Muito mais do que vender, valorizar

Por Carlos Lopes - colaborador
Em 23/12/2011


Felizmente passei daquela fase em que me zangava com opiniões que batiam sempre no mesmo ponto, nunca se convencendo do contrário. Situação assim está no dia-a-dia, na nossa rotina em geral e, na Imprensa, quando colunistas refletem, mudam as palavras, trazem novos pensamentos, mas as conclusões são mantidas. E alguns podem até dizer que nós é que somos insistentes no tema #FicaÁvine, mas, temos certeza, a postura por aqui é muito mais de reflexão do que emoção ou necessidade de convencer o outro sobre o nosso ponto de vista.

Nos tranquiliza saber que há uma corrente crítica de bons jornalistas que colocam em evidência essa polêmica que os torcedores, ao que nos parece, estão preferindo assistir de camarote, sem muita manifestação. Críticas à parte, gostaríamos de ver a torcida um pouco mais inflamada com possível saída de Ávine, nosso heroico guerreiro que veio da base, viu o Bahia descer até onde parecia que não teria nem mesmo uma corda para segurar. E a água parecia nos cobrir no fundo do poço. E quem estava lá para dar sangue na briga para sair da série-c? A resposta, todos sabem, o garoto Ávine, num clube quase sem chão, sem bola, sem chuteiras.

E como se não bastasse essa falta de estrutura, que abalou dirigentes, comissão técnica e jogadores na ocasião mais crítica, Ávine ainda teve de conviver com a intolerância dos torcedores, que não encontravam paciência para suportar erros em campo. Ele não media esforços nas disputas, jamais se escondia, lutou e se expôs a ponto de parecer estabanado e irresponsável e, diante da grande dedicação para resolver e tirar leite das pedras no meio da crise, já demostrava potencial para ser ídolo, mas muitos o viam como vilão. Nós presenciamos tudo isso na série-c, em 2 anos de agonia que se findou num domingo certamente dos mais tensos e eufóricos da história dos torcedores do Bahia, com apreensão e desfecho recheado com mais um gol miraculoso no apagar das luzes, ainda somado a um zero a zero na partida que acontecia no norte do país, já que o Bahia não dependia apenas de si mesmo para passar para a fase final daquele campeonato. O Bahia passou, e subiu.


Ávine viveu tudo isso, dentro de campo, como ator e personagem de uma saga que parecia não ter fim. Passado esse drama, por mais 2 anos ainda lutou para erguer o Bahia na série-B. Da ascensão, com retorno à elite do futebol brasileiro em 2010, nem precisamos falar, pois as lembranças recentes não deixam dúvida do destaque e da importância de Ávine no elenco. Por tudo isso, compatriotas tricolores, podemos exigir apenas que todos se unam em torno da causa maior: valorizar Ávine, no Bahia, é questão de honra e respeito a ele.


Do outro lado, observamos, se anuncia uma suposta elevação do jogador a um clube que lhe ofereceria maior estrutura e visibilidade para crescer, ir à Seleção Brasileira, entre outras conquistas. Ledo engano, lamentamos informar. Qual é mesmo a grande diferença de padrão e de resultados quando se compara Bahia e Atlético? Aliado a isso, quem navegar um pouquinho no twitter vai notar referências a deficiências do Atlético-MG, que até o momento não bateu o martelo sobre a contratação do #Ávine simplesmente porque não achou patrocinador. Situação parecida, meus amigos, poderia estar acontecendo com o Bahia, buscando patrocínio e apoio para jogadores supostamente à altura do Ávine. Busca incerta, evidentemente. Ávine, meus caros, ao contrário, é certeza. Valorizá-lo, meus prezados, é nossa obrigação.


Sem envolvimento com as questões políticas, já que não somos ligados a nenhum grupo e conhecemos os atores apenas pela mídia, desafiamos os torcedores que comemoraram e vibraram, que rasgaram elogios na rede ao @marceloguima, a exemplo da chuva de emoção após o jogo contra o São Paulo em Pituaçu: não acham que é hora de replicarem as boas reflexões que circulam na rede relacionadas a #ValorizarÁvine? Que reflitam todos sobre o tema e sobre as boas publicações que estão circulando na rede, inclusive aquelas dos meios oficiais (Imprensa constituída). Os dirigentes vão ter mais chance de ler e, certamente, vão poder refletir sobre o que de fato é melhor para o Bahia e para Ávine em 2012, com futuros brilhantes para ambos, após merecidas conquistas e gloriosos resultados que estão por vir. O que vai acontecer depois será, certamente, muito maior do que o que se promete nesse momento.



 

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