Comentaristas ESBRAVEJAM !

Por Carlos Lopes, colaborador:


Os comentaristas esbravejam, faz parte do ofício. "Aumentam o volume" ruidosamente e até buscam muitas vezes nos convencer de fatos que ainda nem acontecerram nos bastidores do futebol. Faz parte do show. Afinal eles são também grandes motivadores do público, em todas as nações do futebol. Existem também aqueles (raros) que são frios nos seus comentários, outros mais contundentes, alguns lobistas, bem como também alguns que fazem qualquer coisa pelo din-din que cai no bolso todo mês, seja do rádio, tv, jornal impresso ou ganhos indiretos que conquistam pelo seu sucesso na carreira de cronista de futebol. Para muitos deles, ficar em cima do muro ou no tal comportamento neutro, a tal da imparcialidade, parece ser uma boa estratégia para ir formando o seu público, agregando ouvintes, expectadores ou leitores de muitas cidades, estados, do país inteiro e, naturalmente, de todas as torcidas de clubes brasileiros.

Na essência muitos se parecem, tentam demonstrar que conhecem bem os bastidores desse universo que absorve o dia de muitos e muitos brasileiros e torcedores, mundo afora. E, como forma de garantir o seu domínio, esbravejam, em alto e bom som: ESBRAVEJAM.

Para focar em um que admiro, vou citar o Milton Neves e perguntar: por que caminho ele navega? A reposta seria talvez afirmar que segue pelos caminhos menos previsíveis, consequentemente surpreendentes. Numa rápida análise sobre as tendências do povo do futebol na observação desse "Cidadão do Futebol Brasilerio", grande motivador, polêmico, que atrai apaixonados e críticos severos, vale uma olhada no twitter para ver o quanto ele é forte nas tendências - o @miltonneves é citado o tempo todo -, em críticas, apoios, retwitters, ou simples comentários de qualquer natureza sobre futebol, enviados por tuiteiros que aproveitam para referenciar @miltonneves ou @MNTerceirotempo no seu recado. Vale como marketing e, quem sabe, vale para atrair o olhar de outros tuiteiros apaixonados pelo futebol. E essa imparcialidade, exigida pelos que gostam do futebol-razão mais do que futebol-emoção, é algo que passa longe do Milton Neves. Ele, de fato, sempre surpreendeu, especialmente os colegas do Sudeste, do eixo que ainda se ilude com a idéia de que o futebol no Brasil resume-se a essa região, esquecendo de que eles dependem das divisões de base de todo o país. 
Se os especialistas, os intelectuais do futebol estão a solta, esbravejantes e retumbantes, a discutir a qualidade do jornalismo esportivo, que o façam preservando o direito a emoção colocada bem acima da razão. Milton Neves está às soltas, graças a deus, diria hoje o Nelson Rodrigues.






Imagem publicada pelo SempreBahia















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