmmm, tem nada não, refazer o pensamento já é rotina nesse mundo high-tech.

Nessa quarta-feira, pra compensar, vou relaxar: chegar em casa e jogar o estresse "pras cucuia mano". Depois das 8 ninguém me tira sarro, porque vou ficar na concentração em frente da TV, no canal da "G"-lobo, pra assistir umas notícias maneiras no JN (tá duvidando, é? Tenho filtro [tapa-rolha anti-spam] que não me deixa ouvir notícia pesada antes do jogo do meu BaHea). E, assim que terminar novela, aí vou tá largado na estréia do Bahea no automobilismo, hehe, Auto Esporte X Bahia, 21h50, vi na grade da TV e separei também uma grade de cervejota pra meia-dúzia de brode que já chamei. Vou até ligar pro Bolota e confirmar pra chegar é cedo que não quero azarar o clássico que só vai ter jogo é de ida.

- E aí, fala Bolota, blz? Tudo combinado, lhe esperando logo depois das 8 e já deixei as loura na conserva... Como é, véi?!!!, cancelaram a p.. da transmissão do jogo do meu Bahêa!?$%#@! Cê tá brincando comigo ou a TV Bahia tá sem moral pra barrar o pacotão dos flamidianos e seus seguidores? Pior é que é verdade, né? Uma meia dúzia de patrocinadores do mercadão empurrando uma só idéia de Sul a Norte. E eu que tava falando na festa da tecnologia, to vendo que os caras querem juntar mais dinheirama por lá e sempre tentam tirar o meu Bahea do caminho. Não, Bolota, to nervoso não, to só é apoquentado com mais esse miserê de interesse esquisito que eles tentam jogar pra nós. Apoquentei, mas vai passar porque sei que vou assistir o jogo com a turma de qualquer modo. E se não sai na TV, a gente liga o rádio, reunido que nem a turma de antigamente. 


Ai, Bolota, tá valendo, espero todo mundo na hora do jogo. E nada de ligar TV. Nós vamo é no rádio! Pessoal do aotribahia também vai chegar junto. Vou mandar logo é um tuite e você retuita aí pra zoar a galera. Nessa quarta-feira a Tvbahia vai ficar é muda.