A possibilidade de saída de Ávine pode ser polêmica, gerar controvérsias
sutis ou até discussões ferrenhas. Vale, no entanto, respeitar as visões de
todos, inclusive daqueles que possivelmente observem
apenas um lado da situação, com avaliações de cunho mercadológico e
momentâneas. Devemos ficar atentos, também os jornalistas, e todos os
que estão na posição de formadores de opinião. Uma coisa também é certa,
está em jogo um mundo de interesses financeiros que atropelam os clubes
e que, em muitos casos, também os próprios atletas.
O que desejamos é que o Bahia ofereça a Ávine, mais do que a sua "carta
de euforria", o seu acesso ao "trono". Aqui estão dois símbolos: a
"carta de euforria", numa alusão ao Bahia ser um lugar para sofrer, não
para crescer. Já o "trono" seria a condição de volorização dentro do clube e a
consiciência de que o Bahia dá, sim, visibilidade a qualquer craque,
para brilhar aqui, ou mesmo na Seleção Brasileira, no Barcelona ou em
qualquer outro clube que venha a oferecer, em momento oportuno e de
maior destaque em um campeonato, pelo verdadeiro valor que o atleta tem. Ao
Bahia e suas "lideranças", caberia, sim, lutar pela diminuição das
diferenças regionais que terminam por fragilizar o próprio futebol
brasileiro.
Na prática Ávine já poderia ter ido bem mais longe mesmo permanecendo no
Bahia. O ano de 2011 teria sido a boa chance, não fossem as contusões e a consequente pouca
visibilidade. Com sequência de jogos ele teria brilhado e sua
valorização no mercado poderia mudar radicalmente a vida dele e o
resultado financeiro para o clube. Liberar Ávine num momento de baixa é
um tiro no pé. Interesses empresariais certamente estão pesando, pois os
intermediários ganham com a venda de hoje, de amanhã, e de tantas mais
que acontecerem ao longo da sua carreira. Já, para nós, apenas um tchau, sem
títulos, sem brilho, sem valore$.
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