Ainda que tenhamos lançado desafios maiores do que cumprir obrigação de voltar a vencer o campeonato baianos, não podemos deixar de valorizar com enorme alegria a conquista recente. Claro! E sem queixa relacionada aos percalços, considerando que o Bahia quase não passa na semifinal e, da mesma forma que o seu maior rival fez nos anos anteriores, levou o campeonato com base no critério de vantagens, condição que permitiu abraçar merecidamente o troféu.
No meio de toda essa avalanche e de tremores ao longo de uma década sem título e de novo cenário que permite uma participação mais direta do torcedor, a Internet é uma espécie de prorrogação onde, após cada jogo, descascamos os abacaxis e, afiamos a peixeiras, facões e foices para tentar desbravar, na mão grande, as trilhas certas a serem percorridas pelo Esporte Clube Bahia. Nada sem muito esforço, não é mesmo? A resposta, infelizmente, é negativa. Na verdade um esforço enorme, que toma horas e horas de cada tuitador, blogueiro, embaixador, ou mero apaixonado a se pendurar nas redes sociais.
Muitos de nós, que postamos, opinamos, esbravejamos, temos os pés no chão e a consciência de que lutamos por um Bahia que é possível, vencedor em nível regional e nacional e, além disso, com apoio popular que contagia sem fronteiras, o que permite ir muito, muito mais longe.
Essa viagem, no entanto, para outras dimensões e conquistas, que possa consolidar a realidade de uma torcida que a mídia nacional chega a caracterizar como sonhadora e que "não para de acreditar", colocado entre aspas para enfatizar a crítica implícita do Sudeste e do Sul, quando provavelmente observam a contradição entre a força da nação e a organização efetiva do clube.
Preconceitos existem e não devemos jamais abrir mão de combatê-los, claro, mas ao mesmo tempo devemos ter consciência. Assim, aprenderemos a controlar também os nossos impulsos nos momentos de glória, onde enaltecemos as lideranças como se nos fizessem o favor de cumprir parte das suas obrigações, sejam diretores bem remunerados, comissão técnica ou presidente com seus 60 mil de proventos, vale cobrar, sim, por maior serenidade, coerência e, principalmente, humildade.
Humildade. Aí está uma condição que poucos dirigentes assumem na vida, pois diante das pequenas conquistas costuma-se cercar de uma auto-confiança maior do que o mundo, seguida de uma soberba que ofusca as próximas ações e decisões. Em parte, a rede social, via Internet, faz o papel consciente, enaltece sem deixar de apontar erros e cobrar continuidade. Uma outra parte, porém, se joga no fã clube dos intocáveis dirigentes, como se a vida desses começassem e terminassem no próprio clube que lhes serve de passarela para outros grandes interesses, seja na esfera política ou empresarial.
Por tudo isso, caros amigos tricolores, vale convocar a todos para viver as alegrias que o futebol pode nos proporcionar, porém críticos o suficiente para construir com consciência e criatividade. Ser Bahia com alegria e, ao mesmo tempo, respeitando todas as diferenças, ainda que alguns queiram ver todos como pitorescos torcedores do Bahia Minha Vida, como se fosse esse um padrão único a ser seguido por quem é torcedor.
Mesmo com os pés no chão, acreditamos num Bahia que pode continuar a marcar sua história de campeão em todos os níveis, independente de quem assuma cargos e ganhe pelo valor do desafio. E para alcançar esses objetivos, muito mais do que enaltecer dirigentes, queremos um Bahia, cada vez mais, democratizado e profissionalizado.
No meio de toda essa avalanche e de tremores ao longo de uma década sem título e de novo cenário que permite uma participação mais direta do torcedor, a Internet é uma espécie de prorrogação onde, após cada jogo, descascamos os abacaxis e, afiamos a peixeiras, facões e foices para tentar desbravar, na mão grande, as trilhas certas a serem percorridas pelo Esporte Clube Bahia. Nada sem muito esforço, não é mesmo? A resposta, infelizmente, é negativa. Na verdade um esforço enorme, que toma horas e horas de cada tuitador, blogueiro, embaixador, ou mero apaixonado a se pendurar nas redes sociais.
Muitos de nós, que postamos, opinamos, esbravejamos, temos os pés no chão e a consciência de que lutamos por um Bahia que é possível, vencedor em nível regional e nacional e, além disso, com apoio popular que contagia sem fronteiras, o que permite ir muito, muito mais longe.
Essa viagem, no entanto, para outras dimensões e conquistas, que possa consolidar a realidade de uma torcida que a mídia nacional chega a caracterizar como sonhadora e que "não para de acreditar", colocado entre aspas para enfatizar a crítica implícita do Sudeste e do Sul, quando provavelmente observam a contradição entre a força da nação e a organização efetiva do clube.
Preconceitos existem e não devemos jamais abrir mão de combatê-los, claro, mas ao mesmo tempo devemos ter consciência. Assim, aprenderemos a controlar também os nossos impulsos nos momentos de glória, onde enaltecemos as lideranças como se nos fizessem o favor de cumprir parte das suas obrigações, sejam diretores bem remunerados, comissão técnica ou presidente com seus 60 mil de proventos, vale cobrar, sim, por maior serenidade, coerência e, principalmente, humildade.
Humildade. Aí está uma condição que poucos dirigentes assumem na vida, pois diante das pequenas conquistas costuma-se cercar de uma auto-confiança maior do que o mundo, seguida de uma soberba que ofusca as próximas ações e decisões. Em parte, a rede social, via Internet, faz o papel consciente, enaltece sem deixar de apontar erros e cobrar continuidade. Uma outra parte, porém, se joga no fã clube dos intocáveis dirigentes, como se a vida desses começassem e terminassem no próprio clube que lhes serve de passarela para outros grandes interesses, seja na esfera política ou empresarial.
Por tudo isso, caros amigos tricolores, vale convocar a todos para viver as alegrias que o futebol pode nos proporcionar, porém críticos o suficiente para construir com consciência e criatividade. Ser Bahia com alegria e, ao mesmo tempo, respeitando todas as diferenças, ainda que alguns queiram ver todos como pitorescos torcedores do Bahia Minha Vida, como se fosse esse um padrão único a ser seguido por quem é torcedor.
Mesmo com os pés no chão, acreditamos num Bahia que pode continuar a marcar sua história de campeão em todos os níveis, independente de quem assuma cargos e ganhe pelo valor do desafio. E para alcançar esses objetivos, muito mais do que enaltecer dirigentes, queremos um Bahia, cada vez mais, democratizado e profissionalizado.