Por: C. da Silva LopesEm 25/09/2012
Com estiramento, grau 1, o atleta Jones, que até poucas semanas ainda era rechaçado quase por unanimidade pelos torcedores e pelos profissionais da imprensa, vive momento bem diferente, com lamentações e receios pela sua ausência nos próximos 2 jogos, no mínimo.
Nada como um dia após o outro, é o que se vê no caso desse jogador de futebol. Tolerância é pouco para descrever o que ele precisou superar. Com mais de um ano no clube, o brasileiríssimo Jones da Silva Lopes contou com o apoio de todos os técnicos que passaram pelo esquadrão de aço, que insistiam em contrariar ruídos, vaias e todo tipo de desqualificações atribuídas ao Jones, em nível absurdo, pode-se dizer, para quem acredita que, dentro de campo, a confiança e o apoio fazem a diferença absoluta nos resultados.
Já é prática, todos sabem, que a aparente unanimidade da platéia tira conclusões muito rápidas sobre o talento ou ruindade de um jogador. O quanto essa conclusão rápida atrapalha, sabemos, não é pouco e o torcedor paga o preço pelo próprio imbróglio que cria na cabeça do atleta. Se pensar bem, ainda que existam casos de teimosia de um ou outro técnico, verá facilmente que a tal unanimidade "nelsonrodriguiana" tem marca registrada nas últimas duas décadas entre a Velha Fonte e o Moderninho Pituaço. Comparações extremas nos levariam a mostrar que nos achamos no direito até de depredar estádio quando o clube sobe da série-c para a série-b. Onde um fato, assim, é admissível, qualquer outro, também, será. Essa comparação, evidentemente, não é lá muito justa (apenas uma minoria fez besteira naquele último jogo da velha Fonte), mas vale para lembrar que: o mesmo torcedor que depreda estádio pode ser aquele que vaia atletas de 18, 19 ou 20 anos por errar um passe na sua estréia.
Enfim, ficaremos por aqui, já que o principal objetivo desse artigo já se cumpriu: o de questionar a nossa própria humildade, como torcedores, com o nosso papel de criticar e de apoiar. A crítica, no entanto, precisa atingir principalmente aqueles que dirigem. Esses, sim, precisam fazer as estrelas do futebol brilharem, como foi antigamente, dentro de campo. Aproveitando para fechar com uma tacada mais inteligente, que saiam de cena os dirigentes, para que brilhem os talentos dos atletas.
Mas, ao mesmo tempo, vale aqui também um retoque de contradição final: Salve Jorge!


