Se a espinha de um suposto peixe engasga, imagine as pontas das estrelas!

Carlitos Lopes
Colaborador no ano do renascimento da campanha AoTriBahia

1959-1988-2017

Quando a crônica antecede mais um BaVi - FINAL 2017, Domingo, dia 7 de maio, no Barradão.


BaVi no Barradão é estímulo para tricolores. Por que? A resposta está na história dos 85 anos do Bahia, contra os 120 (quase) do Vitória. A retrospectiva de um clube 30 anos mais jovem e com grande folga de títulos baianos já é um sinal da grandiosidade do Esporte Clube Bahia. E nós, tricolores, devemos relaxar e não precisamos entrar em provocação. Futebol é para viver, curtir, divertir. Esse é o espírito. Que os guerreiros tricolores superem mais uma vez os rivais, que se sentem únicos guerreiros (do Vitória).

Na prática, como se diz, no frigir dos ovos, o Bahia está num momento confiante e pode aumentar a vantagem, com mais um título baiano. A nosso favor, ainda, os últimos jogos mostram o que os emotivos torcedores do Vitória parecem não querer perceber: um futebol mais lento, menos criativo, inferior ao atual futebol apresentado pelo Bahia. Tudo isso é coisa normal, já que as análises que deveriam ser racionais são lançadas ao terreno da emoção.  Paciência, relevemos. O que dizer, então, diante das provocações? Simples, diga apenas: bola pra frente, torcedores de todas as tribos e de toda a paz que reina nas arquibancadas baianas. 

Pois é, que pena, para garantir a paz, hoje temos torcida única no clássico. Mas é justamente a mistura que nos faz evoluir, para um mundo sem muros e onde a paz seja realmente possível. Mas, já que é assim, cada torcedor no espaço de mando do seu clube, que os tricolores possam sorrir na frente da telinha da TV por toda essa Bahia repleta de torcedores. Uma sugestão? Curta o jogo, sem raiva, sem mágoa, sem ódio. E mesmo que um ou outro torcedor rubro-negro, com todo respeito que temos inclusive por certos rivais da Imprensa, venha insinuar que vai saborear um suposto prato de filé de sardinha, com as repetidas brincadeiras rubro-negras para tentar transformar um gigante em um peixinho, é bom lembrá-lo: cuidado, pois quem mastiga, não necessariamente, engole; e, ao mastigar o que chama de peixinho, retire as espinhas, sem esquecer, também, que as duas estrelas estão cheias de pontas.