Sardinhas, de verdade, nos tornaram, como torcedores

* Carta aberta à NAÇÃO TRICOLOR * Em 23/04/2013

Dúvidas, não temos, sardinhas nos tornamos, quando aplaudimos qualquer sinal de aparente melhora nesse "arrastado bahia esporte clube". E, se alguns ainda têm dúvida, devem fazer parte daquele grupo de torcedores que no início de 2012 gritaram pela "volta do meu (la eles) presida", que estava afastado por ordem da Justiça. O período, todos lembram, durou quase uma semana no começo da temporada 2012, foi o suficiente para o presidente tuiteiro apelar desesperadamente ao apoio  dos torcedores dispostos a levar tudo na base da emoção e da crença de que um bom clube, ou qualquer organização, precisa de "salvadores da pátria".

Pois é, fiquem atentos, certamente trata-se da mesma classe de emoção que iludiu os torcedores do Bahia no dia daquela virada sobre o São Paulo em Pituaçu, coisa que parecia, mais, um presente de Papai Noel do que um presente de Papai Joel. Acreditar naquele Bahia que encerrou o ano de 2011 se esforçando para não cair para a série-B, e iniciar 2012, mais um ano, sem planejamento, significou para muitos, infelizmente, apostar no seu presidente. Aquele mesmo presidente que, no desespero se pendurou no twitter para pedir socorro aos torcedores, diante do seu afastamento pelas vias da Justiça. E o apoio, surpreendentemente, veio, o presidente voltou ao poder em uma semana, sob aplausos aparentemente da grande maioria dos torcedores, muitos que bradavam que teríamos um BaVi acéfalo naquela semana, com o Bahia sem o seu presidente.

Mas a resposta está aí: certamente seria melhor encarar o tal BaVi acéfalo no início de 2012 e deixar o tal presidente se virar sozinho. Ainda que toda essa análise seja simbólica, já que provavelmente o tal presidente  daria lá o jeito dele para se manter no poder, mesmo que sozinho e penando um pouco mais. Triste é percebe, porém, que a maioria acreditou, apostou que seria melhor permanecer na ilusão de que o Esporte Clube Bahia ainda precisava, mais, de um "salvador da pátria" (ainda que, de mentirinha), do que tratar das feridas que estão abertas há pelo menos duas décadas.

Pois é, o Bahia segue com as feridas abertas, desde que o mesmo grupo vem dominando e tratando o Clube como se esse lhes pertencesse. Repetir inverdades e absurdos, e persistir nessa repetição, essa é a estratégia do presidente. Assim como afirmou no momento do retorno para a série-A, ele, o presidente, vem tentando iludir o torcedor, com a afirmação de que reconstruiu o Bahia e o trouxe de volta. Só esquece de dizer, no entanto, que o seu próprio pai, junto com os amigos de sempre, afundaram o Bahia para a série-C. 

O Bahia é um grande clube. A história, a Fonte Nova, as conquistas, seus jogadores que fizeram história, confirmam isso. A gestão, no entanto, é de time pequeno, tão pequeno quanto o presidente. Ele, que se faz, assim, tão pequeno, nem merece que citemos o seu nome. Ele, pequeno, e filho da gestão que afundou o Bahia, anda escondido das redes sociais. O espaço que tanto utilizava nos falsos momentos de glória, quando o clube conseguia dar uma respirada com a cabeça fora d'água e, logo em seguida, desabava novamente sob as vaias da torcida. 

Numa sociedade que precisa de muitos acertos e menos politicagem, o futebol, como grande paixão, poderia ser um alento, com mais respeito aos apreciadores. Ao contrário, os torcedores do Bahia seguem a mercê da sorte, onde as glórias podem reaparecer ao caso, ao contrário das derrocadas, que são cultivadas no dia-a-dia pelos próprios dirigentes.  

Para encerrar, diante da lucidez que felizmente se apresenta agora para a maioria, pedimos licença para manchar esse manifesto, colocando, no seu devido tamanho, as iniciais que desonram as glórias tricolores e que estão no topo das manifestações da sua torcida: FORA mgf !!!.

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