Carlitos Lopes
Colaborador no ano do renascimento da campanha AoTriBahia
1959-1988-2017
Quando a crônica antecede mais um BaVi - FINAL 2017, Domingo, dia 7 de maio, no Barradão.
BaVi no Barradão é estímulo para tricolores. Por que? A resposta está na história dos 85 anos do Bahia, contra os 120 (quase) do Vitória. A retrospectiva de um clube 30 anos mais jovem e com grande folga de títulos baianos já é um sinal da grandiosidade do Esporte Clube Bahia. E nós, tricolores, devemos relaxar e não precisamos entrar em provocação. Futebol é para viver, curtir, divertir. Esse é o espírito. Que os guerreiros tricolores superem mais uma vez os rivais, que se sentem únicos guerreiros (do Vitória).
Na prática, como se diz, no frigir dos ovos, o Bahia está num momento confiante e pode aumentar a vantagem, com mais um título baiano. A nosso favor, ainda, os últimos jogos mostram o que os emotivos torcedores do Vitória parecem não querer perceber: um futebol mais lento, menos criativo, inferior ao atual futebol apresentado pelo Bahia. Tudo isso é coisa normal, já que as análises que deveriam ser racionais são lançadas ao terreno da emoção. Paciência, relevemos. O que dizer, então, diante das provocações? Simples, diga apenas: bola pra frente, torcedores de todas as tribos e de toda a paz que reina nas arquibancadas baianas.
Pois é, que pena, para garantir a paz, hoje temos torcida única no clássico. Mas é justamente a mistura que nos faz evoluir, para um mundo sem muros e onde a paz seja realmente possível. Mas, já que é assim, cada torcedor no espaço de mando do seu clube, que os tricolores possam sorrir na frente da telinha da TV por toda essa Bahia repleta de torcedores. Uma sugestão? Curta o jogo, sem raiva, sem mágoa, sem ódio. E mesmo que um ou outro torcedor rubro-negro, com todo respeito que temos inclusive por certos rivais da Imprensa, venha insinuar que vai saborear um suposto prato de filé de sardinha, com as repetidas brincadeiras rubro-negras para tentar transformar um gigante em um peixinho, é bom lembrá-lo: cuidado, pois quem mastiga, não necessariamente, engole; e, ao mastigar o que chama de peixinho, retire as espinhas, sem esquecer, também, que as duas estrelas estão cheias de pontas.
Ao Tri Bahia
Um novo título nacional: vale uma terceira estrela. A democracia, no Bahia, não tem preço.
Felipão e o Teatro dos Desesperados
Por C.Lopes
Em 01/07/2014
A seleção do Felipão não nos representa. Parodiar o momento atual do futebol brasileiro com o momento histórico das nanifestações do ano passado pode nos fazer refletir sobre: o quanto estávamos equivocados com aqueles à frente da nossa equipe na Copa das Confederações, e agora na Copa-2014, que teria tudo para deixar um legado de orgulho para a Nação.
Ao contrário, a CBF parece pouco incomodada com aqueles que assumem cargos para manchar a sua história. Crises do passado e falta de ética, à parte, não podemos negar a importância do esporte, que além da emoção e da auto-estima de um povo, deixa outros legados. Se assim não fosse, outras grandes nações jamais fariam tanto investimento na preparação de atletas olímpicos de diversas modalidades e em toda a infraestrutura do mundo do futebol.
Mesmo assim, o "salto alto" e a vaidade de alguns privilegiados que ganham fortunas para dirigir a seleção verde-e-amarela reaparecem como martelos que tentam forjar em nossos pés as ferraduras. Assim somos tratadas a cada 4 anos, como burros que devem admitir uma Imprensa com cabresto e proibida de ver o obvio em sua volta. Mas o abismo segue pelos lados, e o talento e organização dão lugar a uma corrida desesperada contra o medo.
Felipão está envergonhado. Somente se ele fosse um bobo, não estaria. O semblante do técnico da heróica Argélia, ao final do jogo contra a Alemanha, foi visto também pelo técnico brasileiro. Se o Brasil nem chegar à final, Scollari não deveria enfiar a cabeça no buraco (como faz o avestruz), porém, diante do semblante de Vahid Halilhodžić, técnico da Argkélia, Felipão deveria se curvar e pedir desculpas ao povo brasileiro e a todos os amantes do futebol sério, criativo, tático e organizado que nos levaram aos primeiros títulos em Copa do Mundo. Convocação é coisa séria. E é o primeiro passo para formar e organizar um grupo unido e alinhado. A CBF vê hoje o Neymar estreando na Copa com 22 anos, e sabe que ele teria sido um excelente estagiário no elenco do também arrogante Dunga, há 4 anos. O reserva Pelé, com seus 17 anos de idade, fez história em jogos decisivos em 1958. E ele mesmo se "desconvocou" para aquela que seria a sua quinta Copa, a de 1974. Daniel Alves não teve a mesma sensibilidade e mancha a sua história, assim como em 2006 os medalhões Cafu e Roberto Carlos supunham dar conta de acompanhar jovens e velozes atacantes adversários. Quem observa o padrão de jogadas de Fred, como "matador" no Fluminense, sabe que ele sempre esteve longe do padrão "Seleção Brasileira". Pivotear jogadas para travar a defesa adversária é muito pouco para o tal "padrão fifa", portanto, não dava para esperar coisa melhor do Fred. O estabanado Jô, com o seu raciocínio e insegurança típicos de quem "morre" sem passar do treinamento, talvez tenha sido convencido de que poderia ser um Jairzinho como o da Copa de 70; mas quando entra em campo parece ter calçado as chuteiras com os pés trocados.
Num parágrafo dedicado ao Neymar, resta dizer: lamentamos, merecias um elenco melhor, garoto.
Ao contrário do que se espera, o avanço aos trancos-e-barrancos da seleção brasileira não eliminaram os bordões #Filipescos. E se o seu estilo mudou do padrão "vamos vencer" para "se vencermos" a Colômbia, é sinal de nem a sua própria genitora (respeitosamente referenciada) acrediaria mais no seu trabalho. É o momento de sentarmos e esperarmos o próximo resultado, seguido da resenha de "Felipão e o seu teatro dos desesperados".
Em 01/07/2014
A seleção do Felipão não nos representa. Parodiar o momento atual do futebol brasileiro com o momento histórico das nanifestações do ano passado pode nos fazer refletir sobre: o quanto estávamos equivocados com aqueles à frente da nossa equipe na Copa das Confederações, e agora na Copa-2014, que teria tudo para deixar um legado de orgulho para a Nação.
Ao contrário, a CBF parece pouco incomodada com aqueles que assumem cargos para manchar a sua história. Crises do passado e falta de ética, à parte, não podemos negar a importância do esporte, que além da emoção e da auto-estima de um povo, deixa outros legados. Se assim não fosse, outras grandes nações jamais fariam tanto investimento na preparação de atletas olímpicos de diversas modalidades e em toda a infraestrutura do mundo do futebol.
Mesmo assim, o "salto alto" e a vaidade de alguns privilegiados que ganham fortunas para dirigir a seleção verde-e-amarela reaparecem como martelos que tentam forjar em nossos pés as ferraduras. Assim somos tratadas a cada 4 anos, como burros que devem admitir uma Imprensa com cabresto e proibida de ver o obvio em sua volta. Mas o abismo segue pelos lados, e o talento e organização dão lugar a uma corrida desesperada contra o medo.
Felipão está envergonhado. Somente se ele fosse um bobo, não estaria. O semblante do técnico da heróica Argélia, ao final do jogo contra a Alemanha, foi visto também pelo técnico brasileiro. Se o Brasil nem chegar à final, Scollari não deveria enfiar a cabeça no buraco (como faz o avestruz), porém, diante do semblante de Vahid Halilhodžić, técnico da Argkélia, Felipão deveria se curvar e pedir desculpas ao povo brasileiro e a todos os amantes do futebol sério, criativo, tático e organizado que nos levaram aos primeiros títulos em Copa do Mundo. Convocação é coisa séria. E é o primeiro passo para formar e organizar um grupo unido e alinhado. A CBF vê hoje o Neymar estreando na Copa com 22 anos, e sabe que ele teria sido um excelente estagiário no elenco do também arrogante Dunga, há 4 anos. O reserva Pelé, com seus 17 anos de idade, fez história em jogos decisivos em 1958. E ele mesmo se "desconvocou" para aquela que seria a sua quinta Copa, a de 1974. Daniel Alves não teve a mesma sensibilidade e mancha a sua história, assim como em 2006 os medalhões Cafu e Roberto Carlos supunham dar conta de acompanhar jovens e velozes atacantes adversários. Quem observa o padrão de jogadas de Fred, como "matador" no Fluminense, sabe que ele sempre esteve longe do padrão "Seleção Brasileira". Pivotear jogadas para travar a defesa adversária é muito pouco para o tal "padrão fifa", portanto, não dava para esperar coisa melhor do Fred. O estabanado Jô, com o seu raciocínio e insegurança típicos de quem "morre" sem passar do treinamento, talvez tenha sido convencido de que poderia ser um Jairzinho como o da Copa de 70; mas quando entra em campo parece ter calçado as chuteiras com os pés trocados.
Num parágrafo dedicado ao Neymar, resta dizer: lamentamos, merecias um elenco melhor, garoto.
Ao contrário do que se espera, o avanço aos trancos-e-barrancos da seleção brasileira não eliminaram os bordões #Filipescos. E se o seu estilo mudou do padrão "vamos vencer" para "se vencermos" a Colômbia, é sinal de nem a sua própria genitora (respeitosamente referenciada) acrediaria mais no seu trabalho. É o momento de sentarmos e esperarmos o próximo resultado, seguido da resenha de "Felipão e o seu teatro dos desesperados".
Pituaçu, 5/3/2014 - Galícia 1X2 Bahia - show de Talisca
Pituaçu, 5/3/2014 - Galícia 1X2 Bahia
Façam uma bela viagem, do chute preciso de Ronaldinho Gaúcho... Até a impressionante curva na batida perfeita de Anderson Talisca:
Façam uma bela viagem, do chute preciso de Ronaldinho Gaúcho... Até a impressionante curva na batida perfeita de Anderson Talisca:
A síndrome MÁXIma do erro tático
Maxi, jogador talentoso, passa por momentos difíceis no começo da temporada 2014 do esquadrão. Após a chegada triunfal no início do ano, ao lado do irmão Emanuel Biancucchi, quando a torcida comemorou e registrou uma incrível adesão de novos sócios patrimoniais, passamos a viver a síndrome do craque fora da sua posição e longe do seu estilo de jogo.
A situação não é nova e parece se repetir não somente em grandes clubes, como também em seleções, haja visto nas situações vividas por Ronaldinho Gaúcho nos tempos do Parreira, técnico teórico, mais um daqueles que aprenderam o futebol do lado de fora das 4 linhas. Assim é o Bahia de hoje: alinha-se com o Parreira, pois tem um técnico que nunca foi jogador e que parece não saber que um dos fundamentos do futebol é procurar explorar os talentos dos jogadores nas suas melhores posições, o que permite o seu melhor desempenho.
Agrava-se ainda mais, no caso do técnico do Bahia: além de teórico, não é maduro o suficiente para praticar uma liderança que se impõe acima da própria capacidade de expressão, aquela liderança fundamentada nos cabelos brancos, ou nas marcas de expressão que a própria idade oferece às figuras que podem de fato serem mestres, significarem aquela pessoa que passará a confiança para cada jogador. Futebol é técnica e liderança dentro e fora de campo, mas não há como desprezar a importância dos jogadores se sentirem apoiados por alguém que representa algo que está acima de toda a imaturidade: a figura do Pai.
Marquinhos Santos e Parreira parecem ter algo em comum e, ao mesmo tempo, também algo bem distante. Os dois teóricos se distanciam na maturidade (expressa por uma diferença de idade superior a 30 anos), mas, parecem insistir (no caso do Parreira, sempre insistiu) na crença de que alguma solução cartesiana nascerá do tabuleiro onde teorizam os seus respectivos esquemas táticos. Ambos demonstram esquecer, no entanto, que mesmo sem privilegiar esse ou aquele jogador, e fazer com que o time jogue em função do talento de apenas um, é necessário valorizar cada um na sua condição maior de criação, onde possa expressar o seu talento.
Nas suas devidas proporções, o que Parreira fez com Ronaldinho Gaúcho na seleção, no ano de 2006, onde o Brasil era unânime na confiança no seu talento, desaguou numa das maiores frustrações diante de um esquema tático que anulou o jogador.
Resta aos torcedores, muitos eufóricos, outros estabanados e atirando contra tudo e contra todos, observarem os comentaristas sérios, isentos e mais preparados, inclusive os bons comentaristas informais das redes sociais, além de continuarem pressionando para que a organização nos tempos de democracia, consolidem os meios para que os objetivos finais sejam alcançados. Voltar a ter grandes títulos é algo natural para um clube que já tem marcas gloriosas na sua história. Análises críticas, como essa, mesmo que apontem os aspectos negativos do técnico MS, não significam necessariamente desqualificá-lo totalmente, senão apenas cobrar os devidos alinhamentos com a verdadeira missão da diretoria democrática. A esperança, por aqui, está mais para ver certas mudanças acompanhadas nas arquibancadas do verdadeiro grito de que "ninguém nos vence em vibração". Afinal, o futebol está aí para nos trazer alegrias.
A situação não é nova e parece se repetir não somente em grandes clubes, como também em seleções, haja visto nas situações vividas por Ronaldinho Gaúcho nos tempos do Parreira, técnico teórico, mais um daqueles que aprenderam o futebol do lado de fora das 4 linhas. Assim é o Bahia de hoje: alinha-se com o Parreira, pois tem um técnico que nunca foi jogador e que parece não saber que um dos fundamentos do futebol é procurar explorar os talentos dos jogadores nas suas melhores posições, o que permite o seu melhor desempenho.
Agrava-se ainda mais, no caso do técnico do Bahia: além de teórico, não é maduro o suficiente para praticar uma liderança que se impõe acima da própria capacidade de expressão, aquela liderança fundamentada nos cabelos brancos, ou nas marcas de expressão que a própria idade oferece às figuras que podem de fato serem mestres, significarem aquela pessoa que passará a confiança para cada jogador. Futebol é técnica e liderança dentro e fora de campo, mas não há como desprezar a importância dos jogadores se sentirem apoiados por alguém que representa algo que está acima de toda a imaturidade: a figura do Pai.
Marquinhos Santos e Parreira parecem ter algo em comum e, ao mesmo tempo, também algo bem distante. Os dois teóricos se distanciam na maturidade (expressa por uma diferença de idade superior a 30 anos), mas, parecem insistir (no caso do Parreira, sempre insistiu) na crença de que alguma solução cartesiana nascerá do tabuleiro onde teorizam os seus respectivos esquemas táticos. Ambos demonstram esquecer, no entanto, que mesmo sem privilegiar esse ou aquele jogador, e fazer com que o time jogue em função do talento de apenas um, é necessário valorizar cada um na sua condição maior de criação, onde possa expressar o seu talento.
Nas suas devidas proporções, o que Parreira fez com Ronaldinho Gaúcho na seleção, no ano de 2006, onde o Brasil era unânime na confiança no seu talento, desaguou numa das maiores frustrações diante de um esquema tático que anulou o jogador.
Resta aos torcedores, muitos eufóricos, outros estabanados e atirando contra tudo e contra todos, observarem os comentaristas sérios, isentos e mais preparados, inclusive os bons comentaristas informais das redes sociais, além de continuarem pressionando para que a organização nos tempos de democracia, consolidem os meios para que os objetivos finais sejam alcançados. Voltar a ter grandes títulos é algo natural para um clube que já tem marcas gloriosas na sua história. Análises críticas, como essa, mesmo que apontem os aspectos negativos do técnico MS, não significam necessariamente desqualificá-lo totalmente, senão apenas cobrar os devidos alinhamentos com a verdadeira missão da diretoria democrática. A esperança, por aqui, está mais para ver certas mudanças acompanhadas nas arquibancadas do verdadeiro grito de que "ninguém nos vence em vibração". Afinal, o futebol está aí para nos trazer alegrias.
Remédio exagerado, ou Veneno na dose certa?
Publicado em 03/02/2014
Por Carlitos Lopes
Por Carlitos Lopes
Remédio x Veneno
Qual a diferença entre eles?
Se o veneno da cobra é utilizado para salvar a vida de quem tenha sido picado, há de se pensar: o remédio, na verdade, pode ser apenas a dose certa do próprio veneno.
Ou, por outro ponto de vista: o veneno é a dose errada do remédio.
No futebol, como em qualquer outro esporte, teoricamente os atletas se preparam buscando fazer o melhor. Na prática isso se confirma em todas as instituições organizadas. No meio da desorganização não dá para avaliar a condição de cada atleta, pois os problemas extra campo serão dominantes. Mas, afinal, para não desviar, onde estão o tal veneno e o remédio anunciados acima?
A resposta é complexa, mas, igualmente ao paradoxo do "veneno-remédio", o complexo (ou complicado) é irmão da simplicidade. Isso porque todo problema, por maior que seja, pode ser facilmente resolvido quando se encontra a solução certa.
Com todo esse preâmbulo vamos ao simples: onde está o remédio que cura e o veneno que adormece o Bahia?
A pergunta sugere uma análise histórica, mas não vamos voltar muito no tempo. Os fatos mais recentes, da série C até o momento atual são mais do que suficientes para justificar um possível paradigma que sustente a ideia de que a simplicidade e a paciência seriam as armas para o novo Bahia deslanchar de vez no cenário do futebol atual. Podemos enumerar, sequencialmente, para facilitar a compreensão:
1. O mesmo grupo que afundou o Bahia para a série-C, usando doses erradas de remédios, fez o clube permanecer no fundo do poço durante a fase mais nebulosa e de sofrimento dos torcedores. Entre tropeços constantes, sem nenhum planejamento e com muito marketing voltado para interesses pessoais, o Bahia viveu os últimos anos nas mãos do filho do maior representante do descompromisso com o Esporte Clube Bahia - o sr. Tiririca, como costumam brincar alguns. O tal filho, mgf, conhecido pela sigla das suas iniciais, apequenou o Bahia com a sua vaidade e com os seus objetivos políticos pessoais, vangloriando-se como suposto responsável pela volta do clube à elite do futebol brasileiro. Os mais lúcidos sabem, e nunca se deixaram enganar, que o retorno à elite do futebol brasileiro foi na verdade fruto da história do próprio clube e da luta aguerrida da sua imensa nação de torcedores. Bem ou mal, foi a fé e a dedicação dos torcedores, com todas as pressões possíveis, que criou condição e trouxe a garra necessária para os atletas que batalharam dentro de campo nos momentos de crises profundas a que os dirigentes irresponsáveis levaram o clube.
2. Permanecer na série-A nos últimos anos é também mérito da força dos torcedores. A expressão das massas reflete a ação dos grupos organizados que sempre questionaram os erros na gestão Esporte Clube Bahia, com sua estrutura fechada em favor da proteção de interesses escusos da ditadura dos Guimarães e seus aliados.
3. "Intervenção - o grande momento do futebol". A reverência ao programa esportivo que anunciava o "Gol - o grande momento do futebol", na TV BAND, é coerente com o tamanho da maior conquista do clube nas últimas duas décadas: a Democracia. Importante não esquecer que 2013 tem a marca dessa conquista, devolver o Bahia à sua Torcida e, ainda mais, agraciada com a permanência na série-A. A democracia abriu as portas para novas possibilidades. Aliado ao momento de maior abertura vivemos o momento de maior interação com o torcedor, fortalecida também pelas Redes Sociais. A possibilidade de aproveitar adequadamente esse fenômeno, a favor do clube, pode estar no ponto de equilíbrio entre o remédio bem administrado, ou do veneno, ambos na dose certa.
Os 3 fatos, ou os 3 momentos descritos acima nos levam a refletir sobre o tal veneno ou remédio. "Com humildade, todos podem ajudar". Eis uma verdade que precisa ser dita e que funciona dentro e fora das 4 linhas. Dentro delas, aliás, a humildade é fundamental, pois até o maior futebolista de todos os tempos era igualmente líder e operário, submetido às exigências de disciplina e de obediência a uma regra básica: futebol é coletivo. Foi seguindo esse princípio que Pelé se tornou o Rei. Fora das 4 linhas, bem próximo está o torcedor, mesmo quando fora dos estádios. No estádio, então, não somente a voz, mas a crença do torcedor faz a diferença entre a confiança e o medo de cada atleta. E se o Edson que conduz a bola não é o Pelé, estará ainda mais vulnerável ao dilema entre absorver o remédio ou o veneno que vem da plateia.
Ao final de toda essa análise, uma pergunta simples vai nos levar a reconhecer que temos, sim, o poder de transformar a sociedade, ou qualquer instituição que amamos:
O Bahia é da Torcida? Então, que essa Torcida continue cobrando e fazendo a sua parte. É importante também, bom lembrar novamente, fazer ecoar no coração de cada atleta, especialmente os mais novos, a sensação de confiança, de compromisso e de capacidade de realizar grandes partidas e trazer grandes resultados para o clube. Corrigir o remédio exagerado, ou ajustar a dose do bom veneno, está em nossas mãos.
Marcelo Lomba: 150 jogos com a camisa do Esquadrão

Marcelo Lomba: 150 jogos com a camisa do Esquadrão
É maravilhoso poder compartilhar postagens de momentos brilhantes, resultados da #DemocraciaTricolor. Assim, vale destacar as palavras de Marcelo Lomba no site oficial do BAHIA no momento em que parte para o primeiro jogo da Copa do Nordeste 2014. Viva a democracia! Que tem como um dos grandes resultados a volta dos craques, como verdadeiras estrelas de um elenco:
“Fico feliz de viver esse momento, porque a gente quer ver o Bahia do tamanho da tradição dele, o Bahia bicampeão brasileiro, então eu queria dizer queestou feliz pelos 150 jogos, feliz por esse momentomas, acima de tudo, vendo o Bahia crescer, muito mais forte daqui pra frente. Então a gente espera que esse ano de 2014 comece bem, que a gente possa conquistar títulos, dando alegria à torcida, e tambémdizer à torcida que os jogadores sentem isso. Sentem que eles estão motivados, que eles acreditam. Que continuem com essa expectativa porque passa paranós dentro de campo. A gente vai nesse primeiro jogo, fora de casa, vai lá tentar vencer o jogo. Mas os jogadores estão doidos para encontrar a torcida aqui na nossa casa, na Fonte Nova”
Vejam detalhes completos: http://www.esporteclubebahia.com.br/150-vezes-idolo/#.UtqozRC5e70
Parabéns também a toda a diretoria, presidente, funcionários e articuladores, que estão em sintonia nesse momento de reestruturação e verdadeiro crescimento. Mais do que nunca @AoTriBahia @BahiaDaTorcida
Ôcho, como diria
09/11/2013
Em jogo que o Bahia, mais uma vez, não faz valer o mando de campo, torcedor faz a sua parte, marca presença e dá apoio. O resultado, infelizmente, não sai do placar ôcho: 0X0.
Bahia 0 X 0 Atlético-MG
Em jogo que o Bahia, mais uma vez, não faz valer o mando de campo, torcedor faz a sua parte, marca presença e dá apoio. O resultado, infelizmente, não sai do placar ôcho: 0X0.
Bahia 0 X 0 Atlético-MG
Todos os Santos se Mobilizam Para Saldar o Bahia de Todos
Em 28 de Julho de 2013
Por: Carlitos Lopes - Sócio Patrimonial desde 26/07/2013
O "Bahia de Todos" vive momento especial, inédito no futebol brasileiro, que ao mesmo tempo caracteriza o renascimento do Tricolor de Aço. Mesmo os mais otimistas jamais imaginariam uma manifestação grandiosa como o cadastramento de 10 mil sócios em apenas um dia. E com perspectivas de continuar a expandir rapidamente a chegada de novos e confiantes torcedores, todos dispostos a investir no clube como nunca foi possível nos tempos de domínios de interesses que passavam longe do respeito aos torcedores. Em outras palavras: a gestão que se findou estava longe daqueles que no passado construíram a história do Esporte Clube Bahia. E ao dizer isso (aqueles que no passado construíram o clube) não estamos nos referindo apenas a lideranças, mas, principalmente, aos TORCEDORES. Esses, sim, são os principais responsáveis por fazer do Bahia um clube de força e de grandiosa história.
Evidentemente que os gestores foram sempre de grande importância, mas, até onde o clube cresceria sem o clamor das massas? Uma boa química se estabeleceu desde o surgimento do clube, em 1931, permitindo uma resposta imediata, com título e confiança de torcedores. A grande sequência de títulos baianos já foi marca inicial do clube, mas o final da década de 50 eleva o clube ao patamar nacional como primeiro campeão brasileiro e, em seguida, ser o primeiro representante do país na Libertadores, em 1960. O sucesso não ficou restrito a esses 2 anos, já que o Bahia teve participação destacada na década de 60, com mais dois vice-campeonatos e colocações entre os 10 primeiros por outras 3 temporadas naqueles 10 anos. Tudo isso num tempo em que o esporte estava longe de enriquecer os seus atletas e, ao mesmo tempo, jamais colocava os dirigentes à frente dos seus principais atores (os craques).
E a história prossegue pelas décadas seguintes, com mais "altos" do que "baixos", e sempre com a marca de um clube com mando de campo demolidor e fama de visitante indigesto. Nesse contexto os feitos tricolores estiveram sempre marcados por percursos que desafiavam a lógica estabelecida, onde, como ainda é hoje, o eixo Sul-Sudeste se impôs com todas as forças da política futebolista e da Comunicação.
Em 1988 o Bahia surpreende mais uma vez os desavisados incrédulos e os supostos donos do futebol brasileiro. Desbancar o Fluminense e em seguida despachar o Internacional dentro do Beira-Rio não era para qualquer clube baiano, era missão reservada ao Tricolor de Aço. O elenco, com formação que trazia pratas da casa, como o líder Bobô, superou o favorito a 2 empates nos jogos finais e subverteu a ordem imposta pela Imprensa nacional, sendo maior do que a força do Inter de Falcão e Taffarel. Na Libertadores de 1989 o Bahia terminou em 5º lugar, após empate na Fonte Nova com o próprio Internacional.
A história de grande clube esteve abalada apenas nos últimos 20 anos, fruto de uma desordem administrativa sem precedentes. No centro dessa saga de destruição, uma família e seus aliados, todos, infelizmente, distantes do verdadeiro espírito da Nação Tricolor: a era dos Guimarães.
Há 2 anos, ainda que sem contextualizar diretamente os responsáveis, desafiamos a continuidade da mesmice das última 2 décadas, onde o Tricolor de Aço se encolhera e, ano após ano, lutava para não cair e, indo mais ao fundo do poço, por 2 anos lutou para subir até mesmo da série-C ... (os famigerados 8 anos de vergonha) e, novamente, em 2011 e 2012, na série-A, voltou a ser forte candidato ao rebaixamento, salvando-se nas últimas rodadas. Voltar a ter título baiano era o trivial, depois do retorno à série-A, mas essa parecia ser a única meta ex-tuiteiro, ex-presidente "mgf". Foi nesse contexto que lançamos o desafio - AoTriBahia -, ainda que cientes da utopia que isso significava, para um clube fraco em diversos sentidos e, particularmente, esfacelado na sua administração. A provocação, no entanto, era dirigida a uma gestão que agia com passos de tartaruga e mirava apenas o campeonato baiano como degrau para continuar subindo e pisando na honra do torcedores. Os discursos de pequenez, assim como as ações, se faziam proporcionais aos descalabros administrativos e sinistros, num ambiente de politicagem, obscuro e contraditório em tempos de futebol profissionalizado.
Fim! Basta, senhores Guimarães! A "Fantástica Fábrica de Chocolate" não lhes pertence! E já que todas as tentativas de lhes mostrar isso, pelos torcedores, foram ignoradas, restou-nos a Justiça e a seriedade dos homens de boa fé. Basta, senhores Guimarães! Chegou a hora de procurarem outras fontes para beber sem que precisem fazer maior esforço e que justifique a conquista: o TRABALHO. No passado, na época dos reinados, a essa palavra não era atribuído o valor devido, já que trabalhar era coisa relegada ao povo, aos menos favorecidos e que, por isso, eram reconhecidos sem valor. Daí, os exploradores trouxeram outros sentidos, passados os tempos de escravidão, e afirmaram que o trabalho dignifica o homem. Essa estratégia prevalecia no controle social sobre os trabalhadores, na crença da dignidade. Os tempos mudaram, senhores Guimarães, e, de fato, a grande maioria dos Torcedores Tricolores acreditam que o trabalho dignifica, sim, porém não mais porque algum explorador determina para atendimento de seus interesses escusos. A crença, agora, é sinal dos novos tempos, onde não cabe mais a imposição e a exploração do trabalho alheio para apropriarem-se do que não lhes pertence. O Bahia de Todos renasce, para o bem da Nação Tricolor: o Bahia da Torcida. Renasce, independente das pragas das últimas décadas, para voltar a ocupar o lugar de destaque que sempre teve no cenário estatual, regional e nacional.
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