Eu não sou cachorro não!

Publicado em 02/02/2012
Waldick Soriano 

Eu não sou cachorro não, dizia Waldick Soriano, compositor e cantor romântico de renome e destaque nacional. A música comunicava com recado simples e direto para a mulher amada, que jamais deve tratar o seu companheiro como cachorro. Alguns, supostamente de certas elites culturais, zombavam do artista, que, de brega a chique, quisessem ou não, marcava presença na vida dos brasileiros.


O Waldick passou, mas, e a sua música dele, tem algo a dizer a nós?


Pompas, destaques, ... compromisso?


Tem sim, para nós, torcedores tricolores, que em 2011 vimos o Bahia ser tratado como peixe miúdo e, meses depois, depositamos nossas esperanças no Joel Santana, seria natural esperar que a sua postura fosse de maior compromisso e continuidade no trabalho. O Joel do anzol, "esperando peixe graúdo, sardinha não", deve estar sorrindo ao imaginar que fisgou um peixe graúdo chamado Flamengo. Mas, ao mesmo tempo, pode ter sido ele o fisgado: pela força da grana que ergue e destrói coisas belas. Se a grana vai ser mesmo maior, no entanto, vai depender do seu sucesso no clube que é cercado pela maior estrutura de mídia no país.


Acostumados, que somos, em ver esse movimento de passagem de "ilustres" técnicos com "maiores saberes" pelo "nosso" Fazendão, mesmo assim, ainda nos surpreendemos. E, mesmo que ouçamos a diretoria, pela voz do seu presidente, se alegrar por momentos tidos como dos mais gloriosos ao devolver a série-A após mais de 7 anos e destacar, na visão dele, como maior referência nessa conquista, a passagem de Renato Gaúcho, justamente o técnico que tinha como prática, após cada jogo, despachar a culpa nos seus soldados, que, segundo o próprio RG, nunca colocavam em prática, dentro do campo, as suas "preciosas" instruções.
Márcio Araújo, a missão...


No início do Brasileirão de 2010 Renato Gaúcho se foi, para a nossa felicidade. No rastro da sua saída veio a tentativa de afastar o jogador Jael, ídolo da época, dos seus torcedores. A missão real de subir a ladeira ficou nas mãos do Márcio Araújo, que vestiu a camisa tricolor sem jamais desonrá-la. Mas, voltando às surpresas anunciadas, o Joel, que ao chegar teve que rodopiar nas palavras para tentar justificar o Bahia que não é sardinha, foi embora por vontade própria, sem conquistar título e sem arriscar perdê-lo. Saiu pela via do descompromisso e em busca de maior visibilidade na mídia. Para completar, Joel Santana também pode deixar rastros e prejudicar a estrutura do Bahia: Paulo Angione pode ir para o Flamengo. 






Alguns comentarão que tudo isso faz parte do mundo do futebol e poderemos nos esforçar para compreender. E, mesmo que muitos argumentos não levem ao convencimento, "rei morto, rei posto". Resta-nos esperar que a diretoria mantenha a casa arrumada e, principalmente, os atletas focados no trabalho. Que venha o próximo e, por enquanto, que o interino Eduardo Souza faça o espetáculo acontecer. Espetáculo simples e belo que é o futebol, porém, eles esquecem disso na medida em que intere$$e$ maiore$ prevalecem.  

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