O jogador, a gestão e a moeda

Publicado em 04/09/2012

Gabriel é Nosso!

Foto: Divulgação/Ecbahia

Só mesmo a cara-de-pau de gestores com estilo de "políticos negociadores", e longe do que seria futebol-com-gestão-de-campeão, para justificar o discurso que mais uma vez já indica o interesse na venda de um importante atleta revelado pelo Esporte Clube Bahia, dessa vez, o Gabriel. Evidentemente que qualquer atleta é passível de negociação, mas, o que incomoda o torcedor e que o faz desrespeitado é o não reconhecimento da sua opinião.

Carência é a cara do torcedor do Bahia, que tem que lutar para ser ouvido naquilo que é trivial: o torcedor quer ver a base do clube permanecer e fazer história. A diretoria, encabeçada pelo presidente, no entanto, insiste num discurso que diminui o Esporte Clube Bahia. O mesmo clube que traz jogadores mais velhos e caros, sem planejamento prévio, não investe na base de modo consistente. Jogadores se destacam e não são valorizados de imediato, aqui mesmo. Pelo contrário, na visão nada profissional dos dirigentes, os jovens somente podem ser valorizados por empresários que ofereçam as revelações para outros clubes, em negócios seguramente "calcificados" e que determinam o engessamento de qualquer projeto sério nos bastidores do "Esquadrão de aço". O aço, aqui, vai intencionalmente em minúsculo, para enfatizar a consequência de uma gestão que tanto se empolga por ter cumprido a dolorosa missão do retorno do Bahia para a série-A, a duras penas depois de mais de 7 anos, e de choramingar um título estadual mais uma vez raspado no fundo do tacho, quase na rebarba.

É fato. E é bom recordar que após o título baiano o discurso anunciava acomodação, ou melhor, não anunciava reforços, pois falava-se em realidade econômica que justificaria encarar o Campeonato Brasileiro desse ano apenas com os reforços que haviam sido feitos em 2011 e no primeiro semestre de 2012. A surpresa, para aqueles que se negam a planejar, logo veio: o Brasileirão teve início com o tricolor sem chão, estabanado logo nas primeiras rodadas, sem lideranças dentro do campo. Sobrou, claro, para o técnico Falcão. Faz parte, ou, assim fazem, os dirigentes. Mas, os torcedores já sabiam e já bradavam juntamente com a Imprensa Esportiva - eram necessários reforços, muitos reforços, diante da falta de planejamento e estratégias em torno da base -. Foi assim, nesse contexto, que o dinheiro apareceu, novamente sem explicação (o clube ainda não prestou conta relativa a receitas X despesas de 2011) e viabilizou, mais uma vez no desespero, a vinda de jogadores que tendem a sobrar no mercado, vítimas da quilometragem rodada, da queda de rendimento por conta da idade, ou recuperados de lesões e ainda os que retornam ao Brasil porque já não interessam ao mercado internacional do futebol. Mas, será que significariam, de fato, reforços?

E os torcedores, ainda que não precisem ser especialistas, brigam novamente para dizer o obvio para a diretoria. Assim como na virada 2011-2012, quando a determinação do clube era entregar Ávine. Esse, por conta das lesões, não rendeu em 2012 dentro da expectativa da nação. Obras do acaso. Sobre a diretoria ficaria no ar a dúvida, o esclarecimento, inclusive ético, dos motivos de tentar jogá-lo no mercado por valores questionáveis. Teriam os dirigentes a certeza de que Ávine não estaria recuperado para ajudar o Bahia em 2012? Qualquer que seja a resposta, de fato, o questionamento é oportuno e deixa a diretoria vulnerável.

Agora, a vez do Gabriel. Esse, também vítima do discurso que parece interessado em transformar o seu talento em "cifras precipitadas" para os modestos anseios dos dirigentes tricolores, com entendimentos equivocados. Será que ainda é cedo para afirmar que temos um jovem craque no elenco? A resposta, para nós, é objetiva: mais do que craque, temos um jovem que mostra maturidade e compromisso, inclusive ético, maiores do que tudo que o clube se propõe a lhe oferecer. Será que precisaremos disparar nova campanha, ou até já passou da hora, de dizermos em alto e bom som que Gabriel faz parte do que temos de melhor e que, do Bahia, se ele houver de sair, será após colecionar títulos e glórias? Enfim, que se diga: acorda, diretoria tricolor!

A Pressão Funciona? Então, avante torcedor! Pressão neles!

Publicado em 30/08/2012

Será que as coisas podem de fato mudar e vir uma sequências de jogos para encher Pituaço? Cedo, ainda para saber, mas, na dúvida, que venha o São Paulo e que o Jorginho, com jeito de quem é capaz até de carregar água no cesto, deixe a sua estrela continuar brilhando. Começou bem, o cabra. 

Independente de qualquer expectativa e no meio de tanta ansiedade os jogadores demonstraram, na Vila Belmiro, que já sentiram a rebordosa da nação tricolor. Paciência esgotada e pressão neles e, principalmente, pressão nos dirigentes. Aguenta diretoria! Aguenta Guimarães! E receba o recado @marceloguima: que seus twites só voltem após uma convincente sequência de vitórias. Comecem fazendo o dever de casa, a exemplo e, de preferência, melhor do que fez nesse segundo tempo em cima do Peixe. Chega de problema! É devolver bolas na rede, no próximo jogo contra o tricolor paulista e, no jogo seguinte, mostrar que tirar dois pontos do Atlético mineiro, lá, foi apenas uma mostra do que o Bahia pode fazer agora em cima do líder, na arena azul, vermelho e branco. Afinal, quem neutralizou o talentoso santista Neymar pode perfeitamente adaptar as estratégias sobre Ronaldinho.

É hora de devolver o meu Bahia, hegemônico dentro dos seus domínios, missão obrigatória e dívida do presidente. Dívida que é muito maior do que a sua capacidade de "marqueteiro de esquina". E vamos, relembrando: foi-se embora, ainda em 2010, Renato Gaúcho, o receptor de ovada na Fonte Nova, que voltou à Bahia para turbinar o seu passe de técnico sem deixar história. Depois dele, outros tremores na gestão do Bahia e, por fim, mais um equívoco "santânico-sardinhento" (um Joel Sardinha que também andava atrás de promoção e de embolsar umas 300 pilas por mês dos cofres tricolores). Um técnico que virou as costas ao Bahia e seguiu para os ares midiáticos flamenguistas com os dias contados. 

A felicidade é que, mesmo com setores da Imprensa e torcedores falando no retorno do sardinha, surge o Jorginho e, a seu lado, o aplicado funcionário Eduardo Barroca. Esse, então, segue em alta, com bela taxa de aproveitamento, já vezeiro em arrancar 3 a 1 fora de casa nos momentos em que um novo técnico chega para segurar o seu bastão. Ops! bastão simbólico, claro. Ra-ra-ra, paródias a parte, fica aí, ilustre Barroca, a atuar nos bastidores com o seu talento e trabalho de formiguinha. E deixamos aqui a nossa homenagem a esse funcionário que se mostra modelo de compromisso com o esquadrão, ainda que precisemos torcer para que o Barroca não precise voltar a tapar buracos, já que almejamos todo o sucesso ao Jorginho.

Olhando a sequência da tabela, por que não acreditar? Havíamos desafiado o presidente a ganhar moral com uma série de 5 jogos e 15 pontos seguidos. Seria agora? Vejamos:

- Santos, 3 pontos na bagagem de volta da Vila;

- São Paulo, mais 3 em cima do freguês nos domínios do esquadrão;

- Atlético-MG, temos dito, hora de anular o adversário e fazermos mais do que fezemos em Minas;

- Depois dessas, com duas obrigações cumpridas e finalmente 6 pontos em casa, restará a coragem de consolidar a decadência que o Vasco vem sofrendo nas últimas rodadas. É vencê-lo no Rio e voar para Recife;

- Sport, diante desse, é encarar em cima da rivalidade regional como já é prática, pra vencer.

Bom desafio para dirigentes e elenco, não é? Reviravoltas acontecem assim, histórico de muitos campeonatos brasileiros. A pressão funciona, então, avante torcedor, pressão neles!

RT @aoTriBahia #PressãoNeles



Bahia, Clube de Massa, não de mídia

Subtítulo: Um Bom Marketing, Patrocínios e Resultados, nada disso existe sem o TORCEDOR e o Histórico de Grande Clube


Publicado em 17/08/2012
Esse texto, que ficou no molho, teve início ainda no momento em que ainda tínhamos Falcão, já próximo do momento da sua saída. Mas o texto ficou guardado e somente agora foi resgatado e concluído. Naquele momento, entre os torcedores, uma unanimidade que ainda permanecia: não daria para perder mais. Dito isso, o que poderia ser feito? A resposta, para nós, há poucas semanas, passaria longe de demitir Falcão. Ainda assim, reconhecemos, Caio Júnior chegou para ajudar. Para sair da berlinda, mesmo sabendo que os dirigentes colocam sempre alguém na reta onde o trem vai passar e, quase sempre, esse alguém é o técnico. Dizíamos, na ocasião: hoje, amanhã, ou esperava-se no máximo o jogo contra o Fluminense, caso perdesse (e perdeu mesmo), não havia mais dúvida quanto a demissão de Falcão.


Teimosias, a parte, já que Falcão enfrentou o Flamengo e mais uma vez escalou Jones, ainda assim, eu escolheria na ocasião um técnico como ele, inteligente e conhecedor teórico e prático dos mistérios do futebol, capaz de conduzir e unir um grupo, sempre pronto para agir de modo bem diferente daqueles que costumam culpar os seus soldados quando não vencem. Que o diga Renato Gaúcho, um dos queridinhos do Marcelinho, técnico que a meu ver nunca passou de um "profissional pouco responsável" e com prática de desunir o grupo de jogadores do Bahia, na ocasião em que, assim como o Sardinha, veio passar uma chuvinha e depois escapuliu logo que o céu clareou em Porto Alegre, atitude igual ao Joel, quando o céu clareou no Rio.

Jones, agora prestes a navegar pela série-b, não é nenhum craque, já sabemos, mas talvez, inclusive por ser jovem, não seja o tão horrível jogador, que mereça ser tão martelado pela torcida e pela crítica. Mas, independente de qualquer opinião, é passado no histórico do elenco. No nosso entendimento, assim como tantos outros, ficou evidente o quanto é impossível jogar bem quando quebra-se a relação de confiança entre o jogador e torcedor, ainda mais em tempos de tanta expressão midiática e presença direta do torcedor através da rede. E nós, aqui, ainda falando do Jones e torrando a sua paciência. A quem isso interessa? Certamente interessa ao presidentes, ficamos a falar dos problemas pequenos e desviamos dos problemas grandes, a exemplo da prestação de contas e do tão esperado planejamento que nunca acontece antes de cada campeonato.


Assim como aconteceu em 2011, o Bahia iniciou o Brasileiro atendendo ao prognóstico de parte da Imprensa Esportiva, navegando entre os 4 últimos colocados. Será que isso reflete a segurança dos supostos especialistas, que sinalizam a degola antes mesmo do início do campeonato? Difícil, não é? Esses prognósticos estão, sim, cheios de falhas, pois alguns questionamentos simples logo derrubam toda essa teoria simplória que aponta os vencedores e os derrotados antes mesmo do início da festa começar. De imediato, podemos observar, que o campeão do primeiro turno desse campeonato está praticamente definido - o Atlético Mineiro -, o mesmo que disputava  o cai-não-cai com o nosso tricolor até o final do campeonato do ano passado e que, na conclusão, ficou pertinho da degola e abaixo do Bahia.

Apesar de tudo, vivemos a sonhar, e torcemos a favor, que agora, então, o Bahia ganhe 5 seguidas e faça as pazes com os torcedores, volte a encher Pituaço e, até, admita-se ouvir novamente as resenhas do presidente, com seus tuítes nem sempre equilibrados a animar os mais exaltados. Tudo é válido, inclusive comemorar sempre, até mesmo nas pequenas conquistas, inclusive porque as grandes conquistas são feitas passo-a-passo. Importante, sempre, alertar com certas reflexões: o resultado de uma longa caminhada pode nos oferecer a satisfação de contemplar uma paisagem magnífica na chegada, mas, vale também observar, o melhor mesmo é poder lembrar dos detalhes maravilhosos por onde passamos ao longo da caminhada, muitas vezes árdua, mas que ao mesmo tempo podem estar repletas de alegrias, tão grandes  ou gloriosas quanto o objetivo alcançado no final. Pois é, infelizmente as caminhas têm sido apenas árduas, e o que vamos contemplar ao final, também não será nada bom. Ou será que está novamente tudo sob controle, presidente?

Gestão, será essa a palavra que faz a diferença? A reposta passa por aí, com certeza. O Bahia tem um presidente midiático, além de profissional da política e empresário. Independente de analisar competência, quem analisa o seu histórico logo percebe que o Bahia não foi para ele uma conquista, senão, apenas, um presente. Uma herança que veio pronta e parou no seu colo, trazida pelo mesmo grupo que vem há muito tempo conduzindo o tricolor, passando inclusive pelos 20 anos de dificuldades que culminaram com a última década, a mais problemática da história tricolor, e de lembranças tristes para a nação azul-vermelha-e-branca. No histórico do seu primeiro ano tem a contratação do técnico RG, na pratica um desequilibrado na condução dos fundamentos de qualquer grupo, que, como dissemos acima, tinha como principal atitude, ao final dos jogos, o despejo da culpa sobre os seus soldados. Como todo "bom político", ou representante de cargo público, RG teve, mesmo após abandonar o barco por interesses pessoais, os elogios pela sua passagem, onde o presidente sempre ressaltou a grandeza por elevar o Bahia no cenário nacional justamente pela ação midiática

O Bahia não vive de mídia, pelo contrário, é um clube de massa. As respostas da mídia são consequência dessa adesão das massas. O setor de marketing do Bahia tem os seus méritos, claro, jamais desvalorizar os que trabalhos nesse setor tão importante, mas a motivação dos patrocinadores e de outros interesses está no histórico e na representação e dedicação dos seus torcedores. Fosse possível fazer um clube crescer sem a sua massa, qualquer um criaria hoje um clube como quem abre uma nova fábrica. Até poderia dar certo, não se pode negar, mas a garantia mesmo de resultados, para atrair parceiros e patrocinadores, é a existência de torcedores dedicados e que se espalham sem fronteiras pelo Brasil e pelo mundo. Quem achar que esse é um pensamento pretensioso e fora da realidade, que dê uma volta pelo cenário do futebol na Europa. E essa credibilidade tricolor existe, mesmo diante das ingerências dos últimos anos. Imaginar um Bahia feito pelas mãos de salvadores da pátria é o mesmo que tentar sucumbir a sua tradição e a sua história. Toda conquista deve ser valorizada tecnicamente, sem dúvida. Seja presidente, profissional de marketing, técnicos ou jogadores. Jamais, no entanto, a pretensão de ser visto como o salvador da pátria, em circunstâncias onde até mesmo a presença diária, o tempo dedicado de mangas arregaçadas, não fica evidente. Imaginem, por exemplo, quando um presidente de um clube é também eleito parlamentar, a viver em Brasília. Isso não está acontecendo nessa gestão, afinal, o Bahia teve na última década a marca de maior escassez de títulos na sua história e, como consequência, os votos não pingaram para o presidente.

É relevante considerar também que os ganhos pelos cargos diretivos são muito significativos no mundo do futebol, provavelmente compatível com a suposta carga que traz na missão. Ainda assim, não se cobra horário, dedicação e compromisso diário. Sobre os cargos técnicos recai a pressão maior e o risco da troca é eminente. Nenhum técnico sobrevive a campanhas medíocres, caem no meio do percurso e jamais sobrevivem a um final na zona da degola, já os gestores, diretoria e presidente tricolor chegam a debochar seus oponentes diante da sobrevivência ao fechar o campeonato superando a degola, mesmo que a duras penas.

Polêmicas a parte, 2012 começou com grandes abalos sobre a validade da permanência e legitimidade da eleição do presidente. Os descumprimentos de acordos, ou a inexistência de bases democráticas no Bahia deixou o clube vulnerável a questionamentos jurídicos. Restou a rede social e as resenhas midiáticas para segurar o cargo e a imagem de benfeitor, calçado no contraditório e no imbróglio que envolvia o risco de um Ba-Vi acéfalo e sem computador para catalogar os seus sócios. Naquele momento a divisão entre os torcedores pesou para o lado do apoio e exaltação ao suposto "devolvedor do meu Bahia", que jamais poderia cair.

E o ano de 2012 seguiu assim, mais uma vez o Baianão quase escapa e os prognósticos dos quase especializados em tiro no escuro até parecem acertar sobre o grande clube que vai fechando o primeiro turno na rabada tabela. Ainda bem que temos fôlego e, apesar dos pesares, temos Souza e Gabriel e o início da lucidez em dar confiança a jovens da base, ao menos em momentos críticos, onde titulares experientes, nem tão titulares assim, saem por imprevistos e abrem as oportunidades para jovens talentos.

MGF e suas dúvidas, que passeiam pelo mundo do homem de negócios, do político e do interesse em ser presidente de um clube que tem uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil. Contra ele, pessoalmente, provavelmente não temos absolutamente nada. Gostaríamos apenas que, entre os torcedores, prevalecesse a consciência de que todos aqueles que assumem cargos em grandes clubes, devem ser passageiros e lutar para que a instituição cresca, se fortaleça e permaneça cada vez mais independente das intemperes e de interesses que não sejam claramente mostrados ao torcedor. Nesse contexto será sempre muito bom que o torcedor observe e exija coerência, planejamento e clareza nos objetivos. Quando a necessidade for, por exemplo, contratação e reforço, que seja apresentado o planejamento nesse sentido, antes do início do campeonato. Se as tentativas de solução acontecem aos trancos e barrancos, ao longo da competição, se contratações caras aparecem de surpresa para salvar catástrofes, ao mesmo tempo em que os orçamentos não são apresentados, ficará sempre uma dúvida sobre como as mesmas contas seriam apresentadas caso o clube sobrevivesse bem no campeonato, mantendo o elenco inicial. Resumindo: fecharíamos o ano com muito dinheiro sobrando nos cofres do clube?

-- Torcedor, esse espaço é seu, é nosso! Divulgue, Siga @aoTriBahia, Comente!!!

Vai com tudo, ... Fahel !


Com retrospecto quase equilibrado, onde o Botafogo somou discreta vantagem ao longo dos confrontos, há motivos para o grupo viajar com vontade para o Rio e fazer prevalecer, com parafraseado estelar, as duas estrelas do escudo tricolor sobre a estrela solitária botafoguense. E mandamos o recado: "Vai com tudo, ...  Fahel". Mas nem precisa exagerar, para não deixar os adversários agitados como no ano de 1997. Confira no vídeo. 


Ah! Vale lembrar também do ano passado: 2 empates, 1 a 1 em Salvador, porém, lá, Souza abriu placar, Bahia saiu na frente e sofreu virada. Ao final, de pênalti, sofrido por Fahel, Souza cravou o empate .

1997 - Botafogo 1 X 3 Bahia
 

2011 - Botafogo 2 x 2 Bahia

Um Bahia, cada vez mais, profissionalizado

Ainda que tenhamos lançado desafios maiores do que cumprir obrigação de voltar a vencer o campeonato baianos, não podemos deixar de valorizar com enorme alegria a conquista recente. Claro! E sem queixa relacionada aos percalços, considerando que o Bahia quase não passa na semifinal e, da mesma forma que o seu maior rival fez nos anos anteriores, levou o campeonato com base no critério de vantagens, condição que permitiu abraçar merecidamente o troféu.


No meio de toda essa avalanche e de tremores ao longo de uma década sem título e de novo cenário que permite uma participação mais direta do torcedor, a Internet é uma espécie de prorrogação onde, após cada jogo, descascamos os abacaxis e, afiamos a peixeiras, facões e foices para tentar desbravar, na mão grande, as trilhas certas a serem percorridas pelo Esporte Clube Bahia. Nada sem muito esforço, não é mesmo? A resposta, infelizmente, é negativa. Na verdade um esforço enorme, que toma horas e horas de cada tuitador, blogueiro, embaixador, ou mero apaixonado a se pendurar nas redes sociais.


Muitos de nós, que postamos, opinamos, esbravejamos, temos os pés no chão e a consciência de que lutamos por um Bahia que é possível, vencedor em nível regional e nacional e, além disso, com apoio popular que contagia sem fronteiras, o que permite ir muito, muito mais longe.


Essa viagem, no entanto, para outras dimensões e conquistas, que possa consolidar a realidade de uma torcida que a mídia nacional chega a caracterizar como sonhadora e que "não para de acreditar", colocado entre aspas para enfatizar a crítica implícita do Sudeste e do Sul, quando provavelmente observam a contradição entre a força da nação e a organização efetiva do clube. 


Preconceitos existem e não devemos jamais abrir mão de combatê-los, claro, mas ao mesmo tempo devemos ter consciência. Assim, aprenderemos a controlar também os nossos impulsos nos momentos de glória, onde enaltecemos as lideranças como se nos fizessem o favor de cumprir parte das suas obrigações, sejam diretores bem remunerados, comissão técnica ou presidente com seus 60 mil de proventos, vale cobrar, sim, por maior serenidade, coerência e, principalmente, humildade.


Humildade. Aí está uma condição que poucos dirigentes assumem na vida, pois diante das pequenas conquistas costuma-se cercar de uma auto-confiança maior do que o mundo, seguida de uma soberba que ofusca as próximas ações e decisões. Em parte, a rede social, via Internet, faz o papel consciente, enaltece sem deixar de apontar erros e cobrar continuidade. Uma outra parte, porém, se joga no fã clube dos intocáveis dirigentes, como se a vida desses começassem e terminassem no próprio clube que lhes serve de passarela para outros grandes interesses, seja na esfera política ou empresarial.


Por tudo isso, caros amigos tricolores, vale convocar a todos para viver as alegrias que o futebol pode nos proporcionar, porém críticos o suficiente para construir com consciência e criatividade. Ser Bahia com alegria e, ao mesmo tempo, respeitando todas as diferenças, ainda que alguns queiram ver todos como  pitorescos torcedores do Bahia Minha Vida, como se fosse esse um padrão único a ser seguido por quem é torcedor.


Mesmo com os pés no chão, acreditamos num Bahia que pode continuar a marcar sua história de campeão em todos os níveis, independente de quem assuma cargos e ganhe pelo valor do desafio. E para alcançar esses objetivos, muito mais do que enaltecer dirigentes, queremos um Bahia, cada vez mais, democratizado e profissionalizado.

O que uma barreira jamais deve fazer: abrir buracos...


Jogo: Bahia 1 X 2 Grêmio 


Mesmo jogando mal no primeiro tempo, o Bahia abriu o placar, porém não soube administrar a vantagem e cedeu, ampliando a vantagem do Grêmio, que decidirá em casa e já entra em campo com placar que lhe dá a classificação para a próxima fase, podendo perder até mesmo por 1 a zero. Nas imagens abaixo, a sequência e a desordem na barreira tricolor, pra gente não esquecer, e torcer para que erro assim jamais se repita. Inadmissível que jogadores experientes entrem na onda do adversário e atrapalhem desse jeito o Marcelo Lomba.


...ô meu "craque", não tá vendo que tá deixando um buraco no meio da barreira?

... o gremista nem chutou a bola e você já abriu mais ainda, Junior?

... e lá foi ele, caindo e se agarrando com os dois gremistas ...

... e o nosso camisa 10, junto com Donato, terminaram de abrir os buracos na barreira 

... a festa tava pronta para entortar o Lomba

... e não deu outra ...

... ai, meu pai !

.... já foi ...

... resta, agora, a revanche lá em Porto Alegre. E como futebol são 90 minutos dentro de campo, tudo é possível. Vamos aguardar e torcer por um Bahia motivado e inspirado. E, em caso de falta contrária, que jamais esqueçam desse fundamento: barreira tem que ser compacta e, de forma alguma, deve-se entrar no clima de provocação e desequilíbrio forçados pelo adversário.


Um grito de dor, ou um grito de ALEGRIA?


Por Carlos Lopes, colaborador
Em 12/05/2012




Alegria, alegria! Por que não? Por que não?!!!

Afinal, futebol existe para nos proporcionar alegria, muita, muita alegria! E por conta disso, então, cantemos: "pra que chorar, pra que se aborrecer". Fácil, na teoria, né? Porque, na prática, nesse domingo, seja em Pituaçu ou em qualquer canto da cidade de Salvador, a terra vai tremer. Mas, que sejam tremores de alegria, assim como aconteceu em 2010 no dia da ascensão do Esporte Clube Bahia, quando em 13 de novembro aplicou um convincente 3 a zero sobre a Portuguesa e carimbou a passagem para a série-A. Que as coincidências somem a favor, mais uma vez, como na última quinta-feira, o Bahia fez valer o seu mando de campo diante da mesma Portuguesa e passou para as quartas de final da Copa do Brasil. Nesse domingo, também dia 13 e exatamente um ano meio depois da ascensão para a série-A, tudo conspira para configurar mais uma irradiante alegria tricolor.

Quer um conselho, compatriota da Nação Tricolor? Deixe o coração mandar novamente, abandone as dúvidas e despeje confiança na nossa equipe. Confiança, que no dicionário aparece como "sentimento de segurança, de certeza, tranquilidade, sossego..." e que, por isso, fará a diferença na cabeça de cada atleta durante a partida. Do outro lado, o maior rival (regional). Mas, por que pensar no rival, se temos o foco na ALEGRIA DE SER BAHÊA? O argumento pode parecer bobagem, mas, observe: o detalhe, que faz a diferença entre uma grande jogada ou um passe mal feito, pode estar na arquibancada, vindo daquela crença e da energia que a massa transmite ao elenco.

Se parássemos a nossa reflexão por aí, já seria motivo bom para concentrar muita energia na ALEGRIA, com a certeza de que a confiança dos torcedores fará a diferença, como há um ano e meio, no dia 13 em que a Salvador amanheceu nas cores azul-vermelho-e-branco. Naquele dia, as cores e a corrente de alegria contagiaram até torcedores do maior rival, ao menos os mais sensatos, claro. Digo isso porque vi, e ouvi, depoimento de rubro-negros que admitiram que naquela manhã de sábado a torcida do Bahia, de fato, já dava um brilho especial na cidade, havia algo diferente de qualquer dia normal.

E o resultado naquele dia do acesso da série-A, todos já sabemos, foi uma noite reluzente no estridente Estádio Roberto Santos: o PituAço se fez maior que o Maracanã, ao menos em alegria. Enquanto escrevo, de repente, me vem à lembrança um filme de animação, visto por muitos, que tive a oportunidade de compartilhar a estréia junto com o meu filho tricolor, na época com 5 anos, "Monstros SA", uma maravilhosa fantasia onde os extra-terrestres (monstros inteligentes, criativos e competitivos) trabalham numa empresa que gera energia elétrica capturada a partir dos gritos das crianças que eles conseguem assustar. Os gritos aterrorizados das criancinhas abordadas no meio da noite garantem o sucesso da empresa.

Nessa nossa “viagem fantástica” que passa até pela criatividade do cinema, o choro terá que ficar do lado de lá, com os rubro-negros. É hora do domínio da alegria popular e contagiante dos tricolores, que dominará o estádio de Pituaçu. A energia vai ser multiplicada, não pelos gritos de terror, pelo contrário, serão gritos risonhos de torcedores de todas as idades, de 8 a 80 serão mega-quilowatts de potência nos domínios do esquadrão. Absolutamente campeão, com um passo a mais no resgate da sua história e da sua tradição.

Com muita PAZ e ALEGRIA: Feliz Campeão Tricolor Baiano 2012 !

sorria! você está com o BAianãoNAmão!

Publicado em 17/04/2012
Por: Carlos Lopes - COLABORADOR


A vantagem de jogar apenas por uma sequência de 4 empates dá mesmo para seguir com mais tranquilidade da semi até a final. Melhor ainda é perceber que o time tem no comando o Falcão, compromissado e responsável, com o mesmo perfil que tinha em campo quando atleta brasileiro e internacional. Com isso, a certeza: a vantagem dos empates não mudará a postura aguerrida dos atletas.

Entre superstições e precedentes, que toquem fogo no vestiário, queimem as roupas velhas, os mais velhos vícios e  todos os maus hábitos que enterram qualquer  "instituição pública". 

Instituição pública? Sim, claro, sem dúvida! O que seria o BaHêa sem o grande público, com forte concentração em Salvador e com torcedores espalhados por todo o estado e, cada vez mais, com força nas formações de embaixadas que unem os torcedores de todo o Brasil e em muitos outros países. A tendência de expandir essa confiança e interesse popular é ainda mais natural para os clubes que se organizam profissionalmente. Podemos estar longe do ideal e não é nosso interesse enaltecer esse ou aquele responsável por mudanças. Ao contrário, ao torcedor, que não vive do futebol mas que dedica muito da sua emoção em horas e horas a cada semana, cabe, COBRAR. 

Cobrar e ser chato. Saber formar opinião com a consciência de quem ama o seu clube, mas pensa e, ao fazer isso, separa o joio do trigo.

Foco é a palavra de ordem na reta final do Campeonato Baiano. Para todos nós, torcedores, mais uma vez, vale agir com consciência nas arquibancadas. Falcão vem destacando que o ambiente está adequado, com gestão profissional. Vamos acreditar e somar. Entre intolerâncias nas redes sociais, alguns mais lúcidos seguem dando dicas e pistas, coisa boa, muito melhor do que a queimação ruidosa das vaias, que quase mandou embora talentosos como Souza e que poderia não ter permitido o crescimento do Ávine naquele tempo de estilo estabanado. No meio do ruído que ainda vivemos, alguns jogadores ainda viram a bola da vez, com vaias e pressão da torcida, apesar de terem a confiança do Falcão e até demonstrarem potencial para "virar o jogo". E por falar no Ávine, que pena, depois de tanto esperarmos, será campeão baiano fora das 4 linhas.

Depois de tudo isso, com #BAianãoNAmão e quarta-feira com cheiro de goleada em cima do Remo pela Copa do Brasil, também o Brasileirão com portas abertas para a Libertadores, tudo engatilhado para se libertar de vez, "para a nossa alegria", dos 10 anos de tristezas acumuladas até aquele 13 de novembro de 2010, dia de extravasão na cidade, em que vimos até torcedores do Vitória admitirem que Salvador, naquela manhã, um ano e 3 meses atrás, amanheceu com especial alegria.


Agora é com fé e BAinãoNAmão!

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Futebol: paixão, rivalidade, ou, simplesmente, emoção?


Por Carlos Lopes
Colaborador, Em 25/03/2012

Diante dessa guerra entre torcedores em São Paulo, perguntamos: e nós, tricolores baianos e também rubro-negros, para onde caminhamos? Onde será que vai dar a onda coletiva de "brincadeiras" que nos fazem ver o outro sempre como desqualificado? Se é apenas brincadeira, e for entendido assim, nada mal. Infelizmente, não é tão simples quanto parece. Imaginemos as crianças de hoje vendo seus pais, tios, os mais velhos, amigos e vizinhos que se referem com intolerância aos outros que torcem para o clube rival. Lá na frente, se os jovens se transformarem em "bando de loucos", alguém será responsável?

No meio disso, outros agravantes: os menos esclarecidos, ao menos em potencial, a exemplo daqueles que tiveram menores oportunidades de acesso a educação formal, encontram-se no estádio com técnicos, mestres ou especialistas de diversas profissões, cidadãos que, no contexto econômico brasileiro pertencem a uma classe média relativamente alta. Esses, gritam palavras de ordem para colocar os torcedores rivais no seu devido lugar, supostamente o lugar dos burros, ignorantes, mal sucedidos, sem usar aqui os reais adjetivos que "nós torcedores" nos identificamos de corpo e alma.

Nada de mais, não é mesmo? Como diria um dos artistas mais populares em uma de suas músicas românticas: tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, crescendo.

Antes fosse mera brincadeira, peninha, mas não é, porque na prática a taboa empena e a ponte desmorona. Alguém duvida que, hoje, nas redes sociais, virtuais ou ombro-a-ombro, olhos nos olhos, já não estamos selecionando os nossos amigos em função do clube que eles colocam no coração? Por aqui, entre poucos amigos e colaboradores, felizmente observamos muitos tricolores com bons amigos que são torcedores do Vitória. E se, entre aqueles que vivem do futebol, amenizar é preciso, imagine entre os torcedores, que teoricamente apreciam seus clubes apenas para serem mais felizes! Haveria outro motivo? A resposta pode ser polêmica, não é mesmo? Polêmica, com certeza, já que é possível observar muitos torcedores atirados num discurso fervoroso, que passa pela exaltação ao clube e, até mesmo, pela exaltação aos cartolas que por algum momento produzem melhorias dentro do clube, sejam eles políticos, empresários ou carreirista de ocasião, com seus projetos e metas pessoais. 

Mas o foco nesse texto é o torcedor e a sua postura pacífica na vida. Ser pacífico, na vida, caro torcedor, é cuidar também do destino do bom futebol. Hoje o problema se mostra maior em São Paulo, onde a rivalidade que deveria estar somente entre atletas no show do futebol, leva a arena para além da arquibancada. E o nosso caminho, na Bahia, será diferente? Ou o drama é apenas proporcional ao tamanho da nossa capital? Mais detalhes podem ser observados e deve ser fácil concluir: em São Paulo, há algumas décadas, com ou sem redes sociais virtuais, os pais dos torcedores guerreiros de hoje, provavelmente atuavam como nós atuamos hoje na Bahia: rivalizando, selecionando, ridicularizando, sempre, o outro. Vale ter cuidado e pensar para onde queremos levar a paixão pelo nosso clube.