Os estranhos comportamentos regionalistas, protecionistas e cartolistas

Após fantástico chapéu no primeiro zagueiro, uma SOLADA do Bolívar
 
Ainda que esse artigo comece aparentemente se distanciando do que apresentamos no título, prosseguimos dizendo que a Nação Tricolor se comoveu com o drama do jogador Dodô. Os torcedores viveram o drama do Dodô como sendo um drama do próprio Bahia. Diante do silêncio da grande mídia nacional nas primeiras horas do dia seguinte ao jogo, somente as redes sociais fizeram ecoar o fato e dar a ele a notoriedade merecida. Com duas situações graves inseridas em uma única jogada - onde a imprudência do Bolívar foi premiada pela grosseira interpretação do árbitro Paulo César de Oliveira - a constatação de muitos torcedores foi clara e, imediatamente, multiplicada por jornalistas baianos do meio esportivo: se o Neymar sofresse agressão semelhante o Brasil teria naquela quinta-feira seguinte ao jogo um colapso nas redes sociais. Exageros à parte, é evidente que se fosse com o Neymar, a Imprensa, não somente a esportiva, teria o assunto de maior destaque para o ano de 2011 envolvendo uma celebridade.

"A regra é clara", diria o Arnaldo César Coelho, depois de elogiar a expulsão do Bolívar. "Violência tem que ser coibida de imediato", concluindo a interpretação do lance que, não temos dúvida, teria o pênalti devidamente marcado pelo senhor Paulo César de Oliveira, além de erguer a cartela vermelha na altura do nariz do Bolívar, com autoridade suficiente para caracterizar o respeito que deveria ter ao maior jogador brasileiro na atualidade. E, com esse gesto, não restaria dúvida de que o árbitro estaria se projetando por punir o agressor ao jogador que faz parte da maior estirpe desse momento no futebol mundial. E nós, o que temos com isso "senhor juiz"? Se o seu negócio é apitar conforme o status do jogador, então você não está preparado para o Campeonato Brasileiro.

E por falar em Neymar, que tem admiradores entre todas as torcidas brasileiras, será uma pena não ter Santos X Bahia com a presença do jovem Dodô, que no primeiro encontro em Pituaçu, no primeiro turno do campeonato, começou a mostrar o seu talento e garantir os aplausos e admiração dos torcedores do Bahia. 

Dodô saiu derrotado pela violência e precisará de muito mais do que 6 meses para recuperar a boa forma e chegar ao nível em que estava atualmente. Nos 3 últimos jogos, após essas duas tragédias, numa combinação de violência e de omissão do árbitro, o tricolor baiano sai seriamente prejudicado: sem o pênalti que não foi marcado, elém de perde o jogador que vinha amadurecendo como defensor e apoiador decisivo nos confrontos e encara, ainda, o desequilíbrio tático decorrente dos improvisos no elenco, já tão sofrido com as contusões e desfalques. Muitos desfalques, inclusive, por execesso de rigor nos cartões aplicados a jogadores tricolores (que o diga Souza, que estava ausente justamente no jogo contra o Inter, por expulsão equivocada no jogo anterior).

Ê Bahia, que 2011 sofrido! Fica difícil não ser torcedor reclamão, diante dos estranhos comportamentos regionalistas, protecionistas e cartolistas.

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