Por Carlos Lopes, colaborador, em 05/08/2011
Talentoso, esforçado, empenhado, perigoso, comprometido, entre tantos outros adjetivos, não são suficientes para que o talento do Jobson se transforme em resultados positivos. Ele precisa também ser bem servido, e é assim que a banda precisa tocar. Para o Jobson, ao lado de outro atacante, serem decisivos, portanto, a equipe precisa agir de forma bem afinada: o que se planeja precisa ser aquilo que de fato aconteça no gramado. A atuação do Marcelo Lomba, muito explorado nos últimos jogos, já demonstra que algo está errado. E se o Tite e o Paulo Miranda vinham atuando bem, os problemas estariam vindo das laterais, do meio-campo, ou do esquema tático muito defensivo que termina por atrair o adversário para a área do Bahia. Seja qual for a razão é preciso que as respostas venham de dentro do clube.
Assim que teve inívio o Campeonato Brasileiro, contrariando expectativas mais pessimistas, os investimentos aconteceram no E.C. Bahia, com Paulo Angioni sendo ágil nas articulações e contratações. Muitos novos jogadores foram contratados, porém persistiram erros, como as estranhas insistências em manter titulares jogadores que são rejeitados pela torcida - Souza é o exemplo mais extremo - e que será lamentável a persistência nessa decisão. Uma boa parte dos torcedores estão intolerantes e voltam a exigir a troca do técnico, o que pode ser compreendido como solução, mas que ao mesmo tempo traz risco maior.
Os potenciais do grupo são evidentes, mas, a despeito de momentos eufóricos que trouxeram confiança a todos, principalmente após o jogo no Engenhão, onde venceu com superioridade o Fluminense, convive-se também com muitas falhas típicas de um clube que não se gerencia bem, e que parece criar ansiedade e incerteza na cabeça de cada jogador. Salvo algumas excessões, como o goleiro Marcelo Lomba e o Jobson, quem mais podemos hoje qualificar como estável, confiante e que garante o melhor na sua posição? Essa instabilidade, os altos e baixos, que terminam por interromper a trajetória que parecia ascendente no Bahia, revela fragilidade emocional e, provavelmente, falta de investimento nesse segmento. A confiança, para qualquer esporte, é aspecto cada vez mais decisivo. Os históricos estão aí, técnicos talentosos que fazem clubes renascer nos campeonatos, mundo afora, deixam claro o quanto é importante trabalhar a crença, a confiança de cada jogador. Trabalhos de motivação, aliados a disciplina tática e criatividade. Será que isso é segredo para a comissão técnica do Bahia? Claro que não é, mas precisa colocar em prática.
Ontem, diante do São Paulo, mais um grande momento de expectativa, com possibilidades reais do Bahia confirmar em campo a referência de visitante indigesto. Mas vimos o contrário, ainda que mais uma vez prejudicado por arbitragens submetidas à arrogância do regionalismo da CBF. Mesmo com arbitragem equivocada, faltou ao Bahia fazer a sua parte, faltou a confiança. Ao René, bom técnico e que veio com vontade de se doar ao Bahia, faltou a convicção de que precisa dar titularidade aos melhores do momento, ao mesmo tempo em que precisa ajustar bem, com o melhor planejamento possível, os elementos que mais uma vez destacamos: confiança, tática, talento, criatividade e doação dentro de campo.
Questionável também, volto a insistir, que o Bahia não valorize jogadores que nem vêm jogando, que mereceriam oportunidade na Série-A. Jogadores com força, com pegada para garantir um meio-campo consistente e avançado, juntamente com jogadores criativos que possam servir aos goleadores como Jobson, Reinaldo ou Júnior. Os testes apenas em treinos são precários e não dão oportunidade real ao jogador. E nem mesmo ao torcedor é dado o direito de conhecer jogadores que há mais de 6 meses fazem parte do clube. Sem citar nomes, que já citei em postagens anteriores, fico na esperança de ver renovações internas antes que seja tarde demais, e o Bahia passe a lutar apenas contra o rebaixamento.
Questionável também, volto a insistir, que o Bahia não valorize jogadores que nem vêm jogando, que mereceriam oportunidade na Série-A. Jogadores com força, com pegada para garantir um meio-campo consistente e avançado, juntamente com jogadores criativos que possam servir aos goleadores como Jobson, Reinaldo ou Júnior. Os testes apenas em treinos são precários e não dão oportunidade real ao jogador. E nem mesmo ao torcedor é dado o direito de conhecer jogadores que há mais de 6 meses fazem parte do clube. Sem citar nomes, que já citei em postagens anteriores, fico na esperança de ver renovações internas antes que seja tarde demais, e o Bahia passe a lutar apenas contra o rebaixamento.
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