Triste fim, Bahia não quer crescer junto com Ávine

Pelos colaboradores Carlos e Arthur Fontes,
21/12/2011



Como circula na rede, estrutura do Atlético-MG e salários em dia atraem Ávine. No mínimo soa estranho anunciar esses motivos, justamente os pontos em que o Bahia se destacou em 2011 foram na melhoria da estrutura e o fato de pagar em dia. É estranho, também, como está escrito na reportagem do Esporte-IG, dia 15, onde se lê, sobre o Atlético - "...sem contar que paga bons salários e paga em dia. Isso faz diferença" -, como se estivesse comparando com supostos problemas que Ávine teria no Bahia.


E a reportagem, se não tendenciosa, no mínimo tem interesse de marketing, e continua: “Enquanto estava jogando pelo Bahia, Ávine fazia um grande Brasileirão e chegou até ser comentado para a seleção brasileira. É um sonho dele e no Atlético-MG isso fica bem mais próximo”, disse o empresário. E o jogo de cartolagem, com aval do Bahia, parece evidente, fica claro no comentário que segue na reportagem, sobre declaração do próprio empresário responsável pela negociação, que considera que o desembolso, pelo Atlético-MG, de R$ 3,6 milhões por 50% dos direitos federativos do jogador, não é pequeno. O valor exato não foi revelado pelo agente do atleta, que apenas limitou-se a dizer que "o valor não é barato".


Para nós do AoTriBahia, que assumimos uma cobrança acima do que é obrigação nessa fase de reestruturação do clube, 2012 é o ano para consolidar o recomeço e se afastar do caminho trôpego que trilhou em 2011, onde o risco de rebaixamento ficou novamente evidente no primeiro e no segundo turno. Entre os clubes que passearam ao lado do Bahia ao longo da série B, todos viram, estavam Corinthians e Vasco, que provaram que o fundo do poço pode trazer aprendizados, mas para isso é preciso que a postura da direção seja forte e tenha o objetivo de projetar o Bahia, de fato, entre os maiores. 


Os discursos em torno da venda de Ávine, aliado a falta de ação para a sua valorização como um projeto tricolor, demonstram isso. A gestão do Bahia coloca o clube numa condição menor quando negocia com outros clubes como se eles fossem de fato maiores, sujeitando-se ao jogo de interesses que impõe a supremacia dos clubes do Sudeste e do Sul. Quer ir para a seleção brasileira, Ávine? Então mude de clube. Essa é a mensagem que está mais do que explícita.


O triste fim parece chegar. Ávine vai murchando no Bahia, sem título, sem a valorização merecida, sem uma gestão que cuide do seu crescimento de forma mais ampliada. Ávine, justamente um lateral, dessa vez um lateral esquerdo, que teria potencial para projetar mais um grande lançamento para o mercado do futebol globalizado, onde Daniel Alves virou uma das estrelas maiores e o Bahia ficou apenas com a fama por ter lançado o jogador. Quem ganhou dinheiro, de verdade, foram outros. A história de Ávine segue parecida. Os resultados poderiam ser bem diferentes, mas, ao que parece, daqui a um ano nos daremos conta do tamanho do escorregão que o Bahia está dando.


Leia aqui a reportagem do esporte-IG e tire as suas conclusões.

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