3 milhões de euros, isso é muito?

Ávine por 3 milhões de euros é um bom negócio para o Bahia? Se é, então, o que dizer de investimentos feitos em alguns jogadores com idade mais avançada? Afinal, existe contrato de jogador, para a temporada 2011, com custo equivalente ou muito maior do que a receita que entraria nos cofres com a venda de Ávine. 


Difícil compreender o entusiasmo da direção do Bahia, e também de profissionais da Imprensa Esportiva, quando se fala que a negociação prevista é "coisa normal no futebol". Distâncias à parte, entre fatos diferentes,   inclusive nas proporções: por que se valorizou tanto o esforço do Santos em manter Neymar, cujo valor no mercado internacional daria ao Santos a possibilidade de uma mega negociação, que garantiria receita para manter o clube por uma temporada inteira?


Respostas difíceis, ou "convicções equivocadas", seja qual for a conclusão, fica no ar a tradicional contradição ou o interesse que vai de encontro para bater de frente com a lógica. O Bahia venderia Ávine por 3 milhões e teria direito a 50% da negociação, depois, continuaria a investir mais ou menos 3 milhões por cada uma das velhas estrelas disponíveis no mercado nacional.


Diante de uma aritmética que nos parece desvantajosa, resta imaginar que seja o Ávine que tem interesse em deixar o Bahia para viver outras experiências na sua carreira. Ainda assim, questionamos, não seria o momento de valorizar o jogador como "elite" do elenco tricolor? E, para encerrar essa etapa do nosso entendimento, uma pena que o Bahia não prepara os jogadores da base para se tornarem maduros e crescerem aqui mesmo. Já que o Santos pode fazer isso, cercando o Neymar com contratos especiais e todo o tipo de assessoria técnica, educacional, marketing e emocional, entre outros, por que o primeiro campeão brasileiro não pode?

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