A síndrome MÁXIma do erro tático

Maxi, jogador talentoso, passa por momentos difíceis no começo da temporada 2014 do esquadrão. Após a chegada triunfal no início do ano, ao lado do irmão Emanuel Biancucchi, quando a torcida comemorou e registrou uma incrível adesão de novos sócios patrimoniais, passamos a viver a síndrome do craque fora da sua posição e longe do seu estilo de jogo.

A situação não é nova e parece se repetir não somente em grandes clubes, como também em seleções, haja visto nas situações vividas por Ronaldinho Gaúcho nos tempos do Parreira, técnico teórico, mais um daqueles que aprenderam o futebol do lado de fora das 4 linhas. Assim é o Bahia de hoje: alinha-se com o Parreira, pois tem um técnico que nunca foi jogador e que parece não saber que um dos fundamentos do futebol é procurar explorar os talentos dos jogadores nas suas melhores posições, o que permite o seu melhor desempenho.

Agrava-se ainda mais, no caso do técnico do Bahia: além de teórico, não é maduro o suficiente para praticar uma liderança que se impõe acima da própria capacidade de expressão, aquela liderança fundamentada nos cabelos brancos, ou nas marcas de expressão que a própria idade oferece às figuras que podem de fato serem mestres, significarem aquela pessoa que passará a confiança para cada jogador. Futebol é técnica e liderança dentro e fora de campo, mas não há como desprezar a importância dos jogadores se sentirem apoiados por alguém que representa algo que está acima de toda a imaturidade: a figura do Pai.

Marquinhos Santos e Parreira parecem ter algo em comum e, ao mesmo tempo, também algo bem distante. Os dois teóricos se distanciam na maturidade (expressa por uma diferença de idade superior a 30 anos), mas, parecem insistir (no caso do Parreira, sempre insistiu) na crença de que alguma solução cartesiana nascerá do tabuleiro onde teorizam os seus respectivos esquemas táticos. Ambos demonstram esquecer, no entanto, que mesmo sem privilegiar esse ou aquele jogador, e fazer com que o time jogue em função do talento de apenas um, é necessário valorizar cada um na sua condição maior de criação, onde possa expressar o seu talento.

Nas suas devidas proporções, o que Parreira fez com Ronaldinho Gaúcho na seleção, no ano de 2006, onde o Brasil era unânime na confiança no seu talento, desaguou numa das maiores frustrações diante de um esquema tático que anulou o jogador.

Resta aos torcedores, muitos eufóricos, outros estabanados e atirando contra tudo e contra todos, observarem os comentaristas sérios, isentos e mais preparados, inclusive os bons comentaristas informais das redes sociais, além de continuarem pressionando para que a organização nos tempos de democracia, consolidem os meios para que os objetivos finais sejam alcançados. Voltar a ter grandes títulos é algo natural para um clube que já tem marcas gloriosas na sua história. Análises críticas, como essa, mesmo que apontem os aspectos negativos do técnico MS, não significam necessariamente desqualificá-lo totalmente, senão apenas cobrar os devidos alinhamentos com a verdadeira missão da diretoria democrática. A esperança, por aqui, está mais para ver certas mudanças acompanhadas nas arquibancadas do verdadeiro grito de que "ninguém nos vence em vibração". Afinal, o futebol está aí para nos trazer alegrias.


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